Adobe Lightroom 4 Beta – SENSACIONAL

 

Lightroom 4 Beta, com processador Camera Raw 7

Lightroom 4 Beta, com processador Camera Raw 7

Comemorando seis anos do lançamento da primeira versão do Lightroom, acaba de sair dos laboratórios da Adobe o Lightroom 4 Beta.
O aplicativo vem com dois novos módulos, um mecanismo de renderização moderníssimo (Process Version 2012), ferramentas inéditas no módulo de revelação e de ajustes locais, e soft proof para printers, entre muitas outras novidades.
Para quem é usuário do programa, só novidades boas (curvas em RGB, canal a canal!); para quem não é, existe a possibilidade de importar arquivos diretamente do Apple Aperture ou do iPhoto, facilitando a migração.

Abaixo, listo algumas das mudanças, dentre muitas outras, que já são minhas favoritas:

Soft Proof no Lightroom 4

Soft Proof diretamente no Lightroom 4; adeus visita ao Photoshop!

Soft Proof; fácil e resultado preciso.

Soft Proof; fácil e resultado preciso.

1- Se eu tiver que escolher o “feature” MAIS ESPERADO, tem que ser o Soft Proof integrado aos módulos Develop/Print.
Poder visualizar o resultado de sua foto impressa em tela, antes de gastar papel e tinta, é fundamental para que o programa seja chamado de profissional; agora é de gente grande!

 


Process Version 2012

Process Version 2012; resultados sensacionais. Mesmo.

2- O segundo astro da lista é o novo processador interno de revelação, versão 2012. Ao importar Raws ou DNGs, ele é automaticamente usado; ao importar arquivos já processados por outras versões do Lightroom ou do Adobe Camera Raw, podemos fazer o update para a nova versão, de modo quase instantâneo; com o novo processador, as ferramentas do módulo de revelação (painel Basic) são também atualizadas, e a diferença de resultados é significativa.

 


Lightroom 4 módulos

Módulos novos do Lightroom 4: Map e Book

Dois novos módulos surgem na versão 4; o de geotagging, chamado Mapa, e o de criação/edição de livros de fotografia, chamado Book. Vamos falar um pouco deles a seguir:

Lightroom 4 Map Module

Mapa no Lightroom; GPS na mão !

Lightroom 4 Map module

A vista de satélite é bem precisa.

3- MAPA: As fotos podem ser arrastadas e soltas na posição correta no mapa; este pode ser visto de várias formas, e o zoom é bastante poderoso; a facilidade com que podemos acrescentar coordenadas de GPS à fotos que não as possuam é única. Viciante.

 

 


Módulo Book: Fotobooks direto para o Blurb!

Módulo Book: Fotobooks direto para o Blurb!

O preço estimado do Blurb já aparece!

O preço estimado do Blurb já aparece!

4- LIVRO: O módulo permite que se crie um fotobook (ou uma versão em PDF) que pode ser diretamente enviado ao Blurb; entre outras facilidades, o preço final já aparece na página!

 

 


Email embutido no Lightroom 4

5- Emails podem ser enviados, com fotos anexadas, diretamente de dentro do Lightroom 4, poupando tempo, trabalho e configurações tediosas. Um ganho de produtividade considerável!

 

 


Vídeo no Lightroom!

Vídeo no Lightroom4 !

6- O Lightroom 4 agora mostra, reproduz e edita vídeos por ele importados, no módulo Library (Biblioteca) e usando o Quick Develop (Revelação Rápida). Para quem tem câmera com vídeo e quer equilibrar as cores dos vídeos com as fotografias, é imprescindível e rápido. Abaixo, um exemplo do mesmo clip “nativo”, e depois de editado no Lightroom. Mão na roda!

Video original no Lightroom

Video original no Lightroom 4

Video editado no Lightroom 4

Video editado no Lightroom 4

 

 


Stack nas coleções: Estava na hora!

Stack nas coleções: Estava na hora!

7- O Adobe Lightroom 4 permite agora que se criem Stacks dentro das coleções (antes, era só nos Folders); e as bandeiras brancas, pretas e neutras nesta versão são globais, ou seja, aplica-se uma bandeira em Folders e ela aparece também na mesma foto que esteja dentro de uma coleção. O processo fica mais intuitivo, e bem mais útil!

 

 


Compressão DNG com perdas? Um JPEG de luxo!

Compressão DNG com perdas? Um JPEG de luxo!

8- Assunto polêmico… A Adobe está introduzindo a possibilidade de arquivos Lossy DNG (um Raw, em última instância, com perdas na compressão); o arquivo fica menor, ocupa menos espaço em disco, e pode ser totalmente editável, tanto no Lightroom 4 quando na nova versão do Adobe Camera Raw (ACR). Claro que não existe milagre, e a compressão com perdas, apesar de ser imperceptível ao olho, muda o arquivo. Deve ser exaustivamente testado, pois abre uma nova gama de possibilidades para o formato DNG.

 

 


Novas ferramentas no painel Basic; mais precisas.

Novas ferramentas no painel Basic; mais precisas.

9- No Lightroom 4, ao se importar novas imagens ou converter antigas para o novo processamento (PV2012; ver dica lá acima), o painel Basic mostra as novas ferramentas, que além de mais precisas, também são mais intuitivas e com nomes mais tradicionais da indústria gráfica. Não é uma mudança apenas cosmética, as ferramentas se comportam de maneira diferente (melhor, mais qualitativa) em relação às versões anteriores do Lightroom, especialmente na recuperação de altas-luzes e sombras. Todas elas foram atualizadas; o Clarity, por exemplo, ficou muito mais agressivo, e deve ser usado com parcimônia.

 


Ferramentas novas nos ajustes localizados!

Ferramentas novas nos ajustes localizados!

10- Minha última das dez dicas favoritas é sobre os sliders dos Ajustes localizados; muito mais ricos, com opções necessárias como “Noise” e “Moiré”, entre outras novidades. Aliás, MUITO bem vindas!

 


Link para baixar a versão BETA do Lightroom 4:
Public Beta Site: http://labs.adobe.com/technologies/lightroom4/

Link para discutir a versão BETA do Lightroom 4:
Forum: http://forums.adobe.com/community/labs/lightroom4/

OUTRAS FONTES de informação seguramente confiáveis (algumas com vídeos e tutorias; algumas em Francês, a maioria em Inglês):

Vídeo da Adobe:
TV.Adobe.com

Tom Hogarty:
Lightroom Journal

John Nack:
Blogs.Adobe.com

Victoria Bampton:
The Lightroom Queen
Updated Shortcuts List: LR4 Keyboard-Shortcuts

John Beardsworth:
Lightroom Solutions

Terry White:
Techblog

Richard Earney:
Insidelightroom

Seth Resnick:
D65.com

Laura Shoe:
laurashoe.com

Andrew Rodney:
The Digital Dog

Ian Lyons:
Computer Darkroom

Gilles Theophile (em francês):
Utiliser Lightroom

David Marx (vídeos):
TheLightroomLab

Sean McCormack:
Pixiq

Matt Dawson:
The Photogeek

Gene McCullagh:
Lightroom Secrets

Rob Sylvan:
Lightroomers

Piet Van den Eynde:
More than words

Mark Wilson:
Wild Photoforum

 

VIDEO-TUTORIAIS (em Inglês)

New Process Version Basic Panel Controls
http://vimeo.com/34653183
http://www.youtube.com/watch?v=4eiC-R_FJYs

Map Module
http://vimeo.com/34629532
http://www.youtube.com/watch?v=HBOOVaWfGP8

Video Editing
http://vimeo.com/34626424
http://www.youtube.com/watch?v=2DzYufWng7I

Integrated Email Engine
http://vimeo.com/34615628
http://www.youtube.com/watch?v=v6tDwI7ZZe8

Ability to Move Multiple Folders
http://vimeo.com/34615584
http://www.youtube.com/watch?v=BsAQWhio1ko

Lateral Chromatic Aberration Repair
http://vimeo.com/34692920
http://www.youtube.com/watch?v=LHjrt-t68tE

Metadata Status Smart Filter
http://vimeo.com/34712996
http://www.youtube.com/watch?v=maGm2-nsCJg

New Graduated Filter Controls
http://vimeo.com/34770457
http://www.youtube.com/watch?v=RrAxOcFvsG8

Export to PDF from Book Module
http://vimeo.com/34770532
http://www.youtube.com/watch?v=N44NjtLMZLA

Cross Process Effect Using Per Channel Curves
http://vimeo.com/34771842
http://www.youtube.com/watch?v=TEtledTWWig

 

 

Descondicionando o olhar

Instagram ©Clicio

É provável que o grande Cláudio Feijó não se incomode com minha apropriação indébita do nome de seu mais famoso workshop; mas como sou veterano (fiz o descondicionamento duas vezes e sobrevivi para contar), aprendi lá mesmo que descondicionar também significa aumentar o nível de tolerância com as modernidades dos amigos, logo está tudo OK, penso eu.
O que interessa é que nada poderia ter sido melhor que o choque de realidade que tenho vivido.
Depois de uma década plugado, fulltime online, quase um ser virtual, decidi voltar a me dedicar a algo mais tangível, que produzisse objetos ou produtos, e que pudesse ser feito com as mãos; em fevereiro de 2010 abri um núcleo do ADI-Atelier de Impressão em São Paulo. Basicamente impressão de fotografias, metacrilatos e obras de arte de alta qualidade, aliado a atendimento personalizado em um lugar físico onde as pessoas pudessem ter orientação prática de como preparar corretamente suas obras a serem impressas.
Moleza, né? Facinho, passar o dia inteiro sentado na cadeira ergonômica, no ar-condicionado, apertando a tecla “P” e depois correr para a caixa registradora (tá bom, Redecard).
Só que não foi bem assim…
Desde o primeiro dia em fevereiro, o ritmo só aumentou; fazer acabamento em metacrilato é uma atividade insana! O processo tem tudo para dar errado, as variáveis são inúmeras, os materiais extremamente frágeis, o trabalho que demanda é exaustivo… Mas absolutamente libertador.
Explico: usar suas próprias mãos fazendo trabalho que exija habilidade e esforço, ter prazos beirando o impossível, suar muito, faz com que o ser-amorfo que passava o dia inteiro na frente de monitores enxergue que a realidade pode ser diferente. Que existe outra maneira de enxergar o mundo, esquecida. Não que eu tenha algo contra a virtualidade, pelo contrário; só não me sobra mais tempo, literalmente. Uma questão lógica de prioridades.
Abandonar Orkut, Ning, Linkedin, check.
Parar de navegar sem rumo na web, check.
Deixar as 20 listas de discussão e focar só nas 3 que são úteis, check.
Acionar o antispam do email para 90% das mensagens que entram, check.
Direcionar o Facebook só para família e amigos próximos, check.
Twittar apenas quando realmente sobra tempo, check.
Instagramar somente em deslocamento, check.
Blogar só quando tiver o que dizer, check.
Ministrar cursos? Workshops? Só os bem pagos, e poucos.
Festivais e feiras mambembes de fotografia “para fazer network”?  Tô fora!
No começo foi duro.
É como largar o cigarro. Passar perto de um teclado, olhar para uma tela de iPhone acesinha, ouvir os pings de mensagens não lidas é torturante, mas com o tempo a vontade vai passando. Há coisas mais importantes a serem feitas; criar novos objetos, realizar experimentações, produzir arte, resolver problemas reais de clientes reais, ter só conversas presenciais, andar, ver gente.
E sem aviso,  percebemos que nada de trágico acontece quando não respondemos todos os emails, quando desligamos o celular, quando nos filtramos e deixamos de ser um avatar de nós mesmos.
Os desmembramentos foram notáveis: me desfiz de um dos carros da família e passei a andar de Metrô; me mudei para um prédio que *não tem garagem*, o que me faz andar a pé a maior parte do tempo; e por andar mais, comecei a perder peso; e por perder peso comecei a me preocupar em ter uma alimentação mais saudável; e por me sentir mais leve, passei a prestar mais atenção as pessoas na rua, e a fotografar mais.
O resultado, surpreendente, é que hoje tenho muito mais tempo para o que importa: fazer o meu trabalho com a maior qualidade possível, atender com  cortesia (e Perrier), cuidar da minha família, conversar com meus poucos amigos, e fotografar o que bem entender.
Tirar os olhos da tela e olhar para o mundo é um excelente descondicionante.
Recomendo.

Update01 – Os meus principais parceiros no ADI-SP, o Felipe Baenninger e o René Lentino, usam prioritariamente a bicicleta como meio de transporte. Gente inteligente.

Instagram, vício ou virtude?

Instagram no iPhone; nunca imaginei que fosse ser tão feliz ao abandonar equipamentos pesados, princípios rígidos, regras engessadas e papos técnicos intermináveis; apertar o botão sem nenhum compromisso a não ser comigo mesmo, com um minúsculo aparelhinho que está sempre no bolso…

Crítica, curadoria e fotografia

Tive o prazer de ser convidado a assistir alguns debates e palestras na Semana de Fotografia de Recife, na semana passada.
Mas o teor da primeira palestra em que pude estar, denominada “Curadoria como mediação na fotografia contemporânea” me espantou!

Amazônia

Conhecer o Amazonas era um sonho antigo; no pouco tempo em que estive por lá, atividade intensa e uma pequena série de fotinhos despretensiosas, apenas lembranças de viagem. Turista acidental.

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