por clicio em 5 de janeiro, 2012
Descondicionando o olhar
É provável que o grande Cláudio Feijó não se incomode com minha apropriação indébita do nome de seu mais famoso workshop; mas como sou veterano (fiz o descondicionamento duas vezes e sobrevivi para contar), aprendi lá mesmo que descondicionar também significa aumentar o nível de tolerância com as modernidades dos amigos, logo está tudo OK, penso eu.
O que interessa é que nada poderia ter sido melhor que o choque de realidade que tenho vivido.
Depois de uma década plugado, fulltime online, quase um ser virtual, decidi voltar a me dedicar a algo mais tangível, que produzisse objetos ou produtos, e que pudesse ser feito com as mãos; em fevereiro de 2010 abri um núcleo do ADI-Atelier de Impressão em São Paulo. Basicamente impressão de fotografias, metacrilatos e obras de arte de alta qualidade, aliado a atendimento personalizado em um lugar físico onde as pessoas pudessem ter orientação prática de como preparar corretamente suas obras a serem impressas.
Moleza, né? Facinho, passar o dia inteiro sentado na cadeira ergonômica, no ar-condicionado, apertando a tecla “P” e depois correr para a caixa registradora (tá bom, Redecard).
Só que não foi bem assim…
Desde o primeiro dia em fevereiro, o ritmo só aumentou; fazer acabamento em metacrilato é uma atividade insana! O processo tem tudo para dar errado, as variáveis são inúmeras, os materiais extremamente frágeis, o trabalho que demanda é exaustivo… Mas absolutamente libertador.
Explico: usar suas próprias mãos fazendo trabalho que exija habilidade e esforço, ter prazos beirando o impossível, suar muito, faz com que o ser-amorfo que passava o dia inteiro na frente de monitores enxergue que a realidade pode ser diferente. Que existe outra maneira de enxergar o mundo, esquecida. Não que eu tenha algo contra a virtualidade, pelo contrário; só não me sobra mais tempo, literalmente. Uma questão lógica de prioridades.
Abandonar Orkut, Ning, Linkedin, check.
Parar de navegar sem rumo na web, check.
Deixar as 20 listas de discussão e focar só nas 3 que são úteis, check.
Acionar o antispam do email para 90% das mensagens que entram, check.
Direcionar o Facebook só para família e amigos próximos, check.
Twittar apenas quando realmente sobra tempo, check.
Instagramar somente em deslocamento, check.
Blogar só quando tiver o que dizer, check.
Ministrar cursos? Workshops? Só os bem pagos, e poucos.
Festivais e feiras mambembes de fotografia “para fazer network”? Tô fora!
No começo foi duro.
É como largar o cigarro. Passar perto de um teclado, olhar para uma tela de iPhone acesinha, ouvir os pings de mensagens não lidas é torturante, mas com o tempo a vontade vai passando. Há coisas mais importantes a serem feitas; criar novos objetos, realizar experimentações, produzir arte, resolver problemas reais de clientes reais, ter só conversas presenciais, andar, ver gente.
E sem aviso, percebemos que nada de trágico acontece quando não respondemos todos os emails, quando desligamos o celular, quando nos filtramos e deixamos de ser um avatar de nós mesmos.
Os desmembramentos foram notáveis: me desfiz de um dos carros da família e passei a andar de Metrô; me mudei para um prédio que *não tem garagem*, o que me faz andar a pé a maior parte do tempo; e por andar mais, comecei a perder peso; e por perder peso comecei a me preocupar em ter uma alimentação mais saudável; e por me sentir mais leve, passei a prestar mais atenção as pessoas na rua, e a fotografar mais.
O resultado, surpreendente, é que hoje tenho muito mais tempo para o que importa: fazer o meu trabalho com a maior qualidade possível, atender com cortesia (e Perrier), cuidar da minha família, conversar com meus poucos amigos, e fotografar o que bem entender.
Tirar os olhos da tela e olhar para o mundo é um excelente descondicionante.
Recomendo.
Update01 – Os meus principais parceiros no ADI-SP, o Felipe Baenninger e o René Lentino, usam prioritariamente a bicicleta como meio de transporte. Gente inteligente.





72 Comentários
Clicio,
Belo post para começar o ano. Toca no fundo da alma… Na minha, tocou de verdade.
Abraços e parabéns pela nova vida.
Belém.
Clicio! parabéns! estou no mesmo ritmo, desligando de tudo isso e fazendo coisas diferentes, parabéns mesmo, não sabe como foi motivador.
Sucesso em 2012!
Belém,
Vindo de você, um amigo desses bom de conversar, só posso ficar emocionado.
Um maravilhoso 2012 para você, Georgia e Sofia!
Renatão,
O futuro é presencial.
Feliz ano novo!
Um recondicionamento da vida.
Pena que não existe regra geral. Mas tomara que cada um (eu incluso) encontre seu próprio “equilíbrio”. Acho que essa é a palavra mágica.
Talvez nem tudo em excesso faça mal, mas pode ser desnecessário.
Parabéns! Com a idade chega a iluminação.
Embora ainda tenha muita coisa a fazer, é o que tento fazer já há algum tempo:Selecionar os trabalhos. Passear no Jardim Botânico em vez de ficar arrumando arquivos nos HDs.Ver um por de sol com a Delfina em vez de ficar tratando fotos para um eventual projeto.
Essas coisas são feitas quando realmente o tempo sobra e o tédio incomoda.
É como dizem: o diabo é esperto, não por ser diabo, mas por ser velho.
Só tem um condicionamento que não quero largar: o carro. No Rio, é fundamental um carro e seu ar condicionado.
Abs
Motivador e preciso como sempre!
Ainda chego lá!
Lufa
Sergio;
Muda para São Paulo!
Hehehehehehehehehehe
E larga o carro…
Olá Clício…eu procuro fazer isso…mas continuo na intensificação do conhecimento…tenho muito que aprender ainda, mas procuro seguir a minha linha e fazer o meu trabalho com prazer…ótimo post para incentivar…Feliz 2012…Gostei muito da frase ” O futuro é presencial!” Obrigado por compartilhar mais um post….
Feliz Ano do Dragão!
É bom desligar algumas coisas, não podemos acompanhar toda a neurose que está solta nas redes sociais. Não é preciso provar nada a ninguém e sim é preciso receber e BEM pelo que sabemos fazer. Adoro essas facilidade das redes sociais, mas adoro muito mais fotografar, ir atrás de minhas pautas e ser feliz. Bem vindo ao mundo novo, onde menos e mais e tudo funciona melhor. Abs
Vou começar a pensar em descondicionar a minha vida tb… rsrs Belo post! Grande abraço!
Clicio;
Acho isso muito legal. Embora use muito o computador, tenho uma dose alta de vida real e vivo perfeitamente bem sem ele quando por algum motivo me afasto. Não tenho internet no telefone, aliás detesto telefone móvel, o meu esqueço em casa metade das vezes em que saio. Nem sei ler mensagem no celular, não por burrice, mas por completo desinteresse.
Contudo, gosto de conversar. A rede para mim é uma praça onde vou conversar com outras pessoas que a frequentam. Gosto de conversar por muitos motivos, um deles porque conversar faz pensar.
Atualmente, a atividade que considero imprescindível é o kung fú. Tendo a fazer todo dia, três vezes por semana treinando em aula, outras vezes treinando sozinho. Gosto de treinar sozinho, o ritmo é outro, é meu, os movimentos ficam mais detalhados, vou aprendendo com a calma.
Quando fico sem exercício, sinto-me pior, sinto-me menos vivo, menos alerta. Tenho uma bicicleta nova, faço passeios de até 40km com ela pela orla e lagoa, aqui no Rio.
As palavras são interessantes, mas devemos desconfiar delas.
Abraços,
Ivan
PS: bom ler novamente um artigo seu. A foto dos alhos está linda.
Ivan, Pepe,
Muito bom ver vocês aqui de volta. Vocês são exemplos para mim.
Clicio,
Geralmente o começo do ano é conveniente para se falar em mudanças.
Vou para de fumar, vou emagrecer, vou viver melhor e blá, blá, blá.
Promessas sinceras, mas que lá por março já se provam impossíveis de serem cumpridas.
Inspirador ver o seu texto, quase todo testemunhando uma mudança que já aconteceu. No início do ano passado. O que faz toda a diferença.
Parabéns.
Eu, por aqui, prometo emagrecer, andar mais, comer melhor, dormir mais…
Beijos
Neto
Clicio,
Que maravilha de texto!
Ponderação e lucidez em tempos velozes e atribulados. Uma transformação a refletirmos…
Um abraço carinhoso.
Descondicionando a vida. Uma lição.
Grande 2012 pra todos.
é muito bom saber que ainda existe vida inteligente e sadia, depois do teclado. Parabéns pela sábia decisão pela vida bem vivida, simples assim, humanizar o mundo e se humanizar de mundo. Valeu, bola pra frente que atrás, certamente, virá um bocado de gente. Vive la vie…
Obrigado por compartilhar algo tão verdadeiro, onde cada frase torna-se poesia da alma, um sorriso interno de agradecimento a si mesmo, libertação!!!
Mais uma vez agradeço, e revejo os meus objetivos, e mais ainda, os meios a se utilizar pra tal, obrigado pelo não egoísmo em compartilhar o caminho das pedras que preenche a alma, ainda mais a um jovem como eu, que o caminho apenas começou!!!
Haja foco hein mestre Clício?! Será que também consigo me libertar de todos esses vícios? Parabéns pela disciplina. Grande abraço.
Bem vindo a VIDA!
Clicio,
há 5 anos me mudei para o centro, morando num apartamento modernista, sem garagem.
Como Curitiba tem uma escala beeem menor que Sampa, dá pra fazer praticamente tudo a pé.
Mega moderna sua decisão, mesmo sabendo que sua intenção é mesmo qualidade de vida.
Fico sempre orgulhosa dos amigos, principalmente os contemporâneos, que têm decisões espertas.
Parabéns e enjoy…
Que não só 2012, mas todos seus anos continuem assim, cada vez mais sustentáveis!
beijo,
e assim mesmmo ! eu njao tenho carro , uso bicicleta … da tempo de olhar pro ceu ,ver as flores ,parar a falar com o bichinhos, ate ser molhada pelo regador de agua das plantas,is fun !e ficar super em forma com pernas lindas ! te amo Cli, um 2012 super saudavel!!!!bjs
Lina,
O meu também é modernista, anos 50. Amplo, linda arquitetura, alto.
Garagem pra que?
Clicio
Alice, agapi mou, estou com muita vontade de ir te visitar; assim que surgir a oportunidade, me aguarde!
Delicia de texto, nos faz sentir menos sozinhos nas angustias pessoais…amei qdo vc diz: passei a prestar mais atenção as pessoas na rua, e a fotografar mais. Obrigada por partilhar bjao
Qdo descobri q o René usa a bike para chegar no ADI fiquei muito envergonhado, ele mora depois da minha casa. O Felipe, bem o Felipe não é parâmetro para seres humanos…!
É muito bom ler sabedorias. Os bebês que engatinham na fotografia como eu precisam ler essas coisas bacanas. Tenho uma pequena carreira e 99% dela espelhada em você. Estranho né? Mas sem nenhum puxa-saquismo ( abominável) eu me sinto orgulhoso disso. E depois que eu andar muito chão (muito mesmo) posso pensar, quem sabe, em descondicionar a vida e os olhares.
Que máximo, ler essas palavras suas!
Que 2012 seja mais palpável…;O)
Eita Clício, pega na alma. Meu velho, a vida não é somente virtual como muita gente vive hoje e pensa. Graças a Deus pratico tudo isso há alguns anos e vi que a vida vale a pena com mais tempo, mais pessoal, mais proximo dos nossos mais proximos.
Clicio, bem vindo de volta ao futuro!
Amigo Clicio, eu que o acompanho há muito tempo já vinha sentindo sua ausência virtual, agora está explicado, sábias atitudes.
Feliz 2012, feliz vida real.
Abç grande
Querido Clicio,
Feliz de ler o seu post e constatar sua mudança de vida!
A família agradece e os bons amigos também!
Beijos no seu coração, Lucia
O equilíbrio entre o virtual e o real será a sabedoria destes novos tempos…
Feliz ano todo!!
Clicio, ano novo, tudo novo – de novo.
É vc se reinventando, mais uma vez. Vc dando novo rumo à vida, acertando o prumo, buscando um norte que, no fim das contas, é a essência da vida.
Qto ao post em si, é bacana e estimulante, positivo. Bem escrito, como sempre. E tocando a muitos, de várias formas.
Só o título dele, inspirado no tão descondicionado Claudio, que acho poderia ser mais amplo. Muito mais do que o olhar, trata-se de descondicionar o viver.
Parabéns, de novo, a vc que, desde sempre e como eu sempre disse, de uma forma ou de outra sempre esteve presente em minha atabalhoada e não realmente efetiva “trajetória” com a fotografia. Obrigado!
Vamos em frente!
Clicio, assinaria em baixo sem mudar uma vírgula, foi tranquilizador ler tuas palavras, estamos no caminho certo.
Feliz ano novo pra voce, pleno de novas descobertas: “Olhos Novos para o novo”!
Abração
Vic
Clicio.
Entre o real e o virtual existentem diferenças que apenas “pés descalços” podem entender. Parabéns por todas as mudanças vividas.
Esperamos você em Bauru.
Abraço
Descondicionar a vida para continuar vivendo. Todos pensam em compartilhar o que fazem nas Redes Sociais na Web e esquecem de vivenciar o que está a sua volta, ou evoluir em habilidades, pensamentos e como pessoas.
Excelente post, obrigado por compartilhar e nos fazer repensar.
Clício, não tenho a felicidade de ser seu amigo presencial, mas sempre o tive em alta conta. Sua existência virtual me ajudou muito, me ensinou muito. Sinto falta dos seus podcasts e das suas tuitadas inteligentes e pertinentes. Contudo, li esse seu texto com extrema felicidade. Sei que fazer o que vc fez exige boa dose de coragem e é reconfortante observar os resultados. Caminhemos!
Evviva! Finalmente! Sempre digo para meus amigos “academicos” e para os não também: a vida é muito mais interessante lá fora do que somente em frente a toerias ou telas de computadores que, obviamente, são mais do que necessárias! Boa Clicio! Bem vindo à “vida real”! Divertiti! Beijo
Fico feliz por vc !
Excelente momento pra ler este ótimo texto.
Grande abraço !
Adorei o seu artigo. Sou feliz em me contar entre seus amigos… desde os longínquos tempos do KPT! Irei visitá-lo no ADI-SP novamente, mas de metrô, porque é só uma estação de distância e estou com preguiça de pegar a bike nesse calorão.
Olá Clicio, bom dia!
Acabei de acordar… ler um texto sobre o olhar do fotógrafo (em livro).
E ao ligar o mac, ler o seu descondicionamento começando o dia, o ano..
Fez muito bem ao espirito. Sempre muito inspirador.
Alegre em saber que esta bem no seu caminho e também feliz, mesmo com os desafios.
Um 2012 realizador.
Abração
Muito bom meu irmão. Você é o cara. Um exemplo para mim e para outros tantos que desfrutam do seu talento e da sua belíssima história de vida. Dignidade é o seu nome e isso sim é o que te faz melhor. Parabéns. E obrigado. Você hoje é o meu herói. Um grande beijo.
Clicio : APLAUSOS, PARABÉNS E MINHA ADMIRAÇÃO…. tomei muitas destas mesmas decisões, me falta o check em cada uma delas, o seu texto foi muito, mas muito, muito incentivador…..Obrigado.
Clicio, parabéns pelo desabafo, tenho sentido isso já algum tempo, tanto que mudei para o interior em busca de coisas novas, mas infelizmente nada encontrei, retornei a Sampa, mas com outro pique, qualidade de vida é minha prioridade, larguei aquela fama de consumista, somente o necessário para tocar a vida, não tenho mais comparecido aos encontros (motivação) que na realidade é sempre muito bom conhecer profissionais e bater um longo papo, mas me afasto daqueles que tem um égo muito elevado. Cara me fez um bem danado ler seu texto e desabafo. Obrigado, e compartilhe sempre conosco. Feliz 2012 a você e familia.
Clicio, sua mensagem veio num dia certo…
Estava pensando em me enxugar do superfluo e me encher de vida.
Obrigado por compartilhar esse seu momento
Vc é grande!
Bjs
Feijó
Parabéns, meu amigo!
A busca do equilíbrio é um grande desafio e a minha maior meta hoje!
Um forte abraço,
Grande Clício, uma mensagem que vale compartilhar e refletir.
Feliz 2012
Abraços
“Ao mestre, com carinho”:
Lendo seu texto, senti como que uma bofetada no meu rosto. Um verdadeiro balanço com relação à minha própria atitude perante a vida.
Não sei dizer se são as dúvidas que a imersão em uma nova perspectiva de vida me trazem ou se é covardia, mesmo… mas outro dia me vi questionando essas coisas de “fazer propósitos para um novo ano”, com o argumento ridículo de que “não adianta fazer propósito, se no fim tudo será a mesma coisa”.
Mas é ao ler um texto bom como esse – que me trouxe lágrimas aos olhos – que percebo como as grandes transformações partem de pequenas atitudes.
Então, me lembrei de um passado não muito remoto, e o quanto já fui obstinada em querer fazer parte de um mundo de mudanças… e me vi pensando onde foi que eu me perdi… (e cá estou, às lágrimas outra vez…)
Mas diante de tal “sacudida”, vejo novo ânimo pra buscar mais equilíbrio. Começar com pequenas metas, que puxarão mudanças significativas.
Espero ainda (em um futuro não muito distante) poder olhar para trás e admirar cada uma dessas conquistas – quer sejam elas grandes, quer pequenas.
Obrigada.
Você não imagina o quanto se fez instrumento de luz pra minha vida nesse momento.
Bjs,
Simone Lago
Clicio, tenho 35 anos e estava tomando remédio 2x por dia para controlar minha pressão.
Há cerca de 2 meses adotei o ciclismo como esporte e hoje pedalo cerca de 30 KM diários.
Virei OUTRA pessoa, beeeem melhor que antes…
Clício, meu caro.
Somente a lucidez dessa mensagem para me fazer escrever um comentário na internet…
Escrevo para parabenizá-lo pela decisão e nova filosofia de vida. Estava mesmo preocupado com você.
Bem-vindo de volta à vida, à realidade e aos amigos de carne e osso.
Abraços,
Paulo Boni
Querido Clicio
Quem não vai gostar desse meu comentário e apoio às saudáveis decisões tomadas por você vai ser o nosso amigo Iatã. Mas bem vindo ao clube!!! Tenho ficado afastado das telas por absoluta falta de vontade e capacidade. Últimamente, o que mais vinha fazendo era me cobrar mais empenho. Afinal cadê aquele Carlos Carvalho que fazia e acontecia? Demorei para perceber que ele tirou férias e não me avisou. Nesse início de ano eu encontrei com ele, imagine, numa praia ao leste de Porto Alegre. Combinei com ele que caminharemos juntos nesse 2012. E estamos cheios de planos de não fazer nada. Viva a preguiça que só a gente é que sabe ter!!! Estou forçando os amigos a encontros presenciais. A morte do João Bittar mexeu muito comigo. Quero ver os amigos, mesmo que sejam poucos.
Querido Clício, printar, assim como ampliar é entrar em estado de concentração absoluta, assim como fotografar. Acabo de voltar de 3 dias de click, volto outro, só caminhando, montando tripé, focando, aquele cuidado todo pra nada dar errado, pura meditação! Deixa euu responder ao comentário maldoso do Carlos.
Grande equivoco seu Carlos, eu passei meu fim de ano 10 dias desconectado no único lugar que não alagou nem choveu no Brasil! O que as pessoas confundem é minha praticidade em responder e-mails e as tarefas do dia a dia com agilidade com ficar o dia todo na frente da tela, eu ando todo dia, não fumo, não bebo, levo filho na escola, busco filho na escola, lavo louça, ando de novo, e em uma duas horas de computador resolvo tudo!
beijos a todos que vou andar!
Clicio há tempos digo e sei disto, a vida ocorre no mundo presencial, a Internet é um jeito de comunicação, reforço para a presença, ou não significa nada importante nas nossas vidas. Adorei seu texto. Beijo.
Clício, valeu!!! show!!!
Valeu Clicio… agora vc terá tempo de vim de férias para Natal para curtir essas dunas que curti neste último fim de semana. Prometo que te levo la
http://wp.me/p1kTir-5zf
Clicio e Iatã: tem como não ser fã?
Clicio, (ai vai mais um agradecimento), obrigada pelo post. Desligar, diminuir a velocidade, amparar com as mãos a velocidade dos olhos e o que eles podem perceber. Começar o ano com uma leitura assim é muito estimulante. Zerar a ansiedade para trabalhar efetivamente. Feliz 2012!!
É notório que você está mais feliz, leve e realizado!!
Concordo com quem falou sobre maturidade, aprendemos a nos cuidar e somar vitórias!!
Obrigada e parabéns !
puxa, espero conseguir fazer isso…tem sido difícil….
Que orgulho, é bom estar por perto nessa sua fase de novo olhar.
De nos esforçarmos para estarmos exatamente onde estamos.
Isso é viver.
Presença, é a tema mote de propaganda que ‘enche’ o coração…
Fotografia é estritamente ligada a velocidade e se propor variar entre elas (transporte publico, a pé, de bicicleta e as vezes até um pulinho na praia de carro, ou para fazer mudanças né) é muito saudável.
Convido todos a lerem Richard Jefferies (1848-1887), escritor naturalista muito conhecido na Inglaterra vitoriana e, mais recentemente, redescoberto como um dos pioneiros do pensamento ecológico. Jefferies escreveu que só se conhece realmente um lugar a pé. Ele não era particularmente contra o “progresso” ou as bicicletas, apenas defendia, naqueles anos de industrialização e urbanização crescentes, que se buscasse um modo de vida mais “natural”, e punha a bicicleta no mesmo cesto em que estavam outros aceleradores e poluidores da vida, como máquinas a carvão, telégrafos e automóveis. Além de ter uma escrita saborosa, Jefferies impressiona pela atualidade, em nossos dias de hiperconsumo e hiperpoluição sua obra pode ser baixada grátis neste link: http://www.gutenberg.org/browse/authors/j#a229
via: http://revistatrip.uol.com.br/revista/201/colunas/o-ciclista-e-o-pato.html
Boas caminhadas, seus instagrams só tem melhorado, e ah o humor também.
Grande ano professor.
Parabéns Clício, sábia decisão, espero te encontrar por ai! Bom ano, cheio de realizações!
Uhmmm , ja tinha pensado nisto, o vicio tb as x me faz dizer maldita era digital, mas vejo hoje com outros olhos, agora a parte da bicileta esta dificill ,rs e por aqui Japao realmente pesa muito nao ter um automovel, ja pensei em comprar um auto 100% eletrico, o pais Jp da condicoes faceis a isso finaciamento a 0.01% , parcelas fixas durante 6 anos, que um viciado em cigarro gasta mais com eles queimar cigarro que pagar a prestao dum auto 100% eletrico fora o custo 1km 1yen ( 80 yen = 1$)
Bom Grtz o texto…
excelente plano, espero seguir uma boa parte e não “cair no vício”…
de fato 80% de internet me faz perder tempo.. rs
Massa o texto, abraço.
Set me free!!! Vou comprar uma bicicleta!!!
Ótimo post como sempre. Parabéns, sempre mandando muito bem! Abs
Mais do que ter iniciativa, o importante é ter coragem para mudar. Como certa vez uma prima minha me afirmou, nós não nascemos com vocação para poste! A mudança movimenta as idéias, e com isso as atitudes e com isso a humanidade. Abraços.
Li esse texto hoje e me fez tão feliz!
Adorei!
bj
Carol Pires
“Tirar os olhos da tela e olhar para o mundo é um excelente descondicionante.”
É mesmo.
Post lindo Clicio!