por clicio em 22 de abril, 2011
Instagram, vício ou virtude?

La Gioconda, Instagram, iPhone 3GS - © 2011 Clicio Barroso
Não vou explicar muito o que é e para que serve o Instagram, posto que o fotógrafo Ricky Arruda já o fez em vários posts do seu blog, http://rickyarruda.wordpress.com/.
Aliás, é bom ver *todos* os artigos do Ricky sobre o assunto; abaixo do famoso post onde Cláudio Edinger reafirma que “O futuro da Fotografia é o iPhone 10“, há muita conversa sobre o assunto, e fotos excelentes feitas com iPhones.
O que posso afirmar é que nunca imaginei que fosse ser tão feliz ao abandonar equipamentos pesados, princípios rígidos, regras engessadas e papos técnicos intermináveis; apertar o botão sem nenhum compromisso a não ser comigo mesmo, com um minúsculo aparelhinho que está sempre no bolso, é a libertação total de que precisava para simplesmente fotografar.
Por puro prazer.
Talvez, como o título acima sugere, eu esteja na fase do vício; mas fotografar *todos os dias*, exercitando ângulos, enquadramentos (formato quadrado! Estava com saudades da Hassel!), composições, e principalmente idéias, é divertido e pode se tornar virtude, quem sabe?
Obs: Acabo de publicar um primeiro update deste post, logo abaixo das fotos.
Todas as fotinhos abaixo são 100% iPhone.

Parking, Instagram, iPhone 3GS - © 2011 Clicio Barroso
01

Shadow tree, Instagram, iPhone 3GS - © 2011 Clicio Barroso
02

Sink, Instagram, iPhone 3GS - © 2011 Clicio Barroso
03

Rusty Fan, Instagram, iPhone 3GS - © 2011 Clicio Barroso
04

Guarujá, Instagram, iPhone 3GS - © 2011 Clicio Barroso
05

Tiradentes, Instagram, iPhone 3GS - © 2011 Clicio Barroso
06

PoA, Instagram, iPhone 3GS - © 2011 Clicio Barroso
07

Reflection, Instagram, iPhone 3GS - © 2011 Clicio Barroso
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Leblon-RJ. Instagram, iPhone 3GS - © 2011 Clicio Barroso
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Ego-Eco, Instagram, iPhone 3GS - © 2011 Clicio Barroso
10

Myself, Instagram, iPhone 3GS - © 2011 Clicio Barroso
UPDATE01: O @neto, diretor de arte e publicitário reconhecido por seu talento e empreendedorismo, me deixa honrado quando em seu tumblr “Não conte pra mamãe” escreve um artigo-comentário sobre esse post, em que coloca muito do que penso com mais clareza do que eu consegui.
O post é intitulado “Vício de uns, virtude de outros” e aconselho a todos que o leiam; o Neto soube colocar em palavras o que até agora era apenas uma intuição.
Obrigado, Neto, pela homenagem e pelas precisas palavras; já pensou em se tornar redator? (Brincando…)
Comentários sempre bem-vindos!




83 Comentários
Eu escrevi sobre essa quebra de algems ontem no meu blog, meu caro amigo Clício. Como sempre, você é genial em palavras e fotos. E ainda te devo uma cerveja em Paraty!
“apertar o botão sem nenhum compromisso, a não ser comigo mesmo” .. e com esta forma de pensar e agir registramos a emoção integrada à nossa personalidade. Gostei!
Clício, li e gostei. Eu mesmo já havia comentado que, se fosse “cobrir” uma guerra, alguns iPhones bastariam. Depois, vimos no NYT (capa) prova disso. HOJE, é o “canivete Suíço” que qualquer avô ou bisavô ficaria feliz em ter e em carregar em seu bolso.
Arrisco “palpitar” que os pioneiros na fotografia com as suas pequenas Rangefinders e seus filmes PBs, utilizariam iPhones e APPs atualmente, SEM MEDO.
Sem medo de ser feliz e de se sentir bem.
P.S. Experimente(em) o iCamera HDR – realmente bom no 3Gs.
Abraços, bons dias. Nando.
Adorei as fotos. Existe instagram além da sombra do vintage?
Pode ser realmente um vício, mas no seu caso, é notóriamente uma virtude.
Eu tbm comecei a curtir essa brincadeira, essa liberdade, esse prazer, e que no meu caso, me leva a ter de compor em um quadrado … coisa que nunca gostei diga-se de passagem


Nunca quis usar Hassel e sempre preferi a Mamyia 67, ou de vez em quando a Pentax 67.
Mas detestava ver o mundo em um quadrado.
Especialmente depois que me dediquei as panorâmicas, meu exercício de compor bem equiretangularmente foi intensificado.
O instagram me obriga a curtir e passar o meu olhar no formato que mais me desafia
Muito legal mesmo
E o iPhone é o equipamento ideal, já que está sempre comigo, onde quer que eu vá.
Grande abraço, parabéns pelos clicks e só para constar; o maior incentivador de que eu entrasse nessa brincadeira, foi VOCÊ com teus belos e arrojados clicks nessa linguagem instantânea
AYRTON
Ah…
toda forma de expressão é válida!
super concordo: libertação total de regras e chatices!
seja feliz… fotografando com seu iPhone!
Eu não tenho um… por medo do vício…. mas quem sabe um dia…
beijo
Cacá
Clicio;
Você conhece a minha opinião, e minha opinião é baseada no que chamo de comportamento sintomático. Porque acho sintomático fotógrafos fazerem de uma câmera precária e que continuará sendo precária um apoio para um discurso de liberdade, liberdade essa que teriam igualmente e com muito mais possibilidades com uma câmera compacta pequena e comum no bolso.
É sintomático para mim que seja desprezada a fotografia feita com uma compacta dotada de lentes razoáveis em favor da feita com iPhone. É sintomático para mim que o discurso de “quero fotografar a toda hora” não tenha sido perseguido com aparelhos menores já disponíveis ou desde há muito disponíveis, aparelhos mais capazes porém menos glamurosos.
Por muitas razões, vejo isso como uma lomografia digital, a respeito da qual tenho os mesmos senões que tenho a respeito da lomografia.
Um outro comentário sobre a maioria das fotos bem sucedidas feitas com os iPhones é serem quase todas fotos de detalhes e grafismos. Dessas mesmas mostradas, quase todas o são. Ora, fotos de grafismo são uma espécie de empréstimo – diferentemente de se usar um grafismo existente em um contexto numa fotografia. Tomemos a última foto postada e a penúltima. A quem eu devo creditá-las, a você que disparou ou ao autor da arte urbana? Desculpe-me, mas o interesse foi criado pelo autor da pintura/desenho. Credito a ele.
Isto, que é recorrente, revela a limitação do aparelho e ao mesmo tempo o tipo de mensagem nele gerado, revela as limitações que são disfarçadas pela escolha de detalhes e grafismos. É essa lomografia, essa abordagem na qual o efeito, o grafismo, enfim, essa coisa maneirista prevalece que me afasta da coisa.
Resumindo a ópera: não gosto. Não gosto dos resultados, que para mim parecem uma piada inúmeras vezes repetida, não gosto do conceito.
Nada impede -ou melhor, há sim algum impedimento, mas talvez superável- que um telefone futuramente possa ser um instumento registrador de imagens de certa capacidade expressiva. Mas hoje para mim o Instagram+iPhone é apenas um cacoete coletivo, uma moda.
Desculpe-me a discordância franca, mas acho que boas conversas não são feitas só das concordãncias que são muitas, e talvez seja exatamente nos temas discordantes que a conversa seja mais útil.
Um grande abraço
Ivan
É mais uma de fotografar. É limitante? Sim o é! Mas não importa é possível ter expressão, é possível ter um olhar e sim é possível ser feliz sem compromisso fotografando por fotografar – como se estivesse a fazer rascunhos que se tornam expressões.
Abs
O que eu mais gosto nos clicks de celular, é a lente fixa, que obriga vc a exercitar o enquadramento na marra. Nada de ficar sentadão puxando o zoom. Muito bom o post
Trocar uma piscina termal por um post pode não parecer um bom negocio, mas sinceramente me divirto mais aqui. O instagram só é legal porque aprendi a colocar emoticons nos comentários. rs. Ok, foi uma brincadeira.
Vicio? Não sei… Eu já sou viciado há anos. É como se meu vicio agora, com o instagram fosse licito.
Poder mostrar (ou pelo menos tentar) o seu olhar para quem quiser ver é ótimo. E dane-se se você não tem seguidores ou quando alguém não gosta. É bom não saber ate onde se pode ir. Não há limite. É divertido, despretencioso e educativo.
Meu olhar nunca foi “squarezado” e isso me desafia um pouco; ainda mais quando a foto é gerada por um programa externo ao Instagram. As vezes dói ter que cortar. Mas ensina-me
Portanto; me divirto.
Clicio,
Não sei se é porque não vivo de fotografia, mas nunca me senti preso por equipamentos, formas, técnicas e tratamentos.
Tenho iphone e não gosto de fotografar com ele.
Mas nada contra, ainda mais vendo as fotos lindíssimas que você postou.
Eu acho que o que vale é o resultado final.
Fotografar com câmeras profissionais, amadoras, celulares, lata de nescau, pra mim é a mesma coisa.
Tudo muda e evolui, e por que não a fotografia?
Não há o certo e o errado na minha opinião.
Existem fotos que contam histórias e outras que não dizem nada.
Isso independente do equipamento.
O Instagran é só uma outra maneira de fotografar.
O fator limitante no processo somos nós.
Com nossos preconceitos, idéias fixas e opiniões que acreditamos ser a verdade absoluta.
Já disse logo acima, não uso e não pretendo usar o Instagran, mas é puramente gosto (ou falta de).
Viva a novidade, viva a tecnologia e que venham mais novidades!
Abraço a todos
Rique
Bem, como tenho compulsão por fotografar, faço isso com uma reflex, mesmo, ha anos.
Fotografo o cotidiano com a mesma frequência que faria com o instragran.
O proplema está no arquivamento.
Clício,
Na minha opinião, todo esse automatismo e esses filtros pré-definidos do Instagram são extremamente limitantes e deixam tudo muito igual, muito pasteurizado e asséptico. De que adianta o olhar se tudo acaba no mesmo lugar?
Tanto se catequizou o uso do RAW e a liberdade que ele permite para acabarmos nisso. Não sei se é um caminho que vai dar em algum lugar…
Forte abraço!
Nao gosto de regras quando o assunto é arte. Quanto mais livre vc se sentir melhor pra criar.
O iphone é uma delicia! Não é porque estou fotografando com ele que deixei de lado meus outros equipamentos, pelo contrario, o iphone só acrescenta porque dele faço meu exercicio diário de fotografar.
Concordo com o Ivan quando ele diz que fotografar grafismo ou qualquer outra arte, a foto perde o credito. Fotografei mascaras de um amigo meu, a exposiçao, com gente transitando mas senti que os creditos eram deles e nao meus, apaguei todas as fotos do iphone e discordo quando ele diz que iphone é moda, é mais uma nova forma de fotografar e virão outras com certeza.
Tambem nao gosto de regras no iphone, nao poder postar ensaios autorais feitos em outros equipamentos, porque nao pode? Vejo o iphone como uma mídia nova e muito interessante, aonde podemos compartilhar nossas fotos com o resto do mundo.
Se quiserem saber mais sobre o que eu acho do Instagram e do iphone ta no blog uma entrevista,
http://kangibrina.com.br/midias-sociais/instragram-daniella-rosario-e-o-futuro-da-fotografia/
Abraços
Dani Rosário
Olá Clicio,
Li, gostei e acredito que o Instagram é uma grande virtude e pode ser o novo paradígma da fotografia, principalmente para quem não sabe nada de fotografia e pensa que precisa de um equipamento top para fazer boas fotos.
Ivan,
Muito bonito o seu discurso.
Mas ele é apenas isso, um discurso.
E surpreendentemente, discurso conservador e com um viés estranho, falando em “câmeras de bolso”.
São apenas palavras, texto, justificando, avalizando o uso de câmeras compactas, como se um celular com câmera não o fosse!
Você sabe muito bem que fotografei com uma Lumix com lente Leica por quase dois anos; o que fotografei então não foi muito diferente do que tenho fotografado com iPhones.
Mas o importante é que eu gostaria de ver um outro tipo de discurso vindo de você.
Um discurso fotográfico, coerente como o seu texto, mas feito por imagens.
Abraço,
Clicio.
PS – Não ponha cercas no meu Instagram!
Essa dupla iPhone/Instagram é pura diversão conjugada com exercício do olhar. É boa e despretensiosa a forma como contamos aos amigos o que vimos na caminhada diária. Sem puritanismos tecnicistas ou os grilhões de conceitos artísticos é o clique do momento, vi gostei, cliquei, repassei a quem interessar possa. O resto é estresse dogmático.
Abraços.
Clício, desnecessário dizer que sua fotos são bonitas, com iPhone ou sem iPhone. Contudo, acho que, por enquanto, a única vantagem é a praticidade e a liberdade de “fotografar sem compromisso”, porque na hora da foto com compromisso (cliente) é quase impossível escapar dos equipamentos convencionais.
Clício; Todo discurso é apenas um discurso. Nem o meu, nem o seu escaparão disso.
No meu disse porque não acho uma coisa boa. Dei minhas razões. Para alguns farão sentido, para outros não, e isso independe das minhas fotografias.
Abraços,
Ivan
Resisti um bom tempo ao Instagram… também imaginava que seria uma nova moda, mas há dois meses rendi-me à ele e hoje pergunto: Por que demorei tanto? Não é difícil se tornar um vício e o que mais gosto é a oportunidade de fotografar e exercitar o olhar o tempo inteiro, pois quando não estamos acompanhados de nossos celulares? Também tenho uma compacta que adquiri com a desculpa de ter uma câmera sempre a mão, mas raramente lembro de colocá-la na bolsa. Agora o que discordo totalmente no Instagram é perceber que algumas vezes as pessoas colocam fotos feitas com câmeras SLR. Na minha opinião, foge totalmente ao objetivo do Instagram.
Abs, Lucia
Ivan,
Acaba de me ocorrer uma outra possibilidade; a de muitos não entenderem ainda do que se trata o Instagram.
É uma rede social; um Twitter com fotos; uma comunidade que compartilha pequenas crônicas visuais, diárias, com amigos (novos ou antigos) sem pretensão de arte, conceito ou comércio. Trata-se de diversão, e não de compromisso estético ou discurso crítico.
Talvez isso confunda a quem não está na comunidade, e um tratamento de linguagem é dado ao que não tem compromissos.
Quanto ao discurso, é claro que depende de suas (ou minhas) fotografias. É óbvio que sim.
Quando fotografo e compartilho no Instagram a foto do Ego, e a chamo de “Eco-Ego”, estou atestando uma posição que fala sobre minha pessoa; quando fotografo a mim mesmo com camiseta de caveira e santinho no peito, coloco um pouco do que sou para que pessoas conheçam esse pedacinho de mim.
Trata-se, óbvio, de comunicar, e não de conceitualizar a fotografia; aliás, tem pouco a ver com fotografia e muito a ver com compartilhamento.
Ser ou não ser uma coisa boa depende de que consideramos boas, nesse contexto.
Para mim, é ótimo, me faz feliz e me permite fotografar continuamente.
Abraços,
Clicio
Sobre créditos… Lembrei-me de um professor de artes visuais que me questionava se a pergunta correta era “o que ou quando” é arte. Ele nunca me respondeu. Mas na minha conclusão, também aplicada à fotografia, a resposta correta não é “o que é” e sim “quando é”. Tudo no mundo esta aí para ser visto assim como uma roda de bicicleta que Duchamp também viu de modo diferente. E as sopas Campbell’s? Só Andy Warholl as viu daquela forma. E a plaquinha “vendo ego”? O Clício a viu daquela forma. Fora isso, seria apenas uma placa.
Concordo muito com Ivan e seu cacoete lomográfico digital.
Em casamento vintage virou moda. E como toda moda passa… nós aqui estamos só vendo o dia dessa história de foto digital desbotada também passar.
Que é legal ver qualquer coisa virar “arte” na tela do iPhone, não tenha dúvida que é. A gente aqui se diverte até. Mas daí a achar que filtro pronto tem de fato algum valor como obra criativa… obra de quem? Do fotógrafo esporádico ou dos programadores que inventaram Instagram, Hipstamatics e outros automáticos da vida? Afinal de contas quando juntamos todas as fotos derivadas desses filtros o que mais se nota são os efeitos e não o que vem por trás deles, tô errado?
Abraços – e que venham as bordoadas.
Clicio,
@lucianahg, minha esposa, aprendeu rapidinho a fotografar com o iphone. Cada dia ela me surpreende com belas fotos, cuidando do enquadramento, da composição e luz.
Cada dia é mais comum ver gente fotografando bem, sem nunca ter experimentado o sistema convencional, onde o resultado não era instantaneo e existia o friozinho na barriga até revevelar o filme.
Será que é mais legal o digital?
Não dá nem para comparar. Agora fico esperando as fotos dela, para curtir!
Abraço
e antes que me tirem por grosseiro, gostei das fotos Clicio, tanto que chamei a Flávia pra dar uma olhada. O problema desses filtros, como disse antes, está na polêmica do crédito – e no vintage maneirista. Se não houver maiores pretenções por parte dos fotógrafos – sejam eles profissionais ou não, é um ótimo brinquedo – e mesmo um bom treinamento para o olhar.
virtude!!
e pura expressão pessoal!
bjs
Murillo,
Boa parte das imagens não tem filtro algum, apenas moldura.
Por outro lado, imagino que já tenha ficado claro que não tenho nenhuma pretensão artística com os Instagrams, não? São snapshots, agradáveis visualmente, e divertidas quando geram comentários.
Obrigado por participar!
Clicio
Porque está tão difícil convencer as pessoas que Instagram e iPhone é diversão? Porque alguns teimam em temer essa brincadeira?
Majella;
Porque a resistência ao novo é natural no ser humano; deixar a zona de conforto assusta a muitos.
Para MIM equipamento nao me deixa mais feliz..o que me deixa feliz e o resultado do que fotografei, independente se foi com uma camera de grande formato ou uma miniatura de camera.
Simplismente incrível…
Parabéns pelo Post, um grande abraço!
Excelente post. Acho que o que o instagram mais traz é exercitar a nossa capacidade de “ver fotos” em nosso dia-a-dia. (E obviamente registrá-las.) Parabéns.
Clício,
não tenho Iphone (nem instagram por consequência) por opção, mas acho ótimo este movimento. Já te disse antes: acho que vc se encontrou como autor com esta ferramenta, sinto a delícia, a curtição nas suas fotos. E vc sabe fazer isto pq é um cara com formação, sabe o que faz.
Mas a moda do instagram tem um ponto: não é pq é instagram que é bom. O que vejo por aí é que as pessoas (estou generalizando mesmo) acham que a ferramenta faz a foto. E saem por aí mostrando, esquecem de que existe edição e quem nem tudo funciona no Instagram. Resumindo : pra quem tem olho e sabe o que tá fazendo é virtude. Pros outros é vício.
Beijo grande !!!
Olá Clício,
Vejo que o que incomoda uma parte do interlocutores, e me incomoda também, em relação ao instagram é o mesmo que incomoda em relação às point and shot: a postura de quem aperta o botão quando dizem “olha que foto linda que EU fiz”, quando na realidade apertou um botão, sem intenção, sem planejamento e o programinha fez o resto. No máximo a pessoa enquadrou mais ou menos e ficou bom por acidente.
Obviamente não estou falando de profissionais da fotografia e neste caso faço uma auto-crítica sobre este incômodo ser originado de um sentimento (feio) de superioridade quando se tem uma SLR nas mãos.
Mas quando uma foto feita com tão poucos recursos de qualidade toma espaço na mídia, recebe prêmios de jornalismos e ganha concursos de fotografia começa-se a reconhecer o “simples registro” como suficiente, esquecendo-se a qualidade da produção.
Faço muitas fotos com o celular e elas servem ao seu propósito de divertir, guardar lembranças, chatear alguém (rs) mas reitero minha cautela sobre o espaço profissional cedido a tal recurso.
Agora umas provocações: mesmo a câmera top das linhas profissionais tem recursos automáticos para exposição e tratamento instantâneo das imagens. Se eu usá-los o trabalho perde qualidade? Os nossos colegas jornalistas esportivos correndo atrás de um jogador de futebol e fazendo fotos sem nem olhar no visor deixam de ser profissionais? Quando num aniversário fazemos 30 fotos de uma mesma situação é porque estamos chutando pra ver se no final alguma coisa presta?
É, talvez seja melhor nos preocuparmos mais com a qualidade dos profissionais e menos com a qualidade dos equipamentos. Se os primeiros estiverem bem formados os segudos serão bem usados.
Abraço.
-
PS. Sempre acho os coments de uma postagem um espaço apertado para discutir opinições mas não me contive, e como seu discurso é firme e experiente acho que os frutos de um bate-papo como este sempre serão bons.
Instagram é exercício diário de composição. Menos técnica, menos equipamento, mais resultado final. O que quer que seja, só ajuda o desenvolvimento da nossa fotografia-lazer e fotografia-profissão.
UPDATE01: O @neto, diretor de arte e publicitário consagrado pelo seu talento e empreendedorismo, me deixa honrado em seu tumblr “Não conte pra mamãe” (http://t.co/4JUJ5h1) com um artigo sobre esse post, em que coloca muito do que penso sobre o assunto com mais clareza do que eu consegui.
O post é intitulado “Vício de uns, virtude de outros” e aconselho a todos que o leiam; o Neto soube colocar em palavras o que até agora era apenas uma intuição.
Obrigado, Neto, pela homenagem e pelas precisas palavras; já pensou em se tornar redator? (Brincando…)
Bom, vamos lá.
Começo pelo final: é vicio – mas com virtude.
É vício pq a brincadeira (sim, sim: brincadeira) de olhar, enxergar, fotografar, filtrar (ou não) e compartilhar imediatamente é, mesmo, viciante. E é mais viciante ainda porque acrescenta-se a isso a possibilidade de comentar, cutucar, provocar ou, simplesmente, elogiar ou criticar. Eu, por exemplo, tenho certeza de que apesar de conhecer e conviver (no minimo virtualmente) com o Clicio há mais de 10, 12 anos, nunca “conversei” tanto com ele como na era Instagram. Isso porque exercemos comentários brincalhões, às vezes beirando o descarado cinismo, que, para nós, acrescentam na tal da diversão (e acho que talvez nem todos entendam isso).
Ops, estava falando do vício e já passei para as virtudes, sem nem perceber.
Pois bem, para encerrar o capitulo vicio: é, sim, viciante – e isso é fácil verificar quando vemos em uma mesa vários fotografos “checando” seus Instagrams. Mas, na verdade, esses mesmos “addicteds” mto provavelmente tb estarão checando seus FBs, seus Twitters, ou seus e-mails. Retratos (ops) da vida moderna.
Fora isso, é virtude. Ou melhor, virtudes, porque elas se apresentam em vários aspectos e sentidos.
Como este comentário não pretende ser “viajante” (e nem “viajandão) vou me ater à questão fotográfica – e especificamente ao que já foi dito por quem comentou.
Acho – e já disse isso faz algum tempo no meus posts gentilmente mencionados pelo Clicio – que o Instagram é, sim, um excelente exercício para o olhar. Sempre se disse que o fotógrafo devia estar “armado” com seu equipamento o tempo todo – mas isso é efetivamente impossível. Ou melhor, era. Era, pq todos nós estamos sempre com nossos telefones em mãos. E, hoje, esse telefone tem toda a condição de realizar uma foto “publicavel” – e bem “publicavel”.
Alguem ai em cima disse que as fotos do Instagram só funcionam para “detalhes”. Não concordo. Funcionam, ou não, para tudo. Depende das condições, possibilidades e, obviamente, do olhar e conceito do fotógrafo.
Há, obviamente, limitações. Mas essas limitações devem ser tomadas a nosso favor – como mais um elemento do exercício de fotografar.
Também se disse ai em cima que o olhar, ou o fotógrafo, ficaria em segundo plano, valendo mais o “filtro”, ou o “programador” que o criou. Nesse ponto eu discordo totalmente. E é simples de provar essa divergência. Tenho amigos fotografos “instagramzeiros” e tb amigos “não fotógrafos” e “instagramzeiros”. As fotos são diferentes, os conceitos são diferentes, os resultados são diferentes. O olhar – e o exercício desse olhar – são diferentes. E a fotografia que se publica é igualmente diferente. Na verdade, mais que isso, creio que até os objetivos e objetos sejam diferentes.
O que estou querendo dizer é que o filtro tem, sim, sua importância (prefiro dizer que tem sua “graça”), mas não faz a foto.
Definitivamente não faz. Não se pode tirar do fotógrafo o mérito do olhar, da composição e, porque não, da pretensão em relação ao objetivo final.
Não tem como escapar disso. A foto, tratada ou não, filtrada ou não, “instagramzada” ou não, será sempre do fotógrafo, porque afinal não somos (ou pelo menos não deveríamos ser) chipanzés- que, apesar de ter noventa e não sei quantos por cento do DNA humano, não são homens.
Na verdade, como eu sempre disse, o que menos importa é o equipamento. Claro que cada um tem suas limitações, suas peculiaridades e suas características e, obviamente, cada um se presta, mais ou menos, a tal ou qual coisa.
Por exemplo, temos o Dirceu Maués, lá em Belem do Pará, que fotografa com suas pinholes de caixinha de fósforo. E temos tb outros que usam suas Sinar 4×5 ou Backs digitais carissimos com trocentos MPs. E, um e outro, podem fazer coisas boas, bonitas e interessantes. Agora, se eu entregar qualquer um desses equipamentos para minha mãe ela não vai conseguir resultados satisfatórios nem com um nem com outro.
Então, em primeiro lugar, vale repetir que o equipamento é o que menos importa – mas obvio que cada um serve para uma coisa, ou não.
Mas tem uma segunda coisa, seguindo essa linha de argumento.
Talvez se eu entregar um iPhone com Instagram para a minha mãe ela possa conseguir fotografar, atingindo algum resultado bacana, porque há alguma simplicidade no ato. Mas, ainda, assim, não será ela uma fotógrafa – e nem os resultados da foto dela poderão ser comparáveis àqueles obtidos por um fotógrafo.
Mas tem uma coisa bacana – e que tem a ver com o tal do exercício do olhar. Esse exercício, em graus e niveis diferentes – serve para todos. A busca, cada um dentro de suas possibilidades, vale para todos. E isso é bom, sem duvida.
Tem mais uma coisa, nesse aspecto.
Vc mesmo, Clicio, por exemplo, com a diversão do Instagram hoje com certeza fotografa muito mais do que 6 meses atrás – e certamente com prazer e diversão. E esse ponto importa, nos dois aspectos. Estamos todos fotografando mais – e com prazer.
Tem um outro ponto, que julgo importantissimo – e com o qual a cada dia mais teremos que lidar, que é o “compartilhamento”.
Além de tudo que já se falou (e eu falei bastante lá no meu http://rickyarruda.wordpress.com gentilmente mencionado pelo Clicio neste post – pelo que honradamente agradeço) tem o fato de que o Instagram nos possibilita o imediato compartilhamento da imagem, do momento.
E isso é fator preponderante nos nossos tempos atuais – e será cada vez mais.
Portanto, não é bem o caso, como se disse ai em cima, de ter uma compacta no bolso, primeiro porque será algo mais no bolso e segundo porque não se terá o compartilhamento.
Ai pode ser dizer também que há outras formas de compartilhar, sem os tais dos filtros.
Mas os filtros – ou a estética lomográfica ou vintage ou como se quiser chamar – fazem parte do conceito, do momento, ou, poorque não dizer, da moda.
Modas vem e vão. Em todos os sentidos, sejam das modas e dos modismos (bons ou ruins, valorosos ou sem valor), seja no sentido da estética. Sendo assim, não é heresia dizer que esteticamente, ou artisticamente, tivemos escolas e escolas, conceitos e conceitos, momentos e momentos. E em cada um desses momentos a aceitação de algo como artistico ou não, bom ou ruim, variou e mudou.
E tem mais, há um aspecto importante ainda nessa questão da estética ou, como pode-se chamar, do “modismo”. Eles são cíclicos, vão e vem. Uns “pegam”, outros não. Uns prevalecem e tomam sentido, outros não.
Eu levo o Instagram como uma diversão. Fotografo o que estou fazendo no momento (ou quase tudo…), mas não me desvio de um compromisso com a estética ou, pelo menos, de uma graça, diversão ou interesse. É, além da foto em si, um recado, um momento, uma situação. É, efetivamente, um instantâneo.
E tem mais. Falou-se em algum lugar de uma estética lomográfica. Eu, por exemplo, sou um lomógrafo assumido. Adoro fotografar com as Holgas, Dianas, LCAs e por ai vai. Gosto de usar filme, gosto das limitações das Lomo. E uso o Instagram mais ou menos com o mesmo conceito – só não preciso esperar o filme revelar.
E acho que me dou bem com as Lomo. Gosto dos resultados e busco, dentro das limitações delas, achar algo que seja bonito ou interessante.
E, da mesma forma como no Instagram, há pessoas que fazem algo de interesante com uma Lomo na mão – e outras não.
Uns gostam, outros não. E isso é natural do ser humano. O gostar varia – e tanto ele quanto o desgostar podem ser justificados ou justificáveis, ou não.
Sendo justificados e justificaveis, tanto o gostar como o desgostar, são válidos. Se não forem, são pura teimosia…
E mais, usa os filtros quem quer. Há fotos em que o filtro não acrescenta nada e há fotos em que o filtro dá o ar de sua graça. Você decide, não o Instagram.
Cada um com suas conclusões, a minha é de que o iphone, independente de que programa ou filtro for utilizado é sim uma forma bastante interessante de fotografar.
E ai vem a pergunta, porque não pode ser usado como forma de expressão artística? Claro que pode!
As mídias e formatos vem se transformando dia a dia, fico com pena de quem logo de cara se coloca contra essas “inovações”! As vezes parece até medo de perder algum espaço!
As DSLR estão aí, as snapshots também! Cada um que se expresse como melhor lhe agradar e convier!
“Liberdade de expressão”, esse termo já é antigo, mas é incrível como ainda nos dias de hoje tem gente que lute contra… A única coisa que sou contra, é quando pessoas fotografam fotos de outras pessoas, como cartões postais por exemplo sem colocar um mínimo crédito, trazendo para si a impressão de realização daquela imagem.
Resumindo, o olhar de cada um sempre vai prevalecer, independente do equipamento!
Assistam o documentário do Banksy e me digam quem hoje em dia pode dizer o que é arte!
abs
O problema que vejo no instagram é que ele serve de salvo conduto para toda espécie de porcaria. As pessoas, devido a essa ligeireza do instagram, perdem a vergonha de mostrar toda e qualquer espécie de fotografia que fazem. E a grande maioria é lixo, seja brincadeira ou não.
Vale pelo exercício? Então mostre apenas para seus amigos mais chegados, não poste para todo mundo. Já cansei de ver merda ser despejada em meu computador todo dia.
Se o barato é ficar de brincadeiras dentro da tribo instagram, que se limite a mostrar as fotos lá. Eu recebo uns 40 instagrams por dia e não faço parte da tribo. Já não abro quase nenhum, mas não tem porque ficar tendo que deletar isso tudo.
Se todas as foto fossem da qualidade do Clicio ou do Pepe, tudo bem, mas infelizmente a realidade é bem diferente.
Eu faço tb essas fotos despretensiosas, diárias com a minha S95, mas tenho autocrítica suficiente para não impor isso às pessoas compulsivamente.
E tão ruim quanto isso é que não há crítica em relação a essas fotos “sem noção”. O discurso é que tudo pode, liberdade total, nada é proibido. Tudo bem, mas poupem-me disso.
A partir do momento em que se colocam normas e condições em alguma atividade humana você pode ter certeza de que Arte ela não é.
A única restrição que coloco ao Instagram é o caráter exclusivista (idiota?) da Apple…
OBS. Entenda-se que o que é Arte para uns, para outros não é nada! Isto é natural…
Elder,
O Instagram *não é um aplicativo feito pela Apple*.
Se há exclusivismo, é dos desenvolvedores do IG, não da Apple.
Apple compra quem quer, e claro que há aplicativos só para Apple; não os há só para Windows? Só para Linux? Só para Android?
Abraço, e obrigado pelo comentário!
Clicio
O Sergio está criticando no Instagram o que existe em absolutamente todos os fóruns para postar imagens, desde antes de haver Internet.
Por favor, não confundam a Lua com o dedo que aponta para ela.
Quanto aos críticos, de forma geral é seguro dizer que suas críticas falam muito mais de si mesmos do que do que pretendem criticar. E frequentemente o que mostram é lamentável.
Em todas as profissões e para quem ama sua profissão há sempre uma espécie de “descanso-carregando-pedra”. O Instagram não passa de uma brincadeira para desestressar, bem interessante, sim e despretensiosa (vixe! como todo mundo tropeça nessa palavra). Clicio mostra seu talento “até” no Instagram, prova disso são as fotos belíssimas expostas neste post. Uma coisa que está sempre presente, pelo que eu entendi, no seu discurso, de que equipamento não importa… tanto. Mas acho interessante e válida a opinião do Ivan servindo de contraponto para a discussão que é sempre rica nesse blog. Gosto muito de ouvir vocês falando, no meu humilde e fraco entendimento.
Clicio, pena que você não tem um applet pra postar no Tumblr. Caso contrário, já teria reblogado teu sensacional artigo e tuas maravilhosas fotos instagradas. Beijos de zeros e uns
Mario,
Para receber imagens dos fóruns é preciso estar inscrito neles. Eu não faço parte da tribo instagram e recebo postagens diárias de lá. Será que para participar do Twitter e do FB é necessário levar junto todo o lixo que o instagram despeja?
E foto ruim é foto ruim esteja postada onde estiver. Se você está satisfeito com a qualidade das fotos que recebe do instagram ou se isso não tem a menor importância, melhor para você. Eu passo, independente do que isso possa vir a representar. Empulhação? Estou fora.
Sergio, recomendo fortemente que saia desse caminho de fazer asserções ad-hominem. Você me conhece? Não. Nem eu a você, lamento. Então vamos devagar no debate. Respire fundo e não me responda com raiva novamente.
Entre outras coisas que não preciso mencionar agora, sou curador de uma galeria de fotos amadoras grande, que não recebe fotos do Instagram. Caso recebesse, eu não partiria de um prejulgamento para selecioná-las. A sua colocação sugere que por definição o Instagram promove a produção de lixo. Discordo. O que ocorre é que a tecnologia se presta bem a experimentações estéticas, o que naturalmente piora a “relação sinal/ruído”. Mas nunca me exasperei por ver uma galeria enorme de imagens predominantemente ruins.
Para encerrar, o que falei dos críticos vale para todos, não em alguém em particular. E desconfio particularmente dos que escrevem muito.
Que loucura !!! Estive lendo os comentários e até li outros blogs sobre o desconforto que este post leve e descontraído do Clício causou hehehehe
As pessoas estão ficando loucas e implicando e se ofendendo com coisas tão banais quanto “uma foto”
Tudo isso como se fosse uma imposição, ou uma doença, ou sei lá o quê.
Apenas porque alguns tem alergia marca da Apple e, simpels assim, não perceberam que o telefone poderia ser da Nokia, da LG, da Sony, ou Blackberry … não importa .
Apenas no caso este dispositivo está num Apple, mas não tem nada a ver com marca, ou modelo, mas sim com Liberdade de expressão e diversão.
Querem saber, diversas vezes eu e um amigo, que não tem ipHone, conversávamos sobre como são incríveis os clicks do Clício … como ele consegue produzir imagens estupefantes com apenas um TELEFONE (não importa a marca), mas sim que ele tem um dispositivo com lente fixa que estimula a sua visão diária … exercitando o olhar na correria do dia a dia …
E tem muitos outros FOT´OGRAFOS
Que loucura !!!
Estive lendo os comentários e até li outros blogs dissertando sobre o desconforto que este post leve e descontraído do Clício causou hehehehe
As pessoas estão ficando loucas, e implicando, e se ofendendo com coisas tão banais quanto “uma foto”
Tudo isso como se fosse uma imposição, ou uma doença, ou sei lá o quê.
Apenas porque alguns tem alergia pela marca da Apple e, simples assim, não perceberam que o telefone poderia ser da Nokia, da LG, da Sony, ou Blackberry … não importa .
Apenas no caso este dispositivo é um Apple, mas não tem nada a ver com marca, ou modelo, mas sim com liberdade de expressão fotográfica, e diversão.
Querem saber, diversas vezes eu e um amigo, que não tem iphone, conversamos sobre como são incríveis os clicks do Clício no IG … como ele consegue produzir imagens estupefantes com apenas um TELEFONE (não importa a marca), e que ele tem um dispositivo com lente fixa que estimula a sua visão … exercitando o olhar na correria do dia a dia …
E tem muitos outros FOTÓGRAFOS talentosos gerando imagens espetaculares com o IG, e são tantos, como o Danilo, o Urch, etc que não vou citar todos os nomes, para não entupir aqui …
A praticidade de carregar sempre consigo esta camera propicia esse prazer de brincar com as imagens.
No princípio quando comecei a fotografar com o IG, eu usava muitos filtros, e um dia, meu filho caçula, de 13 anos, virou para mim, na Florida e ao me ver fazendo outro click, disse: Pai pára de usar estes filtros ! E usa só tua foto que é muito melhor. Estes filtros fazem as fotos ficarem todas parecidas.
Eu adorei ouvir isso de um observador tão jovem, tão internético, mas que me chamou a atenção para eu voltar as minhas origens … E então hoje só uso o crop, o sharp e a moldura.
E estou me divertindo de montão com esse Vício (ou VIrtude)
Valeu Clícioooo, muito bom mesmo esse debate.
Faz aparecerem as maçãs podres.
Abçs
A
Mario,
Só lhe citei nominalmente porque você se referiu nominalmente a mim. Não houve intenção de atacar o crítico em vez da crítica. Se você notou algum tom raivoso na minha mensagem, não foi contra você e sim contra essa, na minha opinião, falta de noção na compulsão de exibir qualquer imagem, a todo o momento e nesse discurso de que tudo é permitido.
Acho que para alguém se tornar um melhor fotógrafo um bom caminho é ter uma boa autocrítica e aprender a editar seu material. O problema, parece-me, é que sendo no instagram as pessoas acham que podem mostrar qualquer coisa.
Não houve pré julgamento de minha parte. Claro que não posso falar sobre tudo o que é postado no instagram, já que não faço parte dessa tribo, mas do material que é exibido na minha tela, a imensa maioria é de foto ruim, muito ruim. Não disse, nem sugeri, em momento nenhum, como você afirma que o instagram promove a prodyção de lixo. Disse que ele passou a ser usado como um atenuador de inibições, que as pessoas acham que, por ser instagram, por serem as fotos manipuladas até quase a desfiguração tudo pode.
Você não se exaspera por ver “uma galeria enorme de imagens predominantemente ruins”. Eu, sim. Ainda mais quando não pedi para vê-las, elas me são impostas.
Concordo que a tecnologia se presta a experimentações estéticas, mas tenho que ser o receptáculo do rascunho dos outros?
Como vê temos opiniões diferentes em relação ao instagram e, repito, se disse algo que soou pessoalmente agressivo, peço desculpas não foi minha intenção.
E quanto às suas fortes recomendações e sugestões de redução de intensidade no debate, vou levá-las “à la légère” para não prosseguir no mesmo tom.
Ayrton,
Se seu comentário se refere ao que postei, peço para atentar que não falo de iPhone, de celular, de câmera. Falo do instagram.
Acho que alguns textos descambaram para uma área que, certamente, não era a intenção do Clício. Meu comentário sobre a Apple foi despretencioso, não sério e, reconheço, alimenta uma discussão que não é nova e que nunca chegou a alguma conclusão que valha a pena. Nem deveria tê-lo feito!
O que foi colocado na postagem original, em tom de confissão, é a alegria de fotografar sem se preocupar com as amarras que nos impõe o mercado e os aparatos técnicos mais sofisticados. Se tal atividade te deixa feliz e te dá alegrias, ótimo, é isto o que realmente importa! Se não é a sua praia, tudo bem, ninguém é dono da verdade!
Sinceramente não consigo entender o posicionamento tão raivoso de alguns.
Quanto à enxurrada de bobagens, sejam elas imagens ou textos, que as redes sociais e o e-mail nos impõe hoje, é um preço a pagar pela maior facilidade de comunicação. Na minha opinião a relação custo-benefício é vantajosa e o botão de delete está sempre à disposição.
Sobre créditos só coloco uma questão: quando você fotografa uma cena de natureza o crédito deve ser dado a Deus?
Finalizando, Clício você certamente tem os seus motivos mas procure postar algo com mais frequência, faz falta, assim como novos vídeos sobre tratamento fotográfico.
PS. Só para constar: tenho um iPod touch com o Instagram instalado, fiz até algumas poucas experiências mas não me animei pois a resolução da câmera do iPod é muuuito menor que a do iPhone.
Abraços
Elder
O “do contra” sempre vai existir, mas por mais chato que seja, tem sua utilidade: fornecer um paradigma de referência, especialmente quando se formam unanimidades perigosas.
Quanto a lidar com amarras impostas pela tecnologia, isso soa esquisito, porque o que a tecnologia fotográfica mais tem feito é libertar em vez de prender.
O que é novo sempre será olhado de maneira torta por muitos. Novas tecnologias, se ruins ou boas, sempre serão uma evolução. Cabe ao fotógrafo saber ser criativo e belo ou não com elas. Aí o “problema” é do fotógrafo, e não da tecnologia.
O iPhone, ao meu ver, é só mais um instrumento, em meio a tantos que ainda vão surgir, para o fotógrafo/amador/cara sensível se expressar. Simples assim.
Lindas imagens. A liberdade é tudo. Saudade e inveja boas, meu amigo!
Clíciooooo
Olha (olhem) esse link
http://www.alphen.com.br/2011/04/25/o-instagram-e-o-guitar-hero/
A fotografia acontece na alma… é fruto da criatividade. A forma com que ela se materializa é apenas isso – a forma como ela se materializa – nada além!
Ola, Clício… Desculpe, não lhe mandar por email, pois não o achei…..
Gostaria de saber sobre Calibradores de monitor, onde eu leio mais, qual eu compro… Sou fotografo social.
Muito Obrigado!
Bem legal sua palestra no Nucleo de Tecnologia…. Juntou uma galera!!!!
Abraços!
Tem fotojornalismo premiado com esta brincadeira. Como disse um sábio cardilogista: “o amor é a melhor vacina.” Fotografar é amar? Claro que sim! Um brinde ao prazer da boa saúde!
eu posso dizer que sou viciado em Instagram.
É aquela coisa: Fotografia é o equipamento que você tem (e que pode MOSTRAR para os outros) ou é a sua sensibilidade expressa em imagens? Lógico, um equipamento com uma certa qualidade ajuda – mas não resolve. Parabéns pelo simples e claro POST.
Adorei!
Olá Clício
Acho muito legal novas plataformas para criar e captar imagens com total liberdade( tenho e sou usuário), o que me incomoda e assusta é a maneira de como ocorre a banalização da imagens, está quase se transformando no twitter, onde a maioria das pessoas pensa que todos estão interessados em saber o que elas está vendo na tv, onde elas estão, que o serviço da Vivo está dando dor de cabeça e mais um monte de bobagens, sem edição e só pelo ego de ser ouvido por xxxx pessoas.
E infelizmente o instagram está se transformando nisso.
abs e parabéns pelo seu trabalho.
Descobri que meus amigos fotografam pacas… e que preciso melhorar, senão fico sem trabalho… hehehehe
valeu Clicio!
Liberdade! Exatamente caro Clício. Hoje vivi uma cena inusitada numa passeata na paulista: eu com meu iphone e um fotógrafo de jornal com sua 1D MK IV e uma 70-200 tentando enquadrar e clicar que nem louco. Achei muito poética a cena, faltou só um terceiro fotógrafo fazendo uma foto minha do lado do fotojornalista (fica a dica rs!). Pra quem quiser conhecer meu instagram, procurem becaarruda. Abraços e muitas fotos sem “peso”, à todos!
Parabéns pelo artigo e principalmente pelas lindas fotos!! Especiais, que “olhar” fotográfico! Venho sempre aqui dar uma espiada, graças ao Dicas de Fotografia!
Abs
Nossa! Quanta loucura e dissertação por causa de uma fotica tão pequeninica! Clicio, no próximo post sobre “instagram” não esqueça de distribuir “diazepam”. rsrs ps: já tomei o meu hoje!!! Beijoca na caroca!!! ;p
Caros amigos,
Não sou da turma do instagram, ainda! Tenho preferido a minha G11 pelo RAW, apesar do tempo de click não ser exato. Mas ela cabe no bolso, e estou também feliz e relaxado. Sem peso nas costas e sem a impressão de estar trabalhando fulltime! Sobre esta polemica toda, recomendo uma olhadinha neste livro (em inglês) que acho, pode ajudar a compreender este “momento difícil”da nossa vida fotografica. O link foi uma sugestão do amigo H. D. Mabuse, cérebro virtuoso daquí do CESAR de Recife. Vale muitíssimo a pena. No fim da sinopse, há o link pro download do livrinho. Eu estou achando genial.
Abraços despretensiosos e muitas snapshots para todos!!!!
https://www.evernote.com/shard/s49/sh/109f54c9-c4cf-405c-887f-971b70d25768/f943a5b53c074c6dae13df640ebab852
Se já acham tudo isso do inocente Instagram, não quero nem pensar no que dirão do Hipstamatic, Camera Art, Camera Paper, Quick Lomo, 100Cameras, Film Lab, entre a infinidade de programas de foto disponíveis para I Phone. Algumas discussões me lembram velhos debates sobre rádio x TV, Internet x jornal… Como em tudo, existe conteúdo bom e conteúdo ruim. Tem fotinhos de Lomo horrorosas e péssimas fotos feitas com uma Nikon D3S, assim como uma Canon G12 poderá produzir belas imagens nas mãos de alguém com olhar criativo e conhecimento técnico. Só não acho legal alteração de imagem feita em fotojornalismo – daí temos que ser o mais fiéis possíveis à realidade, corrigindo no máximo um contraste ou exposição. De resto, liberdade ampla, total e irrestrita para ousar e criar, com o equipamento que cada um quiser, souber e puder usar.
Como sempre, show de bola Clício!!!
o discurso todo da liberdade de fotografar, de mostrar minha atitude, do mostrar minha vida em imagens, enfim, é tudo muito bonito, tudo certo, o problema é aguentar ver imagens ruins com maquiagens toscas, uma imagem ruim sempre será uma imagem ruim, independente de quanta maquiagem jogue nela. 98% do que esta aparecendo de imagens nas redes sociais é lixo. mas sorte que tem o botão bloquear.
rsrs, certa vez fiz uma imagem de um travesti no carnaval, a imagem ficou horrivel, ficou o cão chupando manga, nem todo instagran do mundo ia ajudar, até o Clicio viu o pesadelo tb, não sei se ele irá lembrar-se , rsrs
Sou tão fã do teu olhar (seja através do equipamento que for) quanto das tuas palavras!
Também estou na fase do vício! IDENTIFICAÇÃO total com o teu post! Fotografar pra MIM
Saudades desse feeling!
@alicelinck no instangram
Alias, além de não ser da Apple tem um braço brasileiro no aplicativo! A maioria aqui deve saber, mas, não custa lembrar!
Não condeno o Instagram ele é o Orkut fotográfico. Vale como diversão.
olá cilio
por favor me ajude, eu tenho iphone e instagram no meu iphone.
mas eu não sei como por emoticos no instagram, ja pesquisei de tudo e ninguém me da uma resposta pra essa pergunta.
me ajude, como faço?
adorei a materia.
bjao
Clicio, estou conhecendo você e seu trabalho agora, e já estou muito empolgado. Minha esposa começou recentemente no ramo da fotografia e, em busca de orientações via youtube, achei, que bom, seus vídeos. Através daí cheguei até aqui. Não tenho IPhone mas tenho um Galaxy S. Venho fazendo fotos com ele há um tempo, fotos que capto em momentos que nunca estaria com uma câmera nas mãos. O Galaxy funciona com OS Android, que ainda não tem o Instagram, mas possui vários apps para edição de imagens. Por isso, concordo com você e te agradeço pela fato de ter um nome de peso que concorda com a minha leiga opinião.
Alguém sabe me ensinar como coloco emotions nos comentários do Instagram? Grata. Meu email: alessandra.bacarin.lima@gmail.com
Olá gostaria de saber como faz pra colocar emoticom nos comentários do instagram. Clarinha_haf@hotmail.com. Se puderem mandem email respondendo! Bjo
A verdade é que tudo que é novo incomoda. Depois de comprar meu primeiro equipamento semi-profissional, fiquei indignado com a idéia de que celulares podiam fazer representações melhores que minha Nikon – nas minhas mãos.
Sou contra a elitização de qualquer coisa. Se o cara tem talento não tem que ficar de fora porque seu poder aquisitivo é pobre.
Quanto a empurrar o lixo para todo lado, sou contra. A internet está aí, democrática para quem mostra e quem vê. Não se deve violar esse princípio: tenho direito de expor, tenho direito de ir lá olhar sem que me pressionem.
Modismo ou não, o instagram está aí, gerando possibilidades de aprender e reciclar. Aproveita quem pode.
Agora que o Instagram está também no Android, pelo menos temos o S2 e o S3 que chegam perto de uma câmera fotográfica! O Instagram é um meio de comunicação e essa pode ser feita através de arte ou de simples registros!
O que mais me incomodava no Iphone sempre foi o próprio Iphone que tem um sistema de comunicação muito ruim (Itunes) e uma câmera pior ainda!
Agora dizer que não se faz arte com qualquer meio que possa “escrever com a luz” é muito conservadorismo!
Abs,
WB
5 Trackbacks/Pings
[...] rolou um monte de post em Blogs se referindo ao fato de ser fotografo. Começou com o post do Clicio Barroso dia 22/04, ai o assunto após cometário derivou a postagem de Ivan de Almeida em seu Fotografia em palavras. [...]
[...] mais usada no Flickr hoje ser o iPhone quer dizer alguma coisa, não? O Clicio já escreveu um texto mais profundo sobre o uso do Celular/Instagram e você pode ver várias fotos tiradas com o aplicativo neste grupo do Flickr. [...]
[...] O que posso afirmar é que nunca imaginei que fosse ser tão feliz ao abandonar equipamentos pesados, princípios rígidos, regras engessadas e papos técnicos intermináveis; apertar o botão sem nenhum compromisso a não ser comigo mesmo, com um minúsculo aparelhinho que está sempre no bolso, é a libertação total de que precisava para simplesmente fotografar” (fonte). [...]
[...] http://www.clicio.com.br/blog/2011/instagram-vicio-ou-virtude/ [...]
[...] os menores são os que acentuam o efeito de espelhamento da fotografia em suas bordas; para Instagrams, por exemplo, sugerimos 15X15cm ou 20X20cm, já que costumam ser de proporção quadrada; para [...]