©2010 Clicio Barroso

Nada, nada pode ser mais romântico que a fria luz da lua cheia nascendo…
A não ser quando é a única luz de que se dispõe para realizar um evento com mais de 100 pessoas que depende de microfones, projetores, Internet e telefones.
Nesse caso, o romantismo acaba e a preocupação evolui rapidamente para uma situação-limite; há quem se estresse, há quem tente resolver, há quem tire de letra, rindo da situação.
Mas vamos aos fatos.
Hoje o dia começou bombando com os GTs 1 (Políticas Públicas para Fomento, Pesquisa e Difusão da fotografia) e GT2 (Meios de Difusão e Canais de Comunicação); Claudi Carreras, no GT2, deu um show em sua apresentação “Laberinto de Miradas” e o grupo, coordenado por Eder Chiodetto, apresentou inúmeras soluções práticas, idéias inovadoras (que tal “Crematório da Fotografia”, onde o mote é “saca (o cheque) ou queima!”?), e produziu uma quantidade razoável de material de excelente conteúdo, providencialmente registrado em ata pelo Alexandre Belém; enquanto isso, simultâneamente, Carlos Carvalho coordenava o GT2, com a presença de Ricardo Resende (Funarte), Micaela Neiva e Juliana Nolasco (MinC).
Infelizmente não pude acompanhar o GT1 pois fui moderador no GT2.
Na parte da tarde, dois GTs pesados; o GT3 (Ensino da Fotografia) e GT4 (Relações Internacionais); o de ensino começou emocionante, com a palestra de João Luiz Musa deixando muitos dos presentes perplexos; porém o tempo foi curto para tantos tópicos a serem discutidos.
Já no de Relações Internacionais, capitaneado pelo Iatã Cannabrava, tendo na mesa Jully Fernandes e como convidado Joaquim Paiva, as possibilidades de multiplicação dos meios de conexão entre as redes internacionais, e o apoio possível do Itamaraty e das embaixadas no caso das exposições, foram amplamente discutidos, gerando um interessante panorama da integração plurimultinacional.
E então a luz se apagou.
Um transformador mal comportado deixou uma parte de Brasília em meia-fase, incluindo o Centro de Convenções Israel Pinheiro; era hora de um prolongado coffee-break, com a produção aflita, tentando alternativas viáveis para que a conversa com Helouise Costa não fosse adiada.
Quando a longa (mas paciente) espera já se transformava em frustração, a coordenação do evento corretamente decidiu que a palestra ocorreria, mesmo em meia fase…
Com o auditório lotado, Helouise nos brindou com uma brilhante apresentação que envolveu o MOMA de NY, o MAM, o MAC, o Fotocineclube Bandeirantes e muitos fotógrafos geniais dos anos 50, 60, 70 e 80; uma palestra memorável!
Enquanto a galera foi para uma merecida balada, eu e mais alguns voltamos ao hotel, viajando por uma Brasília iluminada, e com a certeza dos excelentes resultados dos encontros de hoje.

Brasília, cidade-luz? | © 2010 Clicio Barroso

De tudo o que vi hoje, uma pergunta não me sai da cabeça; Fotografia se aprende na Academia?
Vou dormir pensando no assunto…
:-)