por clicio em 13 de setembro, 2010
Keep on truckin’

©2008 Clicio Barroso
O mundo é tocado por pessoas que pensam, planejam, executam, se orgulham, algumas vezes falham, recomeçam.
Arauto do óbvio?
Talvez.
Na verdade o assunto aqui é o perfil psicológico das pessoas que trabalham.
Há basicamente três motivos a nos impulsionar profissionalmente:
Ideologia, e aí se incluem razões religiosas, políticas, e paixões ilógicas.
Ego, onde cabem o prestígio, o status, e a fama.
Dinheiro, puro e simples.
Claro que se tudo fosse tão maniqueísta assim, preto no branco, o mundo seria muito previsível, e provavelmente entediante.
O caminho mais inteligente para os que gerenciam pessoas é identificar a motivação dos estão sob sua batuta e conseguir reger a sua orquestra com swing. Com jogo de cintura. Saber prever comportamentos, reações, estabelecer laços e parcerias, ser duro quando necessário.
O problema fica mais complicado quando os motivos se entrelaçam, se misturam.
Se o dinheiro é o fator primordial, as soluções são diretas; premia-se o bom trabalho com mais dinheiro. Acontece que há um limite de quanto é suficiente (nunca é), e na falta de outro fator de impulso, o profissional acaba sempre se sentindo injustiçado, desvalorizado.
Se a pessoa é movida a ego, então elogios, promoções (mesmo que desacompanhadas de aumento salarial) e destaque na mídia costumam bastar para que seja estabelecido um nível de satisfação confortável.
Já o idealista, esse não se importa com dinheiro, e geralmente é avesso à fama. Precisa de outro tipo de combustível, impregnado de sentimentos nobres, e o incentivo é a aceitação e compartilhamento das idéias que são sua razão de vida.
Quando se mistura ego com dinheiro, o resultado é status. Ascenção social. Egocentrismo raso, superficialidade.
Já o idealista com dinheiro costuma perdê-lo (o dinheiro), e voltar à posição original, vista por muitos como romântica.
Ego mais idealismo forma uma mistura mais explosiva; os caudilhos costumam se originar a partir desse caldo.
Líderes costumam ser mais complexos; uma dose de idealismo, dinheiro suficiente, uma pitada de ego inflado e inteligência, se traduzem em poder; não necessariamente ruim, esse poder traz subsídios para o progresso, para as idéias grandiosas, para realizações.
O caminho do meio sempre acaba sendo o mais profícuo, e a dosagem ponderada dos três elementos básicos é que cria o equilíbrio necessário para que o mundo se mova adiante.




45 Comentários
Muito bom! Pertinente, e no momento, particularmente pertinente.
Esse perfil equilibrado que você cita no final, é o mais adequado a expansão. E o universo, o mundo, tudo precisa da gente pra se expandir!
Equilíbrio é sempre bom! Em tudo na vida!
Obrigada por me fazer refletir mais uma vez!
Adoro teus textos, Clício!
beijo
Cacá
Poético e verdadeiro…
Uau!!
Clicio, belo texto para reflexão!! Bjs, Giovanna Peres
Gostei do pensamento, simples ! curto ! e objetivo !
Mas não tem nada de cabeça nisso não, é bem real !
Abs.
Abdo
Sou mais chegado a um idealismo. Considero o dinheiro um mal necessário. Gosto de tê-lo mas é um gosto negativo, isto é, não gosto do desconforto de não tê-lo mais do que dele em si. Considero certa dose de fama igualmente um mal necessário, menos necessário do que o dinheiro, que pelo menos é útil.
Mesmo idealista, não costumo perder dinheiro porque não financio fantasias com ele.
Gostei muito do texto. Profundo e inteligente.
Muitas vezes, o difícil é fazer um idealista entender que as outras duas pontas do triangulo são necessárias para transformar um ideal em realidade.
Ainda é preciso flutuar, de acordo com a necessidade, entre os três pontos, afinal um imã não atrai por si só. Ele o faz por ter um conjunto de elementos equilibrado e harmonizado.
Belo texto, Clício!
Mais um texto imperdível que expõe a essência do assunto! Muito bom mesmo.
E o segredo é manter o ponto de equilíbrio! Manter-se sem exageros, não sermos escravos do ego e não cairmos de cabeça na utopia do mundo real! Belo texto, Clicio! Realmente faz pensar…
heheheheh

muito legal
gostei
abçs
A
Ponderar! Simplesmente. E, é claro, saber mover a sí próprio em busca do diferencial a mais cada dia. Impulsionar pessoas, achar o melhor de cada uma, espremer que nem laranja. No bom sentido, sem jamais subjulgar, ou subestimar o próximo.
That’s it!!!
abs
Clicio,
Estou meio desnorteado. Achei o texto um pouco simplificado, não muito bem amarrado. Afinal, você se refere a quem? A alguma tribo específica? Aos “gerentes”? A alguma espécie de elite?
Há os que trabalham por força da inércia. Trabalham, porque tem que trabalhar. Trabalham para comer, para vestir, para seguir adiante, junto com a boiada. E esses são maioria.
Também achei que o resultado das equações não refletem muito bem a realidade. Dinheiro mais ego pode resultar num líder interessante desde que a inteligência, fator que você só considerou no fim, esteja envolvida. Assim como ego e idealismo somente dificilmente se misturam num corpo só, homogêneo.
O bom caminho? Certamente o do equilíbrio. Sempre. Mas são tantos os fatores motivacionais de comportamento, que equilibrá-los todos me parece tarefa quase impossível.
Eu gostaria muito que pudéssemos estar juntos após você postar seus textos para podermos discuti-los amplamente, pois fica muito complicado comentar à distância, aos poucos, aos pedaços.
Enfim, talvez eu não tenha conseguido me explicar (eu avisei que estava desnorteado) ou pegar o sentido do teu texto e estou bostejando por aqui. Vou ler de novo e de novo.
Desculpe o mau jeito.
fazer o que gosta e acredita, ganhar dinheiro com isso e ainda ser reconhecido? seria o ideal, não é mesmo? Pena que poucos conseguem, mas vamos continar tentando.
Sergio,
Me refiro a comandados. Aos que, “por inércia”, trabalham pelo… dinheiro. Não são idealistas. Não se orgulham do que fazem. “Andam junto com a boiada”.

Me refiro também a líderes. Que tem ideais, que sabem o que se pode fazer com o dinheiro, e que se orgulham do que fazem.
São poucos. Mas esses entendem que só juntando as três pontas é que se forma uma vela, que enfunada, leva o barco adiante.
Abraços, e não fique desnorteado!
Clicio
Sergio, Ivan,
Pensei um pouco mais e resolvi me estender.
Notem que a fama (ego) + riqueza material (dinheiro) sem ideologia, produz as aberrações que hoje, são lugar comum em nossas sociedades. O candidato que mais levantou dinheiro até agora nessa campanha (R$ 500.000,00=meio milhão) foi o… Tiririca.
Sim, ele mesmo. Não há argumento que me convença que o Tiririca tem a inteligência que consideramos… inteligência. Mas a soma dos dois conceitos acima produz esse resultado (dentre muitos outros, alguns bem piores).
Por outro lado, vemos idealistas famosos (ego), mas pobres. Sem dinheiro para alavancar a luta por seus ideais. Não há como dar certo; Sergio, a pobreza, diferentemente daquilo que nos enfiaram goela abaixo no Colégio Santo Inácio (ou melhor, o que o mundo judaico/cristão prega, a culpa eterna), é ruim. Ser pobre *não é mérito*. Ser pobre quando se tem condições de deixar de sê-lo, é demonstração de falta de inteligência.
Sergio, fosse você pobre, não criaria nem fotografaria orquídeas; não iria a Paris nem falaria francês; não seria gourmand nem gourmet nem beberia vinhos bons, chilenos ou australianos; seria outro Sergio, e não aquele que você conhece tão bem.
Finalmente, o idealista rico (dinheiro) pode vir a ser um líder espiritual, moral, guerrilhero ou fanático, e arrastar um monte de gente com ele; pode ser um ditador; mas sem o ego (self-esteem, orgulho, noção de si mesmo), dificilmente demonstra, novamente, o que chamamos de inteligência, uma mistura de ser perspicaz, generoso, possuidor de curiosidade eterna, e dono de uma cultura razoável, sempre crescente. É apenas um escravo de suas idéias, e vive de antolhos.
Penso que ter equilíbrio, sem dogmas, sem desprezos, é o único caminho possível.
Abraços,
Clicio
Jorge,
Empreendedores fazem exatamente isso.
Tem um ideal, levantam o dinheiro para financiá-lo e se orgulham do que fizeram. Quando dá certo (e muitas vezes dá), são reconhecidos.
OK, podem ser poucos, mas *todos* deveriamos tentar, não?
É o que eu digo: é complicada essa troca de ideias à distância.
Em momento nenhum disse ou insinuei que pobreza não era ruim. Pobreza é ruim, sim e seja ela qual for. Sempre combati a ideologia da pobreza. Argumento usado apenas para justificar coisas mal feitas ou o não fazer.
Você conhece alguém que se recusa a deixar de ser pobre, podendo não sê-lo? Só ouço falar de alguns poucos malucos e outros poucos santos.
Alguém julga pobreza algo meritório?
Só se pobreza fosse castigo e meritório tivesse a conotação de merecer.
Não sei de onde você tirou essa ideia.
Teria mais assunto para discutir, mas ficarei apenas em uma observação.
Você diz: “Por outro lado, vemos idealistas famosos (ego), mas pobres. Sem dinheiro para alavancar a luta por seus ideais. Não há como dar certo.”
Gandhi, os irmãos Villas Bôas Corrêa e outros fizeram dar certo.
Felizmente existem as exceções.
Acho que o assunto é de real complexidade.
Penso que algumas situações não há meio de torná-las tão presumíveis ou sintetizadas através de idéias e/ou palavras conceituais. A vivência e convivência no dia-a-dia nos dá essa firmeza de argumento. O mundo muda… e as pessoas também.
A vida profissional – e até a pessoal – tem a conveniência de optarmos pelo livre arbítrio (sem seguir a boiada, rs), e por este ato, agregamos elementos muitas vezes não esperados na nossa jornada, mudando ou atrasando o curso de um ciclo.
Não menos importante que os tais “elementos”, devemos sempre considerar a ação paralela do ser humano que concorre conosco nessa luta pela sobrevivência diária, e é nela que residem as variantes imensuráveis da metamorfose comportamental na sociedade competitiva (“olho por olho, dente por dente”, assim, frio e calculista).
Entendo ainda que fórmulas e conceitos são perfeitamente discutíveis, aliás, que sejam mesmo, e em favor do próprio EQUILÍBRIO tão enaltecido por aqui, ou, a essência da idéia estará falha. Ademais, a inteligência não resume-se apenas num intelecto acadêmico, mas também em saber dar ouvidoria a outrem, e, por consequência, tornar-se inteligível em seus manifestos públicos.
Entendo que o amigo Clício condimentou muito bem o texto dele – de forma apimentada em algumas passagens, rs -, todavia, minha interpretação do conteúdo ficou mais ancorada na hipótese de desabafo pessoal (senão particular…), e parece-me ter “sacudido” o público leitor, chamando-nos a beirar de maneira mais contemplativa, a janela por onde espiamos o mundo.
Abraço a todos.
Bem, é complexo mas também é simples. Gostei e achei bem aplicável na vida real, neste meio onde… labuto
, e onde os extremos sociais colidem. Continue no estradão!! Mesmo que meus trocadilhos não sejam dos melhores.
Adorei a receita mestre… Perfeita, pensar antes de agir e deixar a mistura com a quantidade correta… Genial, sempre digo: ” devemos meditar no minimo 20 min por dia, com uma mente clara e calma ela se torna poderosa” e o equilíbrio é fundamental para uma carreira saúdavel de sucesso!!!
Clicio, eu queria lhe fazer uma pergunta, simplesmente por curiosidade, mas depois de ler o que você escreveu talvez acho que agora é uma curiosidade estendida. Por que você fotografa?
Ideologia? Ego? Dinheiro? Paixão? Intuição? Um conjunto de coisas?
Pergunto pra eu ter uma voz a mais a me mirar, porque eu fotografo, primeiramente por paixão, na sequência tenho outros motivos, mas eu não sei até que ponto posso levar essa paixão como fator primordial.
Flavio,
Fotografo porque gosto, é uma das minhas formas de expressar o que entendo do mundo.
rsrsrs
Fotografo porque preciso, a fotografia me sustentou nessas quatro décadas.
Fotografo por achar que a fotografia é uma linguagem que aprendi a falar.
O ego só entrou na equação quando começaram a gostar das minhas fotos.
Aí eu fiquei metido.
Abraços,
Clicio
Um pensamento que me veio depois…
Assume-se, no texto, que todos querem realizar algo na vida, tomando esse algo como algo-no-mundo: transformá-lo, dirigi-lo, influenciá-lo, comprá-lo.
Mas isso não é 100% verdade. Há alguns vários anos vi uma entrevista do Renato Teixeira, cantor e compositor de música rural de que gosto muito, e alguém perguntou algo assim para ele. E a resposta dele me sintetizou uma outra dimensão. Ele disse: “ao fim de tudo, o que gostaria é de saber que fui um bom pai”. As palavras podem não terem sido exatamente essas, mas esse foi o sentido.
Isto fala de uma outra dimensão da vida, dimensão essa mais importante que a dimensão pública. Fala da dimensão afetiva. Nem todos querem realizar coisas na dimensão pública, e isso não é nada que diminua ninguém. Nem todos querem ter muito dinheiro, nem todos querem fama. Não significa aqui advogar a pobreza, longe disso, acho a falta de dinheiro terrível, mas igualmente é difícil tomar o dinheiro em si como coisa a ser buscada na vida para além do conforto. Assim também a fama. A fama é incômoda, cria uma ilusão de si, cria uma ilusão que aprisiona o ilusionado, enamorando-o de si mesmo, e ele passa a trabalhar para justificar essa idéia que formou e que os outros cobram, de si mesmo.
Mesmo as idéias são também perigosas se as levamos a sério demais, porque começamos a dirigir nossa vida para afirmá-las, muitas vezes ultrapassando os limites de nosso próprio benefício quando não afrontando os outros.
Não sei se lembra, Clicio, mas uma vez eu lhe disse ser importante decepcionar as pessoas. Quando nunca as decepcionamos somos escravos das exigências delas e desse eu fantasioso que não pode nunca perder a face. Quando as decepcionamos (não significa as sacanearmos, mas simplesmente não correspondermos aos requisitos que nos impingem), somos livres novamente.
Enfim, pensamentos derivados do seu texto…
Ivan de Almeida,
Gostei da sua retórica pelo conjunto das idéias bem agrupadas… senti-me expressado através das suas palavras, em especial no último parágrafo quando dá ênfase a ação de “decepcionar” as pessoas.
Quero aproveitar o gancho sobre a questão da decepção, avocando para o meu texto a lembrança de um post que o Clicio publicou aqui, sob o título “Bye, Mr. Nice Guy”, e, neste clima do bom debate, tomo a liberdade de transcrever uma parte dele:
(…)
“Aliás, não farei mais nenhum tipo de consultoria gratuita, por isso ser absolutamente injusto para quem paga para compartilhar do meu restrito conhecimento. Vale para aqueles que, com falta total de noção e educação, ligam no meu celular aos domingos, feriados e madrugadas. Também não responderei mais as enxurradas de e-mails em PVT.” (Clicio Barroso)
(…)
Este post foi publicado dia 21/04/2010, e repercutiu em variados tons de comentários até o dia 14/05/2010. Todavia, e por mais surpreendente que seja, uma generosa maioria dos leitores se viram tomados de empatia e apoiamento, embora que, para alguns, possa ter sido um momento da citada “decepção” em relação a pessoa do Clicio Barroso, generoso que foi até a data do seu ato de libertação (rs). Deixou de ser refém daquele clamor franciscano, vindo das alas famintas de esclarecimentos oportunos e convenientes, e, isoladamente, daqueles que têm preguiça de estudar (pegar mastigado, fosse melhor, rs).
Não tive outra leitura sobre a corajosa atitude do Clicio, a não ser a de solidarizar-me com aquela postura que vi e li, sem medo de ser feliz.
Para dar meu desdobramento final a este raciocínio sobre a “decepção”, deixo abaixo parte do que escrevi ao amigo, que agora “ficou metido”(rs), como forma de incentivo:
(…)
“Sendo empático com o Clício, entendo que nada possuí um status “ad eternum”, posto que as coisas e pessoas são finitas. Portanto, e dentro da abordagem da questão “foco”, há justiça e coerência o querer canalizar todas as suas energias para tópicos que lhe proporcionem o bem estar ideal, quer seja na vida pessoal como na profissional.
Difícil é agradar a gregos e troianos, rs.”
(…)
Em nosso coração vivem dois cães. Um é composto de amor, e o outro apenas de ódio. Cabe a nós a decisão sobre qual deles queremos alimentar. Reflitam sobre isto.
Abraço
Marcos, Ivan,
Obrigado por nos fazerem repensar dogmas, e obrigado por enriquecer a discussão.

Vou pensar enquanto durmo…
ABraços,
Clicio
Sergio,
Seu comentário é contraditório.
Você diz:
“Alguém julga pobreza algo meritório?
Só se pobreza fosse castigo e meritório tivesse a conotação de merecer.
Não sei de onde você tirou essa ideia.”
E logo finaliza:
“Gandhi, os irmãos Villas Bôas Corrêa e outros fizeram dar certo.”
Foi. Em outras épocas. Épocas românticas, menos céticas.
Hoje, mon ami, é praticamente impossível.
Obrigado pela sua contribuição!
Clicio
O verdadeiro estudo da razão, lógica e do raciocínio….show de bola. A faculdade da vida nos dá verdadeiras lições;
Você disse: ser pobre não é mérito. Foi você que associou a palavra mérito à pobreza, mesmo negando essa condição. Se alguém diz que pobreza não é mérito é porque em algum momento alguém associou pobreza com mérito, donde a negação.
Eu, surpreso, perguntei se alguém considerava miséria mérito?
E ponderei que a única situação possível (por absurdo) de associar pobreza com mérito seria sob a forma de castigo. Tipo: Maluf roubou tanto que mereceria ficar pobre.
Essa foi a conotação.
Não vejo contradição.
E obrigado por mais essa reflexão.
Abs
Clicio…
“Vou pensar enquanto durmo…”, rsrs… depois me dê as dicas de como se faz isso, pois o máximo que consegui até hoje, foi sonhar com algo que foi muito intenso durante o meu dia. (rsrsrs)
Abraço
Clicio bom dia
Peço desculpas pela tietagem mas já era fã de seus trabalhos mas agora serei fã de seu textos afinal sensato, equilibrado e ainda tudo o que penso traduzido em palavras.
Parabéns e grande abraço
Ideologiaaaaaaaaaaa eu quero uma pra viver!! Adorei o texto, hipossulfito de sódio na Veia!!!!
Olá!
Gostaria de saber as fontes de pesquisa para criação deste post. Seria interessante estudar mais sobre o assunto.
MUITO bom!!!
Posso esquecer que li os comentários e comentar só o texto? Ah! sim muito obrigada.
Achei pertinente, e claro, e achei de certa forma bem poetico a maneira como você descreveu, alguns dos tipos de individuos, que comportam a nossa sociedade, mas de tudo, apesar das provaveis lacunas.
De tudo, só o que me pergunto ao fim é?
Como sabemos qual é o caminho do meio?
Quando estamos de fato satisfeitos sem estagnar?
Quando, em meio ao equilibrio somos capazes de dar conta dele?
Porque claro pela idade, você tem mais experiencia do que eu, então talvez me esclareça. Fora quando estamos completamente desequilibrados, e portanto sabemos que é preciso buscar algo mais, existe algum momente em que dizemos a nós mesmos. Estou em equilibrio?
Esse equilibrio ai não é um pouco utopico?
beijinhos
o obrigada por despertar as questões que vivo lutando para enterrar, mas que no fim é o que interessa.
“Me refiro a comandados. Aos que, “por inércia”, trabalham pelo… dinheiro.”
Mas o dinheiro que entra no bolso do sistema… Sim, chapéu de otário é marreta… Logo, o cara que vive pensando só em dinheiro é burro, não tem alma e acaba fazendo escada para outros enriquecerem.
Os caudilhos realmente são uma desgraça por que geram crises profundas. Basta ver a crise que Bush e seus antecessores criaram aos USA, com suas manias beligerantes e cínicas.
E agora pergunto, por que tem um monte de gente querendo comprar Iphone 4 co defeito? Não tenho dúvidas de que o mundo perdeu o olho da mente.
Fala gente boa!
Salve!
EGO – Cara, não sei como mas me chamaram la na ECA para gravar um videozinho, sobre o meu “trabalho” com a ONG UTPMP, que faço nas favelas. A principio inventei uma desculpa, depois conversando com amiga resolvi aceitar. Motivo: tenho verdadeira fobia de me mostrar. Quero mostrar o meu trabalho que me da uma satisfação enorme… não me mostrar, se bem que este papo de mostrar o meu trabalho e não eu é mais um artificio para fortalecer o meu ego… hahha coisas da alma, a minha é um labirinto….
IDEOLOGIA – Disse la e digo aqui que eu não vendo fotos pois não saberia, e as que eu vendi não gostei de ter feito. Disponibilizo meu acervo para ONGs e projetos sociais, jamais vou publicar qualquer coisa na imprensa golpista, não colaboro com canalhas – Folha, Veja, Estado, Globo & CIA – e fico ate meio cabreiro quando disponibilizo fotos para projetos sociais que os golpistas acima patrocinam ou colaboram… demorei mais de um ano para blogar as fotos que faço nas favelas, mas depois de inumeros pedidos acabei fazendo os blogs e não me arrependo, nas favelas e comunidades que frequento – eu frequento estes lugares – a galera adorou, bem dai eu gostei tambem… amplio centenas de fotos – centenas ok.- e vou ampliar mais centenas pois me corta o coração não deixar minhas fotos com os retratados, é para isso que eu fotografo, fotografo para alguem.. este alguem tem nome e end. e são principalmente crianças… curto muito a garotada e trabalho com adolescentes… e tal blablabla
DINHEIRO – … dindin é bom e eu gosto. Trabalho e pronto. Não vendo fotos, agora se alguem quiser comprar as fotos das comunidades que me ajudem a construir casas, montar bibliotecas, comprar remedios para quem não tem, etc… a gente faz um rolo ae ok? Ja fiz alguns assim e deu certo, maior satisfação… ja quiseram comprar minhas fotos por um bom preço quando disse que não vendia sumiram, querem me “valorizar” do jeito errado, que sumam… to nem ai.
Atualmente – bem estou de joelho operado mas ja melhorando – faço trabalho com o pessoal de rua ali na Vila Buarque sobre a diversidade sexual… ja fotografei inumeras casa noturnas, saunas de tudo quanto é jeito, transexuais, lesbicas, homo, heteros, e sabe-se la o que mais… pra mim é tudo “igual”, e pretendo ate fim do ano fazer uma exposição em algum puteiro por la… ja tive varios convites, a rapaziada ta curtindo muito o trabalho que tenho desenvolvido ali…. maior satisfação.
… eu fotografo porque é atraves da fotografia – entre outras – que eu me humanizo, mais e mais… acredito nisso, mas nem sei se a fotografia humaniza, espero que sim… vai saber? Acho que sim. Quem sabe? Eu não sei, só sei de mim… e ainda assim…
A fotografia me serve como instrumento de socialização, atraves desta frequento diversos segmentos, e sou bem querido em todos tenho uma relação afetiva, sensual, ética, de amor mesmo, respeito, polidez, carinho, etc e é atraves da fotografia que conheço pessoas e lugares que de outra maneira não sei se iria conhecer com tal intensidade…
… ja conheci atraves da fotografia mulheres maravilhosas, e acabo me relacionado com elas por causa da fotografia tambem, minha atual namorada conheci atraves da fotografia, das minhas fotografias é claro… rsrsr na verdade não consigio dizer MINHA FOTO, MINHA FOTOGRAFIA, é sempre NOSSA é sempre uma relação entre fotografo e fotografado…
… estou feliz, recebi convite – e adoro convites, nunca entro em lugares para fotografar assim de supetão – para fotografar as rodas de choro em SP, adoro chorinho… frequento algumas rodas, mas sou timido e muito na minha, mas depois de inumeros convites resolvi aceitar quando percebi que os convites vinham do coração… Valeu Ira, Sorriso, Izaias, etc…
…sem esta de “bons sentimentos”, a fotografia me ajuda a controlar minhas carencias, que não são poucas… no fim a fotografia é o meu fliperama, diversão pura!!!!
ate conheci este blog atraves da fotografia, muita gente legal né?!!!
Viva eu Viva tu!!!!! e como dizem na quebrada É nóis!
Vida Longa!
: )
x=ideologia+ego+$
é lógico!
o resto é rococó
Nossa Clicio vc me colocou para pensar em tudo o que ocorre na minha vida atual. Vou ver se consigo descobrir essa somatória.
Grande Abraço desde Havana Cuba.
“Fotografo por achar que a fotografia é uma linguagem que aprendi a falar.”
Pergunto: Vc fotografa tanto quanto escreve?? rssss
Eu não consigo, texto pra me atrapar é difícil. Sou todo imagem.
Abraços
Relembrando uma máxima de “Que a beleza está nos olhos de quem ver”.
O seu texto foi inteligente, interessante e instigante. Vamos que vamos. Como diria Cazuza “O tempo não para”.
Não li à época, mas li agora. Meio imperdoável isso, mas o texto não envelheceu, nem perdeu sua importância. Talvez tenha sido apropriado que não tenha lido, talvez EU não estivesse maduro 1 ano atrás para lê-lo como estou hoje, independentemente, gostei. Bastante.
Bacana, Clicio, esclarecer, conhecer para poder escolher o caminho.
E criar sempre, combustível necessário para qualquer profissão. Bom saber que nossas questões são comuns. Grande abraço
Fernanda
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