por clicio em 9 de janeiro, 2010
Fotografia na Internet

©2010 Clicio Barroso
“Internet e a Fotografia “ foi originalmente publicado na revista Photo Magazine.
Faturando com suas imagens em 2010
Muito se tem falado da importância da presença dos fotógrafos na Web, mas a maioria não tem a menor noção de como esta presença deve acontecer. E o que era para ser bom, se torna spam.
E spam sempre é muito ruim.
Se eu tomar como base a perspectiva histórica desta presença no Brasil, temos que começar com as BBS (Bulletin Board Services); como o nome diz, eram quadros de avisos virtuais, onde as pessoas largavam suas mensagens na esperança que outros as buscassem, e as respondessem. BBS grandes como a Sherwood ou a Mandic conectavam-se à redes como Lusenet através de linha discada, com modems de 2.400bps, e deixavam no servidor “pacotes” de mensagens que mais tarde eram “recolhidos” pelo interessado em ler as eventuais respostas. Nesta época em que não havia acesso a e-mails, através das BBS os fotógrafos já tinham formado uma comunidade de troca de informações bastante ativa. Não havia ainda Internet comercial, apenas acadêmica e militar; estamos falando de 1994.
Mas no final de 1995, finalmente a Internet se tornou comercial no Brasil, com a criação do Comitê Gestor da Internet, entidade responsável pela rede mundial de computadores no paÃs. O sucesso foi imediato, com as primeiras trocas de e-mails acontecendo entre pessoas fÃsicas, e surgindo os browsers pioneiros como o Netscape Navigator, que navegava por sites basicamente de textos, uma consequência ainda da Internet acadêmica.
Nessa época, novembro de 1995, construà o meu primeiro site de fotografia e fiz minha estréia no Geocities, que era gratuito e dividia as categorias de internautas por “bairros”; os artistas, designers e fotógrafos ficavam no Soho, numa óbvia correlação com o bairro nova-iorquino. O problema é que ninguém sabia fazer site de fotografia, pois ninguém os tinha feito ainda, e as aberrações eram constantes; letras garrafais em negrito, fundos de coloridos berrantes, gifs animados que piscavam por toda a tela; tudo atrapalhava a boa visualização do que realmente interessava, ou seja, as fotos. Alguns outros fotógrafos pioneiros eram meus “vizinhos” no Geocities, e a troca mútua de e-mails se intensificou à procura de fórmulas mais eficientes para publicar nossas fotos na web.

Dois anos mais tarde, já havia um pouco mais de bom-senso, a novidade já não era tão nova assim, a comunicação online se tornara mais rápida e os sites de fotografia ficavam mais “calmos”. Um novo problema, porém, surgiu; como não havia muita gente especializada em design de websites, e não existiam faculdades de multimÃdia, os fotógrafos resolveram continuar com a mão na massa fazendo seus próprios sites, sem muita noção de estrutura mas com muito entusiasmo, e o que se viu no perÃodo foram sites menos feios mas impossÃveis de se navegar; arquitetura de informação inexistente, menus que eram tudo menos intuitivos, designs elaborados que escondiam as fotos por debaixo de três ou quatro nÃveis de hierarquia. Era um milagre que algum cliente visse nossas fotos, pois ele tinha que ser persistente e procurar muito!
E então a profissionalização começou; a Internet a partir de 1998 cresceu a um ritmo alucinante, milhões de endereços de e-mail e websites surgiram em pouco tempo, e a publicidade passou a prestar atenção nesse novo mercado. As ferramentas para construção de sites se sofisticaram, as primeiras câmeras digitais profissionais ficaram acessÃveis, a navegação mais rápida. E junto vieram os problemas. O principal foi o erro de se pensar Internet como se pensava revista; fazer sites que permitissem realizar lucro com banners de publicidade parecia óbvio, mas não funcionou; criar listas com endereços de e-mails categorizados para enviar malas-diretas eletrônicas parecia ser um grande negócio, com as listas sendo negociadas por valores estratosféricos, mas também não funcionou por muito tempo, pois as listas eram roubadas, copiadas, distribuÃdas e compartilhadas, e a medida que a quantidade de spam aumentava a resposta comercial destas malas-diretas caÃa proporcionalmente. Mesmo assim os grandes investidores (bancos e financeiras) ainda acreditavam e investiam literalmente milhões em incubadoras de sites que, em sua maioria, dependiam de um modelo antigo e ultrapassado de venda de publicidade para que fossem sustentáveis, incluindo os bancos de imagens pessoais dos fotógrafos.
E aà a bolha estourou em 2001, levando diversos empresários à falência.

O modelo que se mostrara inadequado a essa nova realidade, porém, se manteve como paradigma, e os fotógrafos continuaram a apostar nele. Sites-portfólio, hot-sites e mailing eletrônico ainda adotados como ferramentas de marketing pela maioria; listas de discussão especializadas (“nichadas”, no jargão publicitário) e fórums de fotografia, que existiam desde o tempo das BBS, seguiam servindo como divulgação indireta do prestÃgio do fotógrafo nas comunidades fotográficas, pois a moeda de troca sempre foi “informação X indicação”, ou seja, eu dedico um pouquinho da minha vida online ensinando o que sei, e assim ganho confiabilidade suficiente para que a comunidade me indique para trabalhos mais elaborados.
Mas os resultados da soma destas estratégias, em grande parte, foram catastróficos.
O valor da fotografia profissional, que já vinha caindo com a facilidade permitida pelas câmeras digitais, despencou com a popularização dos bancos de imagem globais de baixÃssimo custo (Royalty Free e MicroStock).
E o fotógrafo sentiu-se perplexo.
Por que razão não estava dando certo? Tanto investimento em tempo, tecnologia, e qualidade indo pelo ralo; o retorno das ações de marketing na Internet já não justificavam os custos.
A resposta é fácil. O consumidor mudou, o comprador de fotografia mudou, mas o modo de se vender fotografia permaneceu o mesmo.
Estagnado.
Em tempos de Google, com sua publicidade inteligente de links patrocinados e Ad-Sense, que aparecem quando você mais precisa (e sem banners!), em tempos de Twitter com seu “soft-selling” de produtos e serviços diluÃdo entre informação de qualidade, em tempos de Facebook e Linkedin onde o pessoal e o profissional se misturam de forma transparente, as estratégias dos fotógrafos tem que mudar.
Site-portfólio, de repente já parece coisa do século passado, e é!
Arrisco um palpite; não espere que alguém compre suas fotos (atitude passiva), e sim venda suas fotos a quem as precisa (atitude pró-ativa).
Através das chamadas mÃdias sociais.
70% das pessoas hoje decidem uma compra por indicação pessoal ou resultado de pesquisa, e não pela publicidade convencional.
Agora sim a moeda de troca das antigas listas de discussão vale: tenha uma presença marcante no Facebook. Faça um blog e realmente dê de presente informação de valor aos seus leitores. Crie um perfil profissional no Linkedin. Mostre suas fotos sem medo de “ser roubado”, pois se a foto, texto, vÃdeo ou o conteúdo que for estiver na Internet, ele vai ser roubado, e desta forma pode positivamente se transformar em marketing viral. Pense em trocar as listas de discussão, os fórums, o MSN, o Orkut e o seu Outlook pelo Google Wave. Converse, compre, venda, divulgue pelo Twitter.
E o principal, ache seu cliente (que certamente está em todos esses canais) e faça ele participar. Ponha ele na roda. Faça ele pular de link em link, dentro da sua estrela de ações na web, e ele vai se fidelizar, vai saber te encontrar, vai te indicar para outros clientes.
Serão 40 milhões de brasileiros conectados a Internet em 2010, 40 milhões de potenciais clientes no Brasil. São 1,5 bilhão de pessoas conectadas no mundo.
Este 1,5 bilhão de potenciais clientes é seu. Pense nisso.




23 Comentários
haaaa!!! vc disse aqui algo que sempre falo para meus alunos: colocou na internet, vai ser pirateado! portanto, não tenha medo de ser copiado… tenha medo de não ser referência!
excelente texto. concordo, aprovo e retransmito.
abraçosssss
Pessoinhas como eu, que estão chegando agora, têm muita sorte de ter vindo depois de pessoas como você, que participaram da construção do que é hoje a fotografia na internet.
Eu hoje posso dizer que comecei meu aprendizado na fotografia assim, pesquisando na rede, uma autodidata favorecida pelos bons profissionais que dividem seus conhecimentos. E continuo aprendendo sempre, acredito que todos nós continuamos, a rede não para de crescer e se atualizar. E o mercado vai junto, mudando sua estrutura, fazendo a gente se virar pra se manter de pé.
Excelente texto, excelente perspectivas abordadas.
É muita informação e qualidade ao mesmo tempo que tem muito ruÃdo pra se conseguir uma relação duradoura pelas mÃdias sociais.
Em relação ao google wave, também acho que ele vai se tornar a próxima onda (foi horrÃvel e velha, eu sei) só que ainda falta alguma coisa pra ele.
Porém, se alguém quiser ir testando, tenho alguns convites e é só mandar um e-mail através do contato do meu site.
Ótimo artigo, Clicio. Estou me tornando um habitué por aqui
Perfeito o texto!!!! Reciclagem urgente e necessária!
Valeu!
Bjks, Beta
Fala grande !!! BBS era o maior barato
Eu participava como louco na mais legal do Rio que era o BlueBuS
Do memso Julio Hungria que até hoje tem o site e o twitter do mesmo nome.


Mas antes disso participei de BBS em DOS quando morava nos USA. Era muito louco
Meu primeiro site tbm fiz no finalzinho de 95 com uma emrpesa de NYC a galera da Set Shop.
Logo logo conheci o teu e comecei a te seguir e te ler
VIU, funcionou !
Te sigo e te leio até hoje, mais de 10 anos depois
Abçs e parabéns
Ayrton
Ayrton,
Na verdade, tem 15 anos.
O tempo passa…
Obrigado por comentar!
Clicio
Clicio você sempre antenado das coisas. Estudo ciência da computação em Londres. Tive uma aula aonde vimos arquivos de sites na internet e procurando por fotografia em Português o seu nome foi o primeiro dos 4 que somente apareceram. As pessoas têm que entender que o marketing de antes já não funciona, é preciso participar, interagir. Um abraço.
InteressantÃssimo artigo. É até difÃcil comentar algo, pois o artigo está redondo e completo.
No seu artigo anterior você já havia falado, muito propriamente, de nos tornamos focos de influência, sendo isso o fator de valor. Hoje você detalhou um pouco.
Gostaria de acrescentar algo. Porque nos dois artigos, devido decerto ao seu empenho profissional, há um enfoque profissional. Ele é correto e perfeito, e decerto deve ser algo de interesse da maioria dos fotógrafos. Mas há outros PROPÓSITOS não profissionais, que usam das mesmas ferramentas -as ferramentas e a lógica é essa mesma, não há outra. Pergunto-me, por exemplo, qual o meu propósito na minha ação na rede, e a resposta que obtenho é bastante sutil. É algo da esfera da existência, como se nossa existência já não ocorresse apenas no espaço de nosso corpo fÃsico, mas pudéssemos morar (termo seu) em espaços virtuais e neles, de alguma maneira, interagir com o mundo propagando valores e idéias, tendo essa interação como uma plasticidade, ou receptividade, do mundo. Como uma missão, um apostolado, ainda que seja ridÃculo usar essas palavras. Nesse sentido, a ação na rede tem caracterÃsticas de mudar o mundo, não mudá-lo macroscopicamente pois não somos nada para mudá-lo, mas interferir em pequenas mudanças, catalizar certas mudanças de estado, desencadear alguns processos de metanoia.
Interessantemente, Clicio, apesar de em mim ver isso muito claramente como motivador de minha ação internética, vejo igualmente isso em você. Não acho que você interage virtualmente apenas por utilidade comercial, ainda que tudo reverta e se reforce, e a interação termine sendo um vetor de fidelização. Há algo interessante na rede. Tudo é muito, tudo é rápido, e a sinceridade transparece e cria valor.
Ivan,
Precisamente.
O interesse profissional é desculpa esfarrapada para que eu viva essa vida por aqui.
Curioso, estive hoje assistindo ao filme Avatar (em 3D, luz impecável), que juntamente com Matrix (a série), Second Life, The Simms e outros, incluindo a infame Farmville, nos fazem refletir sobre o não-lugar; pode ser engano, já que o não-lugar, em breve, poderá ser usufruÃdo por redes neurais em substituição a “vida real”.
Quem não quer ser herói?
É provável que possamos ter a liberdade de escolher a nossa realidade dentro das muitas possibilidades que estão surgindo.
Veja o exemplo do Twitter; há estrelas com 100K seguidores, que não são ninguém fora da Internet; há pessoas que conheço pessoalmente que no Twitter são outras, vivem uma persona paralela, onde nome, imagem, personalidade e sexo podem ser escolhidos e as tornam “reais”. Tão interessante que estou escrevendo um artigo sobre o fato.
Obrigado por comentar e pelo seu interesse.
Abraços,
Clicio
Clicio, eu li seu artigo na revista e reli agora. Eu acompanho muitos blogs e sites, dos mais diversos assuntos e realmente podemos comprovar que o conteúdo de qualidade é que faz a diferença. Não o conteúdo copiado de outros sites, mas aquele que mostra o conhecimento do autor sem egoÃsmo idiota, sem ser pedante, porque isso atrai simpatia e admiração. E afinal, num universo com tantas opções, o diferencial pode estar justamente aÃ. Parabéns novamente meu amigo. Você faz a lição de casa com perfeição. Grande abraço!
Clicio,
Excelente artigo!
Para mim, que sempre tive a fotografia como hobby e que tenho o desejo de um dia poder trabalhar somente com isso, ler seus artigos tem sido para mim de grande valia.
Abraços
Denis
Clicio, vc é um cara que eu admiro muito.
Não só pelo trabalho, mas justamente por toda a informação que transmite à outros profissionais.
Tive o primeiro contato contigo ainda na década de 80 pela Revista Iris Foto, qdo vc comentou uma img que reproduzi utilizando a técnica do lightpainting que vc havia abordado em uma matéria. De lá pra cá nos encontramos em outros workshops, como naquele encontro promovido pela Digipix em SP e no ano passado em Curitiba. Em todos eles vc não economizou nas informações, foi direto ao assunto e deixou claro sobre o que estava falando.
Não fica de frescura como alguns outros colegas de profissão.
É sempre muito bom ler matérias suas, participar de palestras e acompanhar o seu trabalho através da internet ou livros.
Por mais que me dedico à fotografia, qdo tenho algum contato contigo, vejo que ainda tenho muito a aprender.
Obrigado e parabéns por toda esta colaboração que tem dado ao mercado da fotografia brasileira.
Forte abraço e um 2010 abençoado com pelo menos 40 milhões de oportunidades com os potenciais clientes.
Ricardo Akam
Curitiba
O perigo agora é o excesso de auto promoção nas redes sociais, alguns perdem a noção… Acho que saber dosar isso é fundamental para não ser chato.
Muito bom artigo! Entender essas ferramentas é um passo que todos terão pela frente.
Grande abraço!
Sinto que um dos grandes desafios de hoje é a organização. Saber lidar com todas essas informações e entender suas particularidades. Não vale mais a desculpa da falta de tempo e da falta de jeito. Por anos me mantive distante do Orkut. Preconceito mesmo.Nesse momento, estou tomando surras do Twitter, do Facebook, mas creio que é realmente um caminho sem volta. Necessário e prazeiroso. E se vão os preconceitos.
Um forte abraço,
Guto
Eu participei do inÃcio da web. Até hoje eu tenho guardado o disquete do spy mosaic, um dos primeiros browsers. O som do modem conectando. A internet pra mim sempre foi uma aventura.
Acredito que é possÃvel inovar, sem perder a personalidade. Coisa que acontece muito nos dias e hoje.
Gostei muito do seu artigo. Super completo.
Obrigado por suas palavras, o mercado necessita muito disso.
Forte abraço!
Estou na net desde 97, foi incrÃvel ler e relembrar.
Obrigada por sempre compartilhar as informações, Clicio, you’re amazing!
Sem comentários. Na mosca. Preciso. Obrigado por me manter acordado em relação à fotografia.
Grande abraço
Adorei toda a percepção histórica! Vivi essa loucura do surgimento da internet acompanhando mais pelo viés do Design.
Acredito que esteja certo no palpite: “não espere que alguém compre suas fotos (atitude passiva), e sim venda suas fotos a quem as precisa (atitude pró-ativa)”
A verdade é que parece que sempre procuramos substituir nossa forma de venda e publicação. Erramos ao tentar substituir. O correto seria pensarmos as novas tecnologias e formas de mÃdia em termos de acessórios complementares. Mas se formos observar atentamente o mercado em todos os tempos, perceberemos que o que – no fundo – realmente importa é “o bom e velho boca a boca” e suas formas disfarçadas de manifestação.
Ola Clicio,
Parabéns pelo texto, me fez lembrar quando começei com um computador Dx, 286, se me lembro bem, tinha tb um da IBM, com os programas corel ventura, page-alguma coisa, poxa estamos falando de realmente 15 anos atrás. Mas o navegador Natscape era realmente tudo. Quantas bilhares de coisas já aconteceram na net até hoje né! Mas é isso mesmo se quiseremos ficar atenados, no mundo e acompanhar temos que realmente entrar para o orkut, facebook, twiter etc… Parabéns pelo texto e bola pra frente.
ClÃcio,
Meu foco é audiovisual, mais especificamente a parte de áudio… 
Parece-me que você propõe, nesse artigo, a busca pela criação de um estilo próprio, autoral, e o uso das atuais ferramentas de colaboração como uma forma de se auto promover. Concordo contigo em grau, gênero e número. Já li esse teu artigo umas 4 vezes e resolvi criar perfil nisso tudo pra experimentar… Mas tem um detalhe: não sou fotógrafo…
Abraços e parabéns pelo artigo!
Olá ClÃcio, venho acompanhando seus posts e idéias a algum tempo mas nunca comentei, o descobri pesquisando matérias sobre fotografia pois amo o trabalho, e me deparei não só com matérias fotográficas, mas com assuntos que para mim no mÃnimo são filosóficos e interessantÃssimos, não consigo mais deixar de passar por aqui todos os dias hehe…
Parabéns pelo excelente trabalho e pelos brilhantes pensamentos!
Apenas repassando uma dica de site do Indica: http://www.TinEye
Trata-se de da realização de busca reversa de imagens. Localiza fotos suas que estão sendo “apropriadas” na internet.
ClÃcio,
há anos sei de você por uma mÃdia ou outra.
sei da sua excelência no trato digital, mas nunca arrisquei me comunicar.
aliás, dentre outras coisas , você é responsável pela minha opção à fotografia.
desde ’77, quando você me indicou como assistente de fotografia na Gang, nunca mais vivà de outra atividade, senão a fotografia.
me enveredei do fotojornalismo para fotos de arquitetura e urbanismo.
tenho um blog, o “não lugar”, baseado exatamente no conceito de Marc Augé, mesmo antes da net.
sou analfaciber. meu blog trata da relação homem – espaço. Falo sobre a cidade de Curitiba e sobre cultura.
É um espaço autoral para exatamente ter visibilidade.
Apareça lá!
Quando vier à Curitiba, me dê um toque.
Seria engraçado saber como estamos pessoalmente, depois de 30 anos! uau!
Tenho duas filhas, Anaterra e Tarsila, e sou super popular em Curitiba, como fiscal do patrimônio histórico.
Se puder, vá ao http://www.naftalina55.blogspot.com, ou se comunique no email que deixei acima.
Quer saber, fiquei bem feliz de finalmente poder me comunicar com você.
beijo, lina
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