por clicio em 16 de abril, 2010
Mea Culpa & Penitência
Algo de muito estranho me aconteceu na semana passada; recebi pelo Twitter a notícia de que um de meus artigos aqui postados, escrito originalmente para a revista PhotoMagazine e intitulado “O pêndulo e a imagem” havia sido usado como texto-base para um concurso público de designer gráfico, editor de fotografias e jornalista, com o aval da Imprensa Oficial.
Assim que me dei conta do significado disso, fiquei muito, muito orgulhoso; afinal se o texto fora escolhido para três diferentes provas, é por que algum mérito nele havia, ou de conteúdo ou de estilo.
O mais curioso foi que dias antes, durante o evento de fotografia de casamento Wedding Brasil, um dos fotógrafos presentes havia me perguntado, de forma inocente porém absolutamente surpreendente:
“Cara! Quem escreve aqueles textos que você publica em seu blog?”
O que naturalmente me deixou atônito e sem fala; nada respondi (por paralisia cerebral em um primeiro instante, e para não ser deselegante quando afinal me recuperei do choque) mas pensei muito sobre a pergunta; se um fotógrafo profissional, que me conhece, tem essa dúvida, imagino que dentre os milhares de acessos que generosamente recebo quando publico meus artigos, muitos devem pensar exatamente da mesma forma; quem é o ghost writer do fotógrafo-falante?
Fiquei bem deprimido…
Mas meu banzo logo passou com a boa notícia do uso do texto nas provas, e de maneira atabalhoada logo floodei a minha timeline com retwitts sobre o assunto.
Como uso o Tweetdeck como base de lançamento para controle de minhas incursões pelas mídias sociais em geral, minha empolgação foi rapidamente parar no Facebook, onde, para minha surpresa as reações foram as mais diversas e inesperadas; em vez de congratulações, como eu esperava, o que vi foi uma indignação generalizada pelo fato de não ter sido consultado, nem pago, pela utilização do texto (corretamente creditado, diga-se de passagem).
E então a ficha finalmente caiu!
Essas pessoas estavam corretas, a minha vaidade havia me cegado para o óbvio ululante; assim como eu vivo de fotografar, e luto para que o mercado de fotografia não se renda aos curiosos de fim-de-semana que doam suas fotografias em troca de crédito (vaidade, oh vaidade!), escritores, jornalistas, cronistas e articulistas certamente detestariam ver textos de boa ou má qualidade, não importa, sendo utilizados sem pagamento, sem consulta prévia, sem nenhum tipo de acordo financeiro ou moral, pois isso certamente sucateia o seu mercado e tira a possibilidade de um profissional ganhar honestamente seu dinheiro fazendo o que sabe.
A depressão voltou…
Como posso, em sã consciência, achar lindo e ter orgulho do meu texto amador, publicado em troca de crédito, quando fico possesso se uma fotografia amadora é publicada sem remuneração e um profissional das lentes deixa de pagar suas contas por esse motivo?
Incongruência.
Não, não vou processar ninguém.
Nem vou brigar, nem correr atrás de nada, talvez por não conhecer a fundo os direitos autorais de escritores, talvez por não ser profissional da palavra e me sentir constrangido ao passar por cima de quem dela vive, talvez por que o crédito tenha sido a minha maçã da Bela Adormecida.
Mas vou humildemente pedir desculpas a todos os profissionais que, com razão, acham que fotógrafos deveriam apenas fotografar.
Update 01: O pdf da prova pode ser visto ou baixado, e está em http://www.clicio.com.br/prova.pdf






60 Comentários
Vc averiguou o que diz a lei nesses casos? Fiquei curioso!
Iatã,
Não, não tive tempo. Fiquei preso em uma ciranda de eventos, e agora estou em Vitória, ES; mas é um bom asunto, e devo investigar mais profundamente na semana que vem.
Obrigado por visitar!
Concordo com quase tudo o que você diz Clício, mas você só poderia pedir “desculpas a todos os profissionais que, com razão, acham que fotógrafos deveriam apenas fotografar”, se estivesse pensando, como eu, me desculpem, senhores profissionais, mas o Clício escreve sim, apesar de ser fotógrafo.
Concordo que eles deveriam ter, no mínimo, te consultado antes, mas discordo do último parágrafo. Por que fotógrafos deveriam apenas fotografar?
Se vc tem múltiplos talentos, por que não usá-los? Acho uma limitação desnecessária exatamente porque a sua visão “diferente” pode abrir novos pontos de vista.
Da Vinci deveria se limitar só aos pincéis?
Abração
Renatão,
Assim como você, I love my job!

Escrever é hobby, o mesmo que pai de família fotografando pôr-do-sol em fim de semana…
Obrigado por comentar!
Amigão …
dessa vez foi pesado.
Eu no primeiro instante que li pensei nisso com revolta.
Tu me conhece e sabes que vou sempre a luta dos Direitos de todos … dos meus e dos que conheço ou até mesmo de estranhos.
Acho apropriação indébita uma puta sacanagem e fico indignado.
Mas …. percebi que vc não havia se sentido lesado e fiquei meio perdido sem saber o que te dizer na hora …
Agora que vc solta este teu “mea culpa” posso te dizer que eu não gostei de usarem teu texto sem remuneração, sem consulta, sem autorização.
Nunca gosto e fixo indignado com isso.
Talvez meu comportamento guerreiro
Somos ambos virginianos, porém a minha Lua é regida por capricórnio e talvez por isso minhas emoções são mais densas e pesadas …
Quem sabe …
De qualquer maneira, EU ainda agora, hoje, iria atrás de pelo menos uma explicação, uma notinha, um “algo” que suavizasse o acontecido.
Normalmente é muito fácil nos sentirmos lisonjeados quando usam nossa “arte” seja qual for …
Mas, eu ….
bem eu sempre vou tomar satisfação.
No ano passado um carinha MUITO conhecido no twitter, com nome pomposo e famoso, “C. D.” que mantém um blog que é um dos 5 mais bombados da web no Brasil postou em seu blog, que como eu disse é O Blog, um link para a minha foto da Votação do Rio2016 na praia de Copacabana.
MAS ele não colocou meu NOME … e aparecia no Blog com “B”:
Foto 360 graus em Copacabana do Rio2016… e ia direto o link para a minha foto …
mas embaixo do texto ele colocou a sua assinatura pelo “post”
E tudo que eu pedi quando vi a publicação, foi que por favor colocasse: foto 360 graus DE AYRTON em Copaca….
E ele, pulbicitário famossérrimo de São Paulo, simplesmente me respondeu que na “WEB 2.0″ o objetivo é o compartilhamento e que apontar no blog dele para a minha foto já deveria ser motivo para que eu me sentisse orgulhoso e AGRADECIDO …
Tentei ainda durante umas 7 trocas de email pedindo calmamente e com gentileza que por favor incluisse o meu nome, mas me foi negado pois APONTAR para a minha foto já valia mais do que qualquer crédito, valia VISITAS e eu deveria entender e agradecer por isso.
Conclusão, perdi a cabeça e mandei ele explicar isso para o meu advogado, e a história terminou com o grupo dos 5 publicitários que escrevem esse “B”log ficando juntos e indignados comigo e retiraram o post revoltadíssimos dizendo que não rpecisava do meu advogado entrar no meio não.
Muitos poderiam cair nessa tentação do maior dos pecados, como já dizia Al Pacino em “O Advogado do Diabo” : “Vanity is the sin that I love more”
A vaidade poderia me satisfazer por ter minha foto “linkada” naquele que é um dos mais bombados blogs do Brasil, referência de blogueiros Brasil afora …
mas o meu sentimento de violação, de ter sido usado sem meu consentimento, me incomoda mais do que a alegria de ser reconhecido
Não me arrependo.
Fico sim puto de saber que continuam a existir panacas e empresas panacas como esse “C. D.” e também os que “roubaram” teu texto e usaram sem tua autorização.
Algo a se pensar sim !!!
360 abçs
AYRTON
Fotógrafos só deveriam fotografar? Depende do fotógrafo. Você e alguns outros tem uma capacidade enorme para escrever e usam isso de uma maneira muito boa e rara nos dias de hoje: compartilhar experiências. Continue escrevendo.
Eu acompanhei um pouco pelo Twitter e estava sem ver o Facebook por um tempo mas eu achei estranho seu comportamento comemorando o acontecido, sempre achei que o texto teria sido cedido e poderia ou não ser usado e seu orgulho seria por ter sido usado. Será que eles poderiam ter feito o que fizeram? Acho que não mas tem que ver o que a lei diz.
Agora todos esperarão que você tome uma posição coerente com o que sempre escreve.
Boa sorte.
Os livros , leituras e tudo que aprendeste na profissão, colocando palavras focado nesse universo (fotografia) merece muito crédito, respeito e reconhecimento. nada é em vão! relaxe e depois reflita para tomar atitudes. Boa sorte. Xavier
Clicio, essa sua experiencia expõe a “clandestinidade” que nosso meio vive!
acredito que fotografos tendem a escrever melhor porque utilizam de memoria visual para escrever, e muitos jornalistas e escritores estão encalhados no mercado porque não tem iniciativa, hoje todos podem ter um blog e falar sobre qualquer assunto, e voce usa o seu com muita propriedade por sinal!
continue se expressão e tornando a fotografia cada vez mais democratica!
@maxmarlon
Clicio, sou seu fã, vc e a torcida do Corinthians sabem disso!
Mas acho que nessa vou discordar de você!
“Lei 9.610 de 18 de fevereiro de 1998
(…)Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais como:
I – os textos de obras literárias, artísticas ou científicas;
(…)
VII – as obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo análogo ao da fotografia;(…)”
Na primeira vez que vi seu comentário no Twitter, que foi o “Primeiro perguntam (…) Depois a imprensa oficial (…) Curioso, não?” meu sentimento foi de indignação, de desrespeito ao autor.
Da mesma forma como já reclamei ao ver algumas fotos minhas usadas sem autorização, reclamaria se encontrasse um texto de minha autoria, publicado em blog e em revista impressa, usado sem autorização. Créditos nada mais são do que lei! Dia desses “twittei”, indignado, que créditos não pagam contas! Agradeço os créditos mas, se vão lucrar em cima de meu suor, quero ganhar também! Nada mais justo! Faz tempo que meu ego ficou de lado nessa história de ver meu trabalho publicado!
Acho que sou meio como o Ayrton, vc e tantos outros, um militante pela fotografia, um inocente apaixonado que acredita que as coisas ainda serão um conto de fadas para a classe, e luto por esse “conto de fadas”. Diria até que sou mais do que um militante da fotografia, mas sim um militante dos trabalho autoral!
E vou mais além: essa briga não é só sua não. É da revista que publicou o artigo em primeira mão, para a qual o texto foi escrito!
Acho que, por respeito à classe dos “autores”, seja de imagens, esculturas ou textos, você deveria correr atrás do que é seu de direito, isto é, seu texto!
Forte abraço.
Clício,
Ser multidisciplinar (ou talvez qualquer outra coisa que não precise de uma palavra tão rebuscada e clichè para dizer que o sujeito vive e trabalha se misturando continuamente nas duas coisas e sendo um só, finalmente completo, no contexto geral) gera esse tipo de “estranhamento” nas pessoas. Eu sou meio assim. Fotografo, gosto de tecnologia, gosto de escrever, e gosto de, grosso modo, resolver problemas. Gosto ué, fazer o que? Por isso trabalho como produtor, em uma produtora de filmes, enquanto coloco os tijolos na carreira fotográfica com calma. Foi o meio do caminho que encontrei para não cair num subembrego qualquer numa “empresa tradicional” e ver a fotografia virar hobby. Aí eu produzo uma gravação, na semana seguinte entra um job ou assistência (foto) e fico uns dias fora, volto e desenho como vai ser o storage das ilhas de edição, e não me aguento de coceira quando o marceneiro aparece e acabo montando um armário junto com o cara – tudo isso com um grau de satisfação (leia-se tesão) e me perguntam: MAS O QUE VC FAZ, AFINAL?
Certamente você escreve bem pois gosta de escrever. Mas é difícil, numa cultura de especializações, aceitar isso, ver de forma natural. Quando dizem por aí que o profissional em evidência é o “multifuncional”, às vezes o que querem é na verdade um cidadão que sabe 10 mil formas de se fazer a mesma coisa.
Além do mais, agora sendo mais light – escrever e fotografar não tem processos de composição, sensibilidade, cuidado, construção e desenho similares, no final das contas?
Abraço.
clicio, eu fiz a prova para designer gráfico e logo que reconheci o texto procurei o crédito. quando cheguei em casa piei sobre isso. fiquei surpreso com sua reação, não imaginava que o texto foi utilizado sem autorização. é uma grande falta de respeito. quem prepara uma prova de concurso está fazendo um serviço para um determinado órgão público, nesse caso a imprensa oficial de sp. não deve utilizar nenhuma propriedade intelectual sem a devida autorização. é uma vergonha que em um concurso público seja utilizado um texto que não foi devidamente autorizado. isso é pirataria, da mesma maneira que é quando utilizam uma foto. jurídico na fundação vunesnp ( http://www.vunesp.com.br/ ) que é quem fez aplicou aprova! aproveita o advogado do ayrton e veja o que pode ser feito.
Antes de mais nada, por que não um fotógrafo escrever?? Você escreve bem e pronto.
Quando comecei a ler, até achei estranha sua postura de “que legal, usaram meu texto”. Mas não estava exatamente indignada com quatro pedras na mão. No seu lugar, eu provavelmente ia atrás de pelo menos expressar descontentamento com o fato de terem publicado o texto sem autorização, talvez pedir retratação, não sei. Mas sem rancores, afinal, de uma forma ou de outra acaba sendo um prestígio…
Ayrton, seu comentário me alertou para esse detalhe. Costumo usar fotos que encontro no flickr quando não tenho uma própria para ilustrar meus post. Eu sempre deixo o aviso nos comentários da foto escolhida, com link para o post, e um “tudo bem?” de leve. Nunca tive problemas, e já até me agracedeceram. Se alguém achar ruim, eu vou tirar na hora. Mas a partir de agora vou citar o nome do fotógrafo na legenda, pra evitar a fadiga. Ah, e eu não sou problogger, não lucro nada com ele, é apenas meu cantinho de expressão.
O próprio texto e os comentários já mostraram que tem diversas maneiras de se interpretar o acontecido bem como diversas posturas a se tomar.
Pensando mais na postura e nas consequências dela, embora eu seja (como o Ayrton) virginiano e brigão, aprendi que muitas vezes deixar passar algumas coisas (deste e de outros tipos) e TOCAR a bola prá frente pode ser mais produtível e também mais saudável.
Esse tipo de stress é cancerígeno…, é como ficar bravo e xingar o cara que nos fecha no trânsito: o xingamento e a ¨braveza¨ atinge primeiramente a nós mesmos.
Tem coisas que não podemos e NÃO DEVEMOS deixar passar.
Tem coisas que DEVEMOS REFLETIR e aprender com a situação para que não se repita.
Tem coisas que devemos deixar passar ou até mesmo ver mais o lado bom da coisa do que o ruim. Como a minha irmã… que capotou o carro e saiu comemorar… porque estava viva e sem nenhum arranhão! Viu a metade cheia do copo… e não a metade ¨vazia¨.
Você é que tem que colocar isso na balança e ver o que é mais interessante.
Mas… particularmente acho que você está certo, até porque, se você tiver que correr atrás deste tipo de coisa, terá menos tempo para nos presentear com seus textos e ensinamentos!
Meu culto, douto, doutrinado, ilustrado, instruído, letrado, luminar e sábio Amigo Clic!o … há em você, indiscutivelmente, a receita certa entre “mostrar” e “escrever sobre o que está mostrando” e isso já vem de many many years ago desde que tive o prazer de apertar a sua mão pela primeira vez. Ter um texto copiado para a finalidade acima descrita é, também, uma prova cabal de que não estou, minimamente, equivocado. Há pessoas famosas da nossa área que copiam nossas idéias (como você mesmo me alertou recentemente) e ai nem crédito rola, my friend. O seu sucesso inegável vem muito dessa sua vertente fotoliterária com aquela boa dose de fotopedagogia e uma pitada generosa de fotobrodagem e ser copiado, disfarçadamente ou na cara dura, é resultado dessa mistura que poucos conseguiriam criar. Aquele abraço e, ironicamente, todos os seus fotobrothers o protegeram dos vampiros fotointelectuais. Logo te trago prá Portugal, Bonitão!!! É nóis na foto!!
Caro Clicio,
legal o seu texto ter sido escolhido.
Muito feio não consultarem o autor.
Concordo com o Ayrton e com o Daniel Farias.
Não importa se é texto ou fotografia ou qualquer outra “peça” de expressão. Direito autoral é lei e é sagrado.
Vá atrás.
Gde ab.
Discordo do seu pensamento acerca de escrever além de fotografar,afinal, o fotógrafo também é um escritor, mas escreve com a luz; além disso, a sensibilidade do olhar é a mesma que a do pensar, tornando um bom fotógrafo um bom escritor.
Clicio, como já foi dito aqui, o crime aconteceu e alguem deveria ser punido, e que o seja em $. Eu entraria com uma ação, embora sabendo que, com a agilidade da justiça brasileira, você receberá apenas dentro de alguns anos (tenho um processo contra o governo que se arrasta a 17 anos). Mas qual o problema? A vida é longa.
Como assim? Os textos não são de sua autoria? Mas se os créditos (como você mesmo afirmou, foram devidamente assinalados, estavam a vista), não entendi a do fótografo que te comentou? Será que ele quis desdenhar de sua pessoa? Que dizer que ele freqüenta teu blog lê e nunca percebeu que você além de ser um exelente fotógrafo escreve prá lá de bom? É realmente estranho!
Há ainda um prejuízo potencial não contabilizado à essa liberalidade no uso do pensamento, idéia ou criação alheia: A associação da sua idéia a de outrem. Provavelmente isso não cabe isso nesse caso em particular, mas seu texto poderia ter sido associado e aplicado em algo com o qual você não concorda e não corresponde à imagem que você deseja passar. Enorme prejuízo moral!
Clício,
Em primeiro lugar, parabéns por vc ter um texto seu, escolhido para fazer parte de uma prova em um concurso público. Fato que justifica, por si só, vc ser um fotógrafo-escritor de sucesso.
A questão do Direito Autoral, no Brasil, é uma batalha que vem sendo travada a longo tempo, pouco se conseguiu e muito falta para conquistarmos uma posição de equalização junto a outros países.
Lendo seu texto, fiquei pensando em uma coisa que digo sempre: “O brasileiro precisa de Educação para a cidadania, onde aprenda sobre seus direitos e deveres”.
Pois bem, nós fazemos parte da população que possui essa “Educação”, não é? Não fazer nada, nem mesmo que seja, exigir uma retratação documentada oficialmente, faz com que vc esteja exercendo a SUA cidadania apenas no lado dos deveres, sem exigir seus direitos.
Se quisermos que este país seja uma Nação em todos os sentidos, precisamos dar o exemplo, para que este tipo de aviltamento não se repita com outros profissionais, sejam eles de qualquer área de atuação.
Esta é a minha opinião, no mais, acredito que hoje, o profissional além de técnica e amor à profissão precisa ser multi e trasdisciplinar, o que faz com que acabe atuando em diversos segmentos que se entrecruzam. Se este profissional consegue fazer isto com maestria…bem…melhor para ele e muito melhor para quem aprende com ele, não é mesmo?
Grande abraço
Boa Clicio , a princípio também fiquei solidário ao seu sentimento da satisfação .Ficaria também se a obra fosse de minha autoria .Principalmente por ver que você foi reconhecido por um trabalho que na verdade não é sua profissão .Realmente você expressa muito bem sua opinião .
Agora , sou obrigado a concordar com o Ayrton e alguns outros demais , é muito cara de pau , nem um telefonema , nem um pre diálogo , acho um abuso também , mas fico feliz por você .Abs…
Clício, fiquei encucada com uma coisa… Você fala em “curiosos de fim-de-semana que doam suas fotografias em troca de crédito”. Eu adotei para mim uma postura de doação de algumas das fotos que faço porque acredito muito na era do compartilhamento de informação. Como designer, utilizo muito material disponibilizado por profissionais em domínio público ou livre de royalties e acredito muito neste intercâmbio de conteúdo. Mas, isso é pauta pra outra discussão. Queria só saber tua opinião sobre isso, já que, agora, tua opinião tá colaborando muito para a construção da minha. Abração e milhões de parabéns por toda sua produção de conteúdo para a web.
Clicio, posso estar errado, mas vou discordar.
Na última parte você diz que não vai brigar, não vai processar pelo fato de não conhecer as leis de direitos autorais dos escritores, talvez por se julgar um amador na escrita, ou como você mesmo disse, a escrita pra você é um hobby.
Ok, se não somos nós, que lutamos para que os amadores corram atrás de seus direitos e deixem de vender as suas fotos à custo zero, porque sabemos que isso banalza e estraga o mercado, porque, você, enquanto escritor amador (isso porque já escreveu 3 livros ou mais), não corre atrás de seus direitos? O que será que os escritores profissionais pensam disso? Não estaria dentro de um mesmo ciclo? Ambos profissinais fazendo com que os amadores tenham pelo menos o mesmo direitos? Fotógrafos profissionais querem que os amadores corram atrás de seus direitos, assim como os escritores profissionais.
Acho, sinceramente, que você deveria “brigar” sim, afinal, o texto é seu, você escreveu, são suas idéias que foram utilizadas. Na fotografia é a mesma coisa, você pensou, idealizou, e fez a foto.
Forte abraço!
Renan Prando
“Think in all, but preserve your copyright”
“Crédito não é moeda, é um direito! Respeite o fotógrafo”
Vamos lutar junto por essa causa esse é nosso lema… ” o presente é o rabo do futuro… ” abs
pessoas, acho q vcs devem praticar mais o desapego. Nao só a bens materiais como a “bens sentimentais” tb.
Acho saudável pensar direito autoral um pouco fora do mundo da fotografia atual.
É mais que comum vestibulares, concursos e provas fazerem uso de trechos de artigos publicados em outros meios.
Jornalistas e articulistas da grande mídia teriam que reclamar a reprodução de seus textos em provas há tempos.
Imagino uma professora distribuindo provas com trechos de uma canção do Chico Buarque e duas imagens do cotidiano brasileiro. O exercício pede que os alunos associem os três elementos numa redação.
A professora deveria enviar um email ao profissional Chico Buarque? E se fosse a canção de cantor amador em busca de visibilidade? Pelo que entendi aqui, em ambos casos, sim.
Creio que sua reação inicial de felicidade seja bem-vinda e que a atual preocupação com pagamentos (muito válida) no mundo fotográfico tem gerado uma mania onde tudo é “roubo”.
Veja, uma prova não tem finalidade comercial.
Se os textos amadores tem inclusive o objetivo de orientar e compartilhar infos, não seria incoerente reclamar seu uso numa prova?
Você deveria ter sido (ao menos) consultado.
Processando ou não os (ir)responsáveis pelo roubo, não penso que você deva parar de escrever.. se isso inspira quem escreve e quem lê, porque parar?
amplexos e ósculos.
Clicio, sem tempo de ler os comentários, desculpe se repito algo já dito.
Sou fotógrafa e escrevo.
Quando profissionalmente, cobro.
Faço pesquisa de moradias e qd. sugiro alguma pauta, mando um perfil do morador e sugiro os ganchos possiveis.
Meu texto é invariavelmente usado na matéria, entre informações técnicas, mas cobro por isso.
Qt a questão em pauta, cito um caso real.
Uma amiga que vive em BH pediu-me um livro do Leminski que era indicado para o vestibular da UFMG.
Depois outra em Fortaleza, com a mesma situação.
Comentei com a Estrelinha, a filha que recebe os direitos do Leminski e ela me disse que isso vive acontecendo. Que consultou e me parece que eles não consideraram como venda de texto, quando didático (?). Injusto? Certamente.
Com o Wilson Bueno, escritor, idem.
Enfim, os precedentes não são bons.
Mas quem sabe se consegue reverter essa distorção?
Karla, Fosk, PanopticoSP, Lina
Estou bastante inclinado a aceitar o argumento do didático/educativo, do “ser usual”, do desapego.
Nesse caso específico.
Mas deixo claro que apoio toda e qualquer iniciativa para preservar e remunerar autorias, seja do que for.
Reclamar pelo princípio da boa educação, talvez? Uma consulta teria a minha imediata resposta positiva… mas não houve consulta alguma, e até onde eu percebo, continuo vivo e não sou domínio público.
Mas vantagem financeira, nesse caso, não. Iria contra os meus princípios de disseminação ampla de informações, que no caso desse texto é verdade.
Obrigado a todos que estão comentando, respeito e aprecio ( e reflito sobre) toda e qualquer opinião aqui postada.
Clicio
Claro, Clício. Mas que fique claro que eu apoio iniciativas de conteúdo livre, desde que haja comunicação, contatos estabelecidos, inter-relações, interações e trocas de conhecimento. Para isso, graças à organização dos bons profissionais, foram criadas licenças como creative commons, Gnu, copyleft e tantas outras. Queria saber tua opinião porque eu acredito tanto na colaboração e difusão de informação que fico chocada quando algumas pessoas atribuem a estas iniciativas um lugar menor ou de menos valor. Não acredito que seja o seu caso. Isso seria um contra senso frente ao seu trabalho e todas importantes iniciativas como produtor de conteúdo e webeducador.
Karla,
Vamos lá.
Gosto da noção romântica do Creative Commons, mas não vejo como se sustentar como iniciativa principal para profissionais. Troca-troca e escambo é bacana enquanto as contas não caem na caixa de correio; depois do segundo filho, faculdade, plano de saúde, o caso fica menos simples.
GNU é muito bom. Sou defensor e na medida do possível usuário e divulgador da licença. Curto a idéia colaborativa.
Copyleft é uma idéia meio outdated, não? Tipo século passado? Tenho essa impressão…
Mas em geral gosto de pensar que são caminhos viáveis, talvez o único, em tempos de difusão instantânea de conhecimento; como você bem nota, não faço este blog, nem o Twitter, nem o Facebook, nem os podcasts pensando em ganhar dinheiro.
Mas se me ajudarem a pagar as contas, tanto melhor!
Abraços
Também não acredito nestas iniciativas como fonte principal de trabalho. Mas elas existem e eu gosto de colaborar. Só não gosto de pensar tais iniciativas como algo inferior que é o lugar que muita gente desenha para elas. Bem, eu queria justamente entender tua opinião sobre esses patamares que acabam sendo traçados. Mais ou menos deu pra ter uma idéia. De um pouco de troca já saiu muita informação aqui, adoro isso! Quem sabe um dia a gente não discute sobre isso tomando um bom café.
Pronto, parei para dar espaço a mais pessoas!
Abraços.
Clicio,
Só agora me dei conta de que as pessoas que postam aqui são fotógrafos…sapo de fora…sorry…
Abs
Graça,
As pessoas que postam aqui são pessoas.
Todas que quiserem!
Há uma maioria compreensível de fotógrafos, com suas idiossincrasias e problemas específicos, mas há designers, escritores, retocadores, amigos, parentes, advogados, dentistas, tradutores… Você já entendeu.
É um espaço onde *todos* são bem-vindos!
E vc *certamente* sempre será importante por aqui, assim como sua opinião.
Beijo,
Clicio
Ao ler o seu texto, Clício, não pude deixar de pensar a questão por outra perspectiva. Será que os organizadores do concurso poderiam dizer a você que iriam utilizar um dos seus textos na prova? Essas provas, ao menos na teoria, devem ser guardadas “a sete chaves” e como eles iriam saber que uma pessoa que eles não conhecem iria manter sigilo sobre uma informação tão importante?
Bj,
Ju
Ju,
Verdade.
Mas mesmo mantendo sigilo sobre que texto seria e para quais provas, poderiam ter consultado/avisado.
Além disso, estou sob NDA com algumas empresas multinacionais, e nunca quebrei o contrato de sigilo com elas…
Somos referências e lembrados por duas formas: Ou por algo positivo que fizemos, ou por algo negativo que fizemos. Boas referências, de preferência com os créditos, é claro, valorizam o autor e possibilitam que as idéias do mesmo possam ser compartilhadas pela sociedade.
Quanto aos “mornos” ahhh.. esses passam pela vida despercebidos…
A propósito Clicio, teu texto sobre “choramingos” foi tema de avaliação reflexiva na ESAG/UDESC na semana em que publicastes. E o tema da avaliação era Marketing Estratégico com orientação para serviços.
Forte abraço!
alguém aqui sabe como funciona este negócio de “Domínio Público”?
Será que o seu texto, por já ter sido publicado na Photo Magazine e no UOL, passou a ter este tal Dominio Publico?
No meu blog eu autorizo a copiar e colar o conteúdo. Aliás isso é bom para mim.
No caso do concurso, passa a ser uma atividade comercial e deveríamos ser consultados?
Alguém conhece um advogado pra nos ajudar? Ricardo Akam: cadê vc para nos dar uma luz???
Abraços Clicio, espero ver este assunto esclarecido.
acho que está rolando uma pequena confusão. um/a professor/a utilizar um texto em sala de aula é uma coisa, uma prova de concurso, onde uma EMPRESA, contrata profissionais, e os paga para que a prova seja criada, é outra coisa. concurso não tem fim educativo!
mas pelo menos desapego faz bem para o karma! e a Vunesp é uma empresa sem fins lucrativos, e ligada à Universidade Estadual Paulista. se fosse um instituto particular, ou uma empresa sem ligação com governo, acho que ela não mereceria a sessão desapego.
Quando vc tuitou sobre o texto que foi pra prova, achei que vc reclamava mesmo. Não vi ali vaidade alguma. Aliás, em todos esses anos nunca vi vc se gabar de nada.
Talvez por isso, e por sua luta pelos direitos dos profissionais, todos que leram ficaram do seu lado achando que vc estava indignado com a situação.
As leis de propriedade intelectual protegem textos publicados em impressos. Existe também o registro na biblioteca nacional. Vc deveria sim, ter sido consultado. E decidir se cobraria por isso. Se fosse um texto apenas no blog, ia rolar uma discussão de “o que tá na internet não tem dono”. Mas se foi publicado, a história é outra.
Sobre terem dúvidas de quem escreve seus textos… se duvidam dos seus, imagina eu! Sempre acham que PAGO alguém pra redigir as histórias que conto no meu blog. E recebi a dica de registrar na biblioteca. Quem sabe?
Abraço!
Clicio, meu querido, que se lembrou de mim décadas atrás. Mal sabia eu, que sofro daquela doença, qual é o nome mesmo? Aquela que tem o nome de um médico-alemão-filho-da-puta? Por favor, filhos, pais e netos e demais não se ofendam por eu ter xingado alguém de nacionalidade alemã, certo? Bom, esqueço de tudo. Ou quase.
De todos os poucos comentários que li, ficou na cabeça o ctrl v do. Quem mesmo? Ah, o Victor Reis. Só faço um addendus. A sensibilidade do fotógrafo, que escreve com a luz, segundo definição maravilhosa de Victor, é exatamente a mesma do pensar. É mesmo. Porque fotografar é pensar, assim como escrever, assim como comer, tomar banho, fazer sexo, não fazer sexo, dormir etcetera e tal. Acontece, penso eu, que uma grande maioria de imbecis julga que fotógrafo apenas aperta botão. E isso se cristalizou ainda mais com as digitais, que, supostamente, fazem tudo. Fazem o escambau. Se fosse assim, o computador fazia tudo também. E escrevia? Escrevia, editava, corrigia e postava. Ok, quase lá.
Mas nos diferenciamos dos quadrúpedes, que, por ora, não raciocinam. Assim penso eu. Que acredita em bípedes e gosta de quadrúpedes, desde que não tenha de alimentá-los e limpá-los.
De resto, Clício, você pensa e todos os fotógrafos pensam. Se não pensassem, não haveria fotografia. Não haveria cinema, não haveria irmãos Lumière. E quem escreve? Ah uma grande maioria de sujeitos e sujeitas que escrevem arvoram-se os donos do texto. Pobres diabos. São de uma insegurança.
Mais não digo, porque outro dia encontrei com um médico, que lê horrores (no bom sentido), o sujeito analisa pracas. Agora peça a ele pra escrever. Não quer de jeito algum. Enquanto o escutava, eu anotava tudo. Só essas anotações dariam um texto. Que nunca será meu, mas dele. Só falta ele querer escrever. Quanto a erros de ortografia. Se os há, o Word se encarrega de corrigi-los. Lembro de Clarice Lispector que escrevia mal pracas, com mil erros. Quando se acidentou e seus dedos queimaram, ela mal escrevia. E alguém corrigia. Qual é o problema? NEnhum. Agora, Clicio, há algo que é um problemão: a inveja. Ela mata, mas não o outro, mata quem inveja, dear. Nem precisa de um três oitão. Muito menos de uma AR-15. Ou de um avião encomendado por mister Osama.
Beijos em profusão e parabéns mais uma vez. Adoro lê-lo em todos os sentidos. Em picturas. En pinturas. Em pontos. Afinal, textos e fotos são formados de pontos.
Mari-Jô.
Ter você por aqui é um “breath of fresh air”!

Esqueça o nome do alemão, ele não tem a menor importância, e vamos nos concentrar no que interessa; inteligência, seja ela de que forma for!
E isso, dear, você tem de sobra…
Obrigado por visitar e comentar.
Clicio,
só pra dizer, comemore!
ser referência não é pouco e v. sabe disso.
o resto são detalhes.
Meu caro, quem tem que entrar em depressão é o criminoso. Aprendi com Miyamoto Musashi o seguinte: quando se parte para o duelo com o onus da dúvida, devemos nos considerar antecipadamente, mortos.
Faça uma consulta ao seu advogado e mais alguns escritores bem tarimbados – sem a consciência pesada…, como se estivesse tomando um bom vinho…. -, marque uma audiência, abra o sorriso que nunca aprendi a dar nesses casos – hahaha -, e, depois, já instruído pelo advogado que irá se aborrecer no seu lugar, prepare a nota fiscal para o pagamento do seu trabalho, e não dos caras que usaram sua obra intelectual. O seu contador será a segunda pessoa que irá se aborrecer por você, mas lhe orientará sobre os tramites da cobrança. Papéis… Só isso!
Se, por acaso, eles iniciarem uma “conversa de cerca Lourenço” – não me pergunte de onde tirei esta expressão porque também não me lembro, mas a escuto bastante pelas curvas da amazônia -, seu advogado saberá calcular, de acordo com o número de inscritos para o concurso, mais as inúmeras jurisprudências arquivadas nos escaninhos da justiça, e irá estipular o valor da indenização por danos morais e materiais e aí…, não se preocupe que em 10 anos você receberá a grana.
Geralmente eles recorrem, mas em seguida perdem.
Talvez, seja necessário colocar um babador sob o queixo do advogado – se você não tem costume de contratá-los -, pois ele irá babar quando vislumbrar a possibilidade de ganhar uma boa grana em cima do Estado… Entendeu, né?
Como 2010 é um ano político, provavelmente, a turminha da assessoria de imprensa, mais a chefia de gabinete, lhe oferecerão um valor – que espero, não ofenda sua inteligência e nem a de seu advogado -, e aí, terás mais um dinheiro, legal, para fazer o natal das crianças.
Mas não se esqueça de quem se aborrece é o advogado e o contador. A OAB poderá lhe oferecer uma lista de gente especializada e que não correrá o risco de vender uma sentença ganha… Por motivo de segurança, recorra a Abrafoto que você conhece melhor do que eu, pois tem gente muito gabaridada para isso. Boa sorte e feliz natal!
Em tempo: quando se processa um poder público, por mais que ele recorra, a vitória é garantida porque eles são obrigados a fazer dotação orçamentária. No caso da sua inevitável vitória, os caras que usaram a obra intelectual irão arcar, lá no fim da história, com todas as despesas processuais, pois o Estado nunca perde… Você ganha, mas o Estado recupera do bolso de quem cometeu o crime, no final! Ata a rede…
Pessoal, calma lá! (ai, ai, vou ser crucificado aqui…)
Quem vive no meio acadêmico e utiliza textos diversos em suas produções (livros, artigos, teses, etc.) faz uma piada que é a seguinte: “copiar sem citar a fonte, é plágio; se citar a fonte, é revisão bibliográfica”. Isso tem seu fundo de verdade.
Vejam o que diz a lei (LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998):
“Capítulo IV – Das Limitações aos Direitos Autorais
Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais:
…
III – a citação em livros, jornais, revistas ou qualquer outro meio de comunicação, de passagens de qualquer obra, para fins de estudo, crítica ou polêmica, na medida justificada para o fim a atingir, indicando-se o nome do autor e a origem da obra;
…
VIII – a reprodução, em quaisquer obras, de pequenos trechos de obras preexistentes, de qualquer natureza, ou de obra integral, quando de artes plásticas, sempre que a reprodução em si não seja o objetivo principal da obra nova e que não prejudique a exploração normal da obra reproduzida nem cause um prejuízo injustificado aos legítimos interesses dos autores.”
Esses são meus 2 cents.
Clício, parabéns pelo blog. Textos e fotos excelentes!
Caro Clício, estou, digamos, “flertando” com seu site. E me deparei com este ocorrido com seu texto.
Minha opinião é a de que devemos usar o potencial que temos, despretensiosamente, seja ele para qualquer fim lícito que seja. Se você é fotógrafo e escreve tão bem assim (como de fato constato), use esta habilidade nativa sua e explore tudo aquilo que lhe der prazer sadio. É assim que a vida deve ser vivida.
E continue escrevendo.
Clicio, sempre fico surpreendida quando você humildemente solta um não sou profissional nisso ou naquilo, daí vê-se o nivel de exigencia que pessoas assim tem com a fotografia, e porque ainda são considerados os melhores mesmo quando o mercado, como gostam de reclamar, está abarrotado, to enrolando pra falar, que pera lá, você realmente acha que todos que comentam por aqui são afcionados da fotografia? Não, é que os textos mesmo sendo tão especificos de vez em quando, são simplesmente cativantes, pela maneira como você torna simples o que para muitos leigos é complexo.
Parabéns pela publicação independente da remuneração, é já sei que não dá pra sobreviver de creative commons, li isso ai em cima em agum comentário… rs
Pra não ser influenciada pelas opiniões já dadas não li nenhuma… fala uma singela seguidora sua que dá seus primeiros passos no mundo fotográfico… Achei sim errado não ser consultado sobre o uso do seu texto, não peça desculpa a profissional nenhum sobre escrever, quem pode escrever sobre fotografia se não um fotógrafo com conhecimento e experiência? E não leve em conta o que “alguns” dizem sobre seu textos, NÓS, sabemos que eles são feitos por você…
Eu fiquei pensando se eles também poderiam fazer a mesma coisa em relação a uma fotografia. Colocar uma foto para ilustrar uma questão qualquer e colocar o autor mesmo sem permissão. Em uma situação hipotética isso acontecesse Clicio, como você se posicionaria a respeito?
Mas Clicio, sua proposta de fazer este blog não era a de ofertar seu pensamento, seu conhecimento e suas opiniões aos que por elas se interessassem?
Pelo simples prazer de compartilhar?
Não é isto o que está acontecendo?
Vai fundo, ofereça-nos o que tens de melhor, é isto o que nós precisamos. Obrigado.
Clício; Talvez por ser fotógrafo amador, sou também escritor amador, e digo a você: em ambas as coisas não ganhei tostão até hoje.
Mas eu discoro um pouco de você, talvez porque você rebata profissionalmente o escrever, rebatimento esse por simetria com sua fotografia profissional, e eu não.
Vejo a vida como uma enorme dança entre as pessoas presentes na Terra durante um espaço de tempo. Todos interagem, todos influenciam-se mutuamente. Há uma espécie de inseminação da cultura por nossa ação, é uma maneira de construirmos, ou de lolocarmos um caco ínfimo no mosaico da cultura humana.
Minha fotografia e meus textos são algo assim. Coisas pesadas, pensamentos dos quais fui “cavalo”, são propagados. Interessa-me mais o pensamento, acima de uma vantagem de autoria. Escrever é pensar, e não se escreve caso tenhamos apenas nós mesmos como público.
O uso de textos nossos em local onde exista utilidade pecuniária, neste caso penso haver igualmente retribuição obrigatória. Mas apenas na circulação parte do debate permanente sobre fotografia, não sinto assim.
Abraços
Prezado clicio
Esta notícia me gerou uma sensação de falta de respeito aos profissionais da fotografia. Sou apaixonado por essa arte e estamos em vias de ter foto clube na minha cidade. Fomos convidados para fotografar uma reserva do ICMbio, no primeiro momento, todos os integrantes ficaram parecendo criança em véspera de natal. Mas agora, lendo seus artigos, fiquei bem preocupado. Para entrar na unidade de conservação tivemos que assinar termo doando todos os direitos das fotos ao ICMbio. Para nós foi uma grande experiência, mas estamos trabalhando de graça? Tem alguém tentando derrubar essa norma absurda do ICMbio? Quando compramos um livro, seja ele de fotografia ou texto, compramos o direito de aprender com o autor, quem publica, quem pensa, quem descobre uma forma de impressionar o público tem que ser o proprietário. Por isso estou com a dúvida, sigo em frente e continuo fotografando, doando e me divertindo ou paro. Estou com a sensação de estar prejudicando alguém de tem a foto como trabalho ao invés de hobby.
Mais 2 cents.
Segundo Luiz Henrique, se o ICMBio fez os fotógrafos assinarem um termo doando todos os direitos das fotos ao ICMBio, o documento não tem validade alguma e o ICMBio agiu contra a lei.
Fique tranquilo Luiz Henrique, essa vocês ganham fácil.
Clicio, creio que será sempre assim.
Fotografos, escritores, programadores ou pintores.
Sempre quando sua obra é copiada ou “roubada”, ha um sentimento de raiva e revolta, mas quando esse mesmo profissional se aventura na profissão do outro, o sentimento é de orgulho pelo reconhecimento de uma “aventura”.
Eu penso de uma forma bem simples: Direito autoral é lei.
Ponto final.
Era obrigação do órgão administrador do concurso AO MENOS ter entrado em contato com você!
Não importa se você é escritor amador…ou não. É lei!
Usaram um texto seu!Sem pagamento…sem contato…sem aviso.
Está errado.
Entendo quem argumenta sobre os fins educacionais..e gostei muito do que o panopticosp escreveu. Mas ainda acho que sua situação é diferente de uma letra de música (como foi o exemplo dado).
Você deveria sim ao menos ter sido consultado e informado.
Abços.
poxa…fiquei curioso pra ler o texto!
Clicio, bom dia! Em primeiro lugar quero expressar minha admiração pelo seu trabalho e por sua pessoa, penso que temos sim que dar valor aos nossos clicks e às palavras que sao inspiradas por eles.
Seu trabalho é uma grande referência para mim que estou ainda engatinhando na fotografia profissional.
Muito obrigado desde sempre.
Rodrigo Araujo
Dante,
O link tá lá em cima…
Não posso deixar de falar que só vencedores natos sempre notam o lado bom de tudo. E foi o que você fez. Imediatamente se sentiu vitorioso achando que a qualidade estava tão boa a ponto de ser publicada. Tudo na vida é ponto de vista. Tenho muito que aprender com você. Esse post foi um presente pra mim.