por clicio em 21 de março, 2010
Chutando cachorro morto

©2010 Clicio Barroso
Nada mais revoltante que pressupostos enganosos, pré concepções idiotas e rótulos genéricos.
Estou falando daqueles que julgam classes profissionais inteiras pelo comportamento individual de alguns, ou pior, por mera crendice popular. Afirmar que “trabalho de modelo é fácil”, por exemplo; ou “quem não sabe o que fazer da vida, se torna fotógrafo”. O problema é que preconceito pega, e é assim que passamos a ser tratados; como indivíduos sem opção, condenados a fazer do hobby profissão, na falta de competências para outros ofícios.
O equívoco aumenta quando, por amor à fotografia (I Love my Job! ama a fotografia, mas cobra por ela), fotógrafos se deixam envolver na conversa mole de que “fazer de graça é uma oportunidade de aprendizado”, “ter seu nome nos créditos é publicidade gratuita para seu trabalho”, ou “cobrar para fazer a capa da revista Fashion? Mas deveria ser uma honra para você!”.
Falácias, mentiras, papo pra boi dormir. Coisa de empresário esperto. A década da Internet-Google, onde tudo é de todos e o preço é grátis, abriu as portas da sem-vergonhice explícita, da exploração do trabalho alheio, do império dos sem-talento.
Exemplos não faltam; ontem mesmo, piada ou não, recebo um link de um suposto e-mail de protesto; um “empresário” fulo da vida por conta de um fotógrafo que, ao retirar do ar seu portfólio online, quebrou os links das fotos que o empresário ilegalmente usava para promover o seu (dele) negócio. O mais engraçado é ver o empresário injuriado ameaçando o fotógrafo judicialmente, pois este estava “prejudicando os seus negócios” ao tirar as fotos da Internet. Não importa se é apenas uma brincadeira, a preocupação é concernente, pois cria-se uma cultura perniciosa e as posições acusador/acusado se invertem com extrema facilidade.
Esta longa introdução serve apenas para acalmar minha indignação, posto que semana passada, mais uma vez (já perdi a conta) uma agência de publicidade me liga e, na maior cara de pau me pede uma foto de graça. “A gente manda a modelo maquiada, você não vai ter gasto…” diz o art buyer. “Nós nem vamos usar para anúncio”, continua, e emenda: “sabe, o seu olhar é importante, e queremos que esta foto tenha a mesma linguagem daquela campanha que você já fez, lembra?”
Lembro.
Lembro-me muito bem, a campanha ficou linda, mas me deu um trabalho do cão, um mês initerrupto de loucura, pouco sono, e apesar de bem orçada, sobrou pouco dinheiro no final. E agora, uma foto nova, de graça.
“Por que na parceria?” pergunto eu (“parceria” é um eufemismo usado por clientes que não querem pagar por fotos).
“Porque a agência se esqueceu de incluir a foto no orçamento aprovado pelo cliente”.
Fui pesquisar que orçamento era esse, e o fato é que uma produtora de cinema estava fazendo o comercial do produto, e precisava da foto em cena. Ninguém se tocou que a foto precisava ser feita por um fotógrafo, portanto ninguém orçou. E por isso, como a produtora errou e a agência errou, e nenhuma das duas queriam tirar dos bolsos recheados uma porcentagem mínima para pagar o fotógrafo, o telefonema gentil pedindo de graça aconteceu. E puxando pelo ego (só você pode fazer como queremos). Como se eu não tivesse 35 anos de experiência no mercado.
Ora, o elo mais fraco é sempre o fornecedor.
Em Português claro, o profissional mais pobre de toda essa cadeia produtiva cliente>agência>mídia>gráfica>fotógrafo é o…
Fotógrafo.
E é justamente para esse que os outros profissionais pedem trabalho de graça.
Falta de respeito! A minha resposta foi a única possível…
NÃO.
Dane-se que a agência nunca mais vai trabalhar comigo. O importante é que da próxima vez, com outro fotógrafo, eles vão prestar mais atenção na hora de cometer erros básicos, tais como esquecer de orçar as fotografias.
E você, que atitude tomaria?
PS: Ahh, o cachorro da foto está bem vivo, cochilando na porta do buteco. É preguiçoso, só isso!
Update 01: O Afonso, do blog AF, tem um post genial sobre os 10 passos para se fugir de uma roubada. Leitura obrigatória!




135 Comentários
Realmente é a decisão certa a ser tomada! Parabéns!
Vem em mente aquela velha frase:
Nao vem me pedir pra dar a unica coisa que tenho para vender!
A minha atitude seria a mesma sua Clicio, pois como dito eu também já passei por essa tapeação de “parceria” e nunca mais vi nenhum trabalho fruto dela. Não tenho muita experiência nem tanto tempo de carreira como você, mas já aprendi a dar valor no meu trabalho e principalmente equipamento.
NÃO, NÃO E NÃO.
Adivinha ???
Tenho o email recheado de “nãos”
O que me pedem vc nem imagina. Pedem de tudo !!!
Simplesmente é uma loucura pois sei que muitos se deixam levar por esse apelo louco de “só vc pode fazer”; arghhh
Depois de tanto tempo no Mercado, o que mais me irrita é que parece que eles nunca vão aprender, nunca vão respeitar, nunca vão se tocar do assunto.
Em dezembro perdi a cabeça com uma agência em que seres abissais (não posso chamá-los de humanos) foram colocados p/lidar comigo e tratar do job, e eram tão inexperientes, tão idiotizados e despreparados … que em um certo momento eu disse: – Chega ! Não quero mais. Façam com outro.
E em 2 dias acharam um mané para fazer E ainda de graça !!!!!!!!!!!
E vamos que vamos.
Os fotógrafos, na minha opinião, são os verdadeiros CULPADOS !
abçs
AYRTON
novamente: a verdade é simples!
fico impressionado com estes nossos “clientes amigos”, que acham que estão fazendo um grande favor por nossas carreiras.
fico mais impressionado pelas respostas que eles nos dão quando tentamos fazer o inverso, que seria pedir a eles qualquer coisa em troca de uma “parceria”.
por que só eles podem, e qdo nós pedimos é encarado como uma ofensa pessoal a eles?
por que só o deles tem valor, e o nosso (que tem, porque tem, que ser a nossa visão) não vale nada?
minha paciência acabou. de graça, hoje em dia, só aquilo que ME interessa fazer e não aquilo que miraculosamente aparece em minha frente como uma oportunidade de fazer um portfolio.
quem decide quando e como fazer portfolio sou eu! e não meu “CLIENTE AMIGO”
amigo da onça, isso sim!
valeu clício! excelente post!!!
Excelente artigo, Clicio!
Mas brincando com a analogia do ditado popular que dá nome a teu escrito, nem somos cães nem estamos mortos. Longe disso. O crescimento da Fototech e a criação da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil são exemplos de como nem tudo está perdido.
As mudanças estão ocorrendo de forma lenta, mas constante.
Abraços,
Marcão
Perfeito. Decisão acertada. Recentemente recusei fotografar o Rubens Barrichello para uma revista porque a revista tinha me falado que não iria pagar porque sairia o meu crédito e porque era o Rubens barrichello. Disse NÃO! Quando será que esses caras vão aprender? Faz ao contrário: pede uma anúncio de graça pra eles e veja a resposta. Obrigado pelo post. Um abraço.
E o pior: quando se dignam a pagar pelo trabalho, tem sempre aquela história do prazo de 30 dias depois da entrega do trabalho. e, mesmo depois disso, ainda atrasam o pagamento!!! :S
Esse nosso mercado está mesmo ridículo, principalmente no Rio (onde a proporção de trabalhos e verbas são beem menores que em SP). Há muito venho sonhando com um “motim” dos fornecedores contra agências e clientes. Vamos trabalhar apenas com pagamento na aprovação! Ou vc quando compra alguma coisa no mercado, pode levar pra casa e pagar 30 dias depois, e ainda atrasar, sob a desculpa de não ter dinheiro em caixa???
O certo seria ninguem trabalhar por, no mínimo, 50% na aprovação e 50% na entrega. Poderíamos até criar um movimento com esse mote.
O problema é que sempre tem os fura-greve e a nossa “classe” não é unida o suficiente para sustentar uma posição e forçar esta mudança. Pena. Assim, continuamos nessa queda de braço com os gigantes.
Abs!
Certissima escolha clicio….
Então de que valeria todo seu trabalho…
Desculpa clicio o que vou escrever mas vou colocar p/ todos entenderem o objetivo:
Esse lance de parceria funciona assim: Nós entramos com o C*** eles entram com a P*** e só nós nos F***; resumindo, só os bestinhas que ganham.
Muito bom, meus parabéns.
Diria NÃO com vontade tbm !!
Nosso mercado está cada vez mais difícil, mas eu n desisto nunca….amo o que faço.
Conheço gente que trabalha de graça como “uma forma de mostrar-se para o mercado”. Mas estes não demoram duram no mercado, porque ou não aguentam e quebram ou começam a cobrar o pelos serviços pensando na sustentabilidade do negócio (que é caro. Eu tenho só dois anos de estrada mas percebo que até agora foi mais investimento do que lucro).
Pior é quando os clientes chegam querendo que você faça “praticamente de graça”, sem levar em consideração todo o custo que você tem com mínimos detalhes (deslocamento, alimentação, depreciação do equipamento caro que você acabou de comprar, livros comprados, cursos feitos, pra não mencionar tantos outros que compõem o bom exercício dessa profissão). No fim, depois de pagos os custos que o serviço gera, sobra o que?
Nome não paga conta no fim do mês.
Ótimo texto, Clício. Descreve muito bem o que eu tenho sentido desde que comecei a fotografar, e aposto que muitos outros também.
Parabens Clicio belo texto cheguei ate ele pelo Twitter.
Abraço
vc dá um orçamento por 10 mil, querem por 5 mil; nele são 4 pessoas para fotografar, aperecem 8 pessoas. Querem apenas uma foto para o job, e no finall te pedem 50 para escolher; querem que vc entregue no dia seguinte (tratadas) e só te pagam em 30 dias! Querem seu talento em troca de crédito, querem seu suor em troca de reconhecimento. Se vc, meu caríssimo amigo Clicio, com toda essa bagagem fizesse isso tudo! Estariamos perdidos mesmo! É a nossa infeliz realidade, são os nossos infelizes art buyers (que, como já escrevi, por sinal vivem paparicados em festinhas) são os nossos publicitários safados, que não podem tirar um centavo de seu lucro, se não, como comprarão gravatas Hermés? São muitos infelizes fotógrafos que aceitam tudo isso, depois vão a assembléias exigir do sindicato a alteração do piso! E são os infelizes sindicalistas que criaram essa coisa de piso! Para todo mundo pisar! Ora, meu amigo Clicio! Pisamos junto com vc em toda essa raça nefasta! Pisamos sim! Porque nosso trabalho continuará o mesmo!
Abraço forte e meus parabéns pela coragem!
Esse tipo de cliente ”amigo” atrapalha muito aqueles que estão no começo, como eu. Tenho pouco mais de 4 anos no mercado. Trabalho em uma agência de moda e faço tratamento de imagens. Fotografo modelos, produtos e eventos como free lancer. A questão e que eu já peguei MUITOS casos de pessoas que preferiam os meus tratamentos de imagem e as minhas fotos do que de outros profissionais que não trabalharam direito, só que na hora de eu cobrar aquilo que me era justo eu recebia um não. Aí que vem a questão: Se eu trabalho cobrando menos do que aquilo que eu realmente preciso cobrar, eu me quebro. Se eu cobro o justo e Não pego trabalho, eu me quebro.
Somente agora eu estou conseguindo formalizar o meu trabalho como free lancer junto com mais 3 fotógrafos que estão na mesma situação que eu, estamos perdendo muitos trabalhos por causa do orçamento e nós realmente não temos condição de cobrar menos do que aquilo que cobramos, que já é muito baixo.
Existe uma agencia de moda que eu por enquanto não vou citar o nome que paga R$ 10,00 por cada book de moda tratado, detalhe é que cada book vem de 6 á 10 fotos tratadas, ou seja, quase R$1,00 por foto, e o pior é que esses tratadores não tem opção. Nos resta continuar batalhando para que quem sabe um dia isso acabe ou pelomenos melhore um pouco.
Abraços Clicio.
Juan,
Piso é exatamete isso; para que algém possa pisar em cima!
Na verdade *todos* estamos de saco bem cheio desta falta de vergonha generalizada; se houver um pouco mais de união, os fotógrafos vão conseguir dizer NÃO em coro, e talvez sejamos ouvidos e respeitados.
Abraços,
Clicio
Boa Mestre.
Recentemente fui cobrir um evento de um cliente, já fotografo para a revista interna deles. Como era um trabalho extra, sem nada a ver com o que faço todo mês, o dir. de sei lá que M. veio me pedir um “de grátis” pela cobertura do evento… Alegando que seria uma festa, que eu era um convidado, e que seria um job simples…
Ouviu um sonoro NÃO!
Não é simples como pode parecer para alguns, não é fácil como pode parecer para outros e principalmente, é o ganha pão meu e de muitos! Merece respeito. Merece atenção e profissionalismo como qualquer outra profissão.
Sou relativamente novo – fotografo a 7 anos – mas fui criado no meio de publicitários a moda antiga, onde uma foto valia e muito o click! Aprendi alí a dar valor e a gostar da fotografia… isso deve ser lembrado sempre por quem quer jogar o jogo.
Um abr. a todos.
Marco Brito.
Realmente, por incrível que parece aconteceu o mesmo esses dias comigo, mais não com fotografia, foi com relação ao desenvolvimento de um site. Os caras “AMAM” nosso trabalho e querem ele de graça, com todo nosso profissionalismo, bom gosto e todo o melhor do pacote.
Decisão tomada: um NÃO BEM GRANDE!
É isso aí Clício, post magnífico. abraços.
FORÇA SEMPRE!
Parabéns Clicio, ótimo texto. Sempre uma dose de profissionalismo para quem tá começando…um pastor fala para muitos, quem realmente presta atenção é vitorioso. Isso tinha que ser dito em voz alta para todos os cantos…o valor pelo valor.
Lucidez. LEmbrar sempre que “não” é uma resposta possível, que pode ser dada sem grosseria, mas também sem se privar de desmascarar abusos de confiança.
Sobre as roubadas mais típicas do mercado, conferir no autofoco:
> Como fugir de uma roubada… passos de 1 a 10 > http://afdeautofoco.blogspot.com/2009/10/como-fugir-de-uma-roubada-passos-de-1.html#links
Tenho tentado estreitar o máximo minha relação com aqueles clientes que me interessam. Aqueles que me respeitam e respeitam meu trabalho. Não tenho nada contra parcerias, mas elas tem que ser reais. Se dou algo, como um desconto, tenho que ter algo em troca. E o crédito, não é troca. É obrigação. Mas trabalhar de graça, nem quando me interessa. Pois é assim que se destrói um mercado. Em todas as áreas da fotografia, não falta que faça as coisa literalmente de graça. E isso vicia o mercado e torna a relação desequilibrada. Faço qualquer proposta que torne o trabalho interessante também para o cliente, mas onde haja uma troca de vantagens reais. Eu ganho e ele ganha. Mas de graça, NÃO!
Diria não também. Quem trabalha de graça é relógio… a corda!
Realmente isso sempre acontece,independente do tamanho da agencia ou tamanho do job, sempre quem fica com o maior trabalho e menor rendimento é o fotografo…
Estamos no fim da cadeia alimentar …passamos pela agencia…pelo produtor…pela pessoa quem nos indicou….e no fim pegamos as sobras…e ficamos com todo o trabalho..
Como deixamos de ser rabo para virarmos a cabeça???????
Concordo em todas as partes.
Com certeza foi um erro grave e bem grave, mais acho que cabe a agência se pronunciar ao cliente e tomar as devidas decisões.
O que muitas vezes acontece é o cliente contratar o fotografo até para se fugir do bendito BV que muitas vezes chega a 20% do roçamento fora a nota fiscal, hoje quem mais ganha é agência e de todos os lados. Para se ter uma parceria hoje em dia, ambos devem ganhar com a partilha de serviços, coisa que esta bem dificil acontecer ultimamente.
E tem outra coisa: os fotógrafos precisam de se comportar como mulher-de-malandro que se sente sem alternativa aos abusos do marido. Há alternativas sim, e tem-se que apoderar da auto-estima para que não ache que “se eu não me subjugar, eu não vou ganhar”.
bom, eu sou mirim ainda, e talvez me enquadre “nos condenados a fazer do hobby profissão, na falta de competências para outros ofícios.”
mas nem por isso eu faco de qualquer jeito, passo o mesmo tempo estudando fotografia q alguem estudando pra direito passa (essa sim na maioria das vezes eh profissão de quem nao tem escolha) mas, sobre fazer trabalho de graca, concordo q pra profissionais já dentro do mercado isso é totalmente inadmissível, mas e quanto a iniciantes? vc tem essa mesma politica? pergunto isso pq o principal desafio q estou tendo é o de entrar no mercado, sei q tenho deficiências na parte de marketing mas investi muito em equipamentos e talvez por erro mesmo nao sobro nada nem pra fazer um site ou uma logo, pensei em ter como marketing e tb como aprendizado fazer alguns trabalhos sem cobrar nada mas to sentindo q quando é assim o “cliente” nao dá valor pro trabalho literalmente e metaforicamente falando… enfim, sua politica é nao para trabalhos gratuitos ate para iniciantes?
BENDITO BV??????? Como assim?!?!? o BV só é ruim pra gente! Os caras ganham às nossas custas, quando não deveriam ganhar e se o cliente achar o ORC caro, eles ainda vem chorar pra gente baixar o preço. Q TAL BAIXAR O MALDITO BV????
Abs!
Cara de pau…
Como estou começando a fotografar, sempre tem aquela “amiga” que vai fazer aniversário e quer as fotos de graça, já vou avisando que não. Minha câmera é meu material de trabalho.
Final do ano passado uma “amiga” que não via já a bastante tempo me deixou um recado no orkut, pedindo meu msn pois ela queria fazer um ensaio sensual, passei o msn e pedi o e-mail para enviar o orçamento, chamei a “amiga” umas três vezes no msn ela não respondeu e nunca mais falou no assunto, conclusão…. queria de graça.
Fazer trabalho de graça ou cobrar barato, é a certeza de que nunca terá o trabalho valorizado. Por isso aprenda a dizer NÃO ao “amigos” desde o início.
Parabéns pelo texto Clicio.
Um bom domingo.
Pena que a maioria não age assim, são inescrupulosos ………PARABÉNS pelo seu agir ético..
abs!
Será que quem está te pedindo para fazer um trabalho de graça tem noção de custos para a compra e manutenção do equipamento fotográfico? Não só pelos custos do material, mas pelo seu deslocamento, pelo seguro, pelo valor de um olhar…enfim…Se acontecer de cair água na sua máquina fotográfica enquanto faz a tal foto, quem vai pagar por isso? Se o cara que está te chamando para fazer de graça, certamente não será ele….
É isso aí,!!! precisamos urgentemente de defesas em nossos trabalhos, estou muitooo cansada destes problemas aqui no Brasil.
Nós fotógrafos somos banalizados até por erros absurdos em novelas; estou há 31 anos nesta profissão e juro, temos que juntar muitas forças pra acabar com isto, e começando por nós, a sempre cobrar um preço pra além de justo. Digo sempre aos meus alunos: Quem quiser seu trabalho que pague o valor certo, e se reclamarem, que tentem fazer, não tenham medo nenhum de perder clientes pois isto não é um cliente, e sim alguém que não respeita nada.
Fosk,
Aprendi o seguinte:
1-) Quando vc abaixa seu preço, nunca mais volta ao patamar anterior, pois o cliente acha que você está “roubando”.
2-) Quando vc faz de graça, o cliente conta para os amigos, em um campo de golfe entre uma tacada e outra, que achou “mais um trouxa que trabalha de graça”.
Dão risada da sua cara e *NUNCA* te chamam para um trabalho pago.
Aprende com quem já viveu isso; não dá certo.
Abraços,
clicio
Clício, acho q vai ser muito difícil que todos os fotógrafos digam “Não” em coro. É culpa de muitos fotógrafos essa atitude das agências, clientes, mídia, etc. muitos ainda acham q vão ganhar visibilidade fazendo trabalhos gratuítos por meros créditos em revistas ou campanhas, acham q isso vai fazê-los melhores fotógrafos. As agências se acostumaram com isso, e como vc disse, a corda estoura do lado mais fraco.
O espaço se conquista com talento, qualidade e ética profisional, o sucesso do seu trabalho vem a posteriori… e é uma pena q ainda existam fotógrafos q não pensam assim. Além de rebaixar o próprio trabalho, desqualificam a profissão e prejudicam o trabalho dos outros.
pode ser tbm…acham q vão ganhar visibilidade fazendo trabalhos gratuítos por créditos em méras revistas ou campanhas.
Isso vai acontecer sempre. A solução é sempre ter qualidade no trabalho.
Sempre que alguém me pede o trabalho de graça ou diz que “esse trabalho vai abrir muitas portas a você”, eu já tenho a resposta pronta:
- Ótimo; Paguem esse trabalho pelo preço que orcei que no próximo eu faço um desconto.
Não preciso dizer que nunca fecham.
Olá Clicio!
Sempre dou uma passadinha por aqui, mas só hoje resolvi comentar.
Essa situação que você descreveu não deveria acontecer, é vergonhoso saber que existem fotógrafos que se “prostituem” para essas empresas aproveitadoras, que, como você mesmo disse, não querem tirar uma pequena porção dos bolsos recheados.
Infelizmente, vejo isso acontecer todos os dias. Não vem ao caso citar onde trabalho, mas essas ofertas maravilhosas são rotineiras, porque a empresa não reserva uma verba decente para pagar fotógrafos (e muito menos modelos). Há casos de que reservam o estúdio de um fotógrafo, para um dia inteiro de fotos e querem “pagar” 100 reais, ou pior, 50 reais. Depois que descobri isso, sempre que me pedem indicação de um fotógrafo eu não o faço, por razões óbvias.
Isso é uma VERGONHA. Mas cabe aos próprios profissionais mudarem essa realidade, uma vez que exista fotógrafos que não se importem DAR o próprio trabalho, sempre haverão empresas exigindo que todos façam o mesmo.
Seria bom se todos soubessem que nome nos créditos (que aparecem em letras minúsculas) não enche a barriga de ninguém, e NÃO DEVE ser parte do acordo, porque isso nos é garantido por Lei!
Precisamos abrir os olhos dos fotógrafos, principalmente dos que estão apenas começando. Também irei discutir esse assunto no meu blog e, com certeza, recomendar este texto seu, que está muito bom!!
Beijinhos
É Clicio, achei super importante você escrever sobre isso, sua “experiência” citada acima serve de alerta para muitos profissionais. Infelizmente vivemos em um mercado cara-de-pau mesmo, e onde o cliente também tem sempre um sobrinho que faz tudo no PS de graça para ele, mais ele quer o seu trabalho…interessante, por que não procurar o sobrinho?!
Meu ramo é casamento, mas tbm vivemos nesta de “fazer de graça” para ter retorno no futuro…
Isso é “balela”, quando cobrava pouco pelo meu serviço não tinha clientes. Se fazia algo de graça pra alguém essa pessoa nunca mais vinha até meu estúdio…
Vivo aprendendo com meus colegas mais experientes.
Parabéns Clicio! Além de um ótimo fotógrafo é um sábio da negociação e do empreendedorismo.
Abraços.
Uso as palavras de Fernanda Montenegro, “Não me peça pra fazer de graça a única coisa que eu sei fazer”!
Ótimo texto. Vi on twitter.
Mais uma vez você está falando sobre uma coisa que acontece e perturba o nosso mercado e temos, sim, que nos fazer respeitar e respeitar esse mesmo mercado, detectando e denunciando esses abusos.
Coisas que acontecem não só com os novatos na profissão, mas também com certos colegas, que tem um discurso muito bonito, mas na hora do sufoco, da conta vencida, abrem as pernas e atropelam os preços e as condutas.
É uma atitude desculpável? Não sei. Já ouvi muita gente justificando essas atitudes em função de um sufoco de final de mês.
Outra cuidado a se ter é quando o pedido é feito por um profissional ou uma agência que realmente respeita seu trabalho, lhe prestigia e que pode, eventualmente, precisar de uma ajuda desse tipo. Nesse caso, não vejo problemas em fazer a foto.
Hoje está mudando, mas ainda assim devemos lembrar que não são todos os DAs e trafegos que tem salários nababescos. Frequentemente eles ganham por mês menos do que ganhamos por uma foto e numa eventual cagada de um deles fica difícil para eles pagarem por ela.
O que temos com isso? Aí vai depender que como você vê o seu mercado e sua profissão.
Já precisei desses profissionais de agência e eles me atenderam prontamente, Seja para fazer meu material de papelaria, seja para criar um folder para o estúdio. Já recebi ofertas espontâneas de alguns deles para refazerem meu site. Coisa aliás que estou precisando fazer urgentemente.
A coisa é tênue e precisamos andar com muito cuidado nessa corda bamba. Como o que você diz é lido por muitos iniciantes que o tem, acertadamente, como mentor devemos ter cuidado em não demonizarmos os DA e as agências. Existem os incompetentes, os aproveitadores, os crápulas, mas também existem os sérios, talentosos e éticos. Nesse mercado difuso, enevoado é mais uma precaução que temos que ter. Diferenciar os pedidos justos, aceitáveis daqueles que são abusivos e devem ser repelidos.
Parabéns pelo texto.
Clicio,
A concorrência muitas vezes desleal que existe no mercado hoje em dia, desvaloriza o trabalho de profissionais sérios, competentes e talentosos. Não só na fotografia, mas em diversas áreas.
Que tipo de parceria são estas em que um entra com o pé e o outro com a bunda?
O cliente reconhece que o seu trabalho tem valor agregado. Então, por que ele não quer pagar por isso?
Está claro que ele não sabe a diferença entre valor e preço.
O cliente NÃO tem sempre razão!
Abraços!
Sergio,
BINGO!
Não podemos e não devemos generalizar.
Mas o fato é que cada vez é mais comum nos novos profissionais de propaganda, recém saídos da faculdade e com o poder de decidir verbas nas mãos, a inexperiência no trato com fornecedores e a certeza que poderão encontrar/usar/pedir fotografias de graça.
E aí concordo com o Airton; se todos os fotógrafos disserem não, as parcerias ficam mais justas.
Há espaço para essas parcerias? Claro que sim!
Mas quando no primeiro trabalho o art-buyer já vem com o papinho “no próximo a gente compensa”, sabemos, eu e você, que não haverá próximo trabalho, mas sim um próximo fotógrafo, que vai ouvir o mesmo discurso.
Já aconteceu por demasiadas vezes para ser coincidência.
Abraços, obrigado por comentar,
Clicio
Complemento: O Afonso, do blog AF, tem um post genial sobre os 10 passos para se fugir de uma roubada.
Leitura obrigatória!
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Nem precisa dizer mais nada, vc já disse tudo!
“parceria”, na teoria teria que ser bom financeiramente pros 2 lados, o que na prática é mto diferente!
Clício, concordo plenamente. Não sou fotógrafo mas adoro a arte, “tiro” minhas fotinhas e dou alguns cursos amadores, mas sempre digo, quando sou procurado para fazer uma foto “profissional”, que deve procurar e pagar para um profissional. Mas essa “parceria” não é só para fotógrafos não, sou piloto de avião e como todo mundo sabe quase todos os pilotos voam de graça no início para ganhar hora de voo, arrisacando suas vidas numa das profissões mais arriscadas do mundo; que médico nunca recebeu alguma ligação à noite pedindo um remedinho, dizendo, não é consulta não, hein! Por isso, devemos mostrar o profissionalismo e dizer NÃO até que tudo isso seja reconhecido.
Parabéns, você me inspira não só na fotografia.
Abraço.
Acontece também com ilustradores, já cansei desse papinho de “parceria” ou melhor “uma forma de expor seu talento”. Tapinha nas costas e: “Valeu cara, você é o máximo”! Cansei.
é o que eu chamo de esquema CUPIM, o fotógrafo entra com o C# e os caras PIM! rsrsrs
Abração, como sempre muito bom e elucidativo. Obrigado pela lembrança do site!
abração e boa sorte!
Renatão (I LOVE MY JOB)
Não preciso dizer nada, você bem conhece minha posição e sabe que o quanto já passei por isso em diversas situações. Também sabe que lá no Blog há cronicas a esse respeito. Mas o que assusta é acontecer na cadeia publicitária, onde há o cliente disposto a pagar, e a agencia disposta a receber. Há até o status de pagar uma agencia badalada, uma modelo badalada mas pelo jeito está virando moda também o fotógrafo badalado, MAS DE GRAÇA…
Faço de graça, mas é cortesia minha e para quem precisa vender calendários para arrecadar fundos de associações de idosos ou de crianças carentes, já que ONGs na maioria dos casos possuem orçamentos maiores que muitas campanhas do setor publicitário. Aliás se uma empresa como a VISA se envolve criando um cartão XYZ onde algo reverte para a ONG é por que deve ser um bom negocio para ambos, *menos para o fotógrafo* que também é solicitado a dar seu trabalho sem custo em nome da causa. Será que a copa do mundo foi uma doação para o futebol africano ou é um mega negócio onde todos ganham? Abs
Clicio,
Eu estava me referindo à razão primeira da sua injúria. O fato da foto não ter sido orçada. É claro que você, eu e muitos aqui sabemos a diferença entre uma cagada e uma má fé. Já aconteceu comigo e, provavelmente com você, de, realmente, esquecerem de orçar uma foto ou ela não estar prevista inicialmente e ter que ser feita e não haver verba. Já fiz esse tipo de foto de graça para atender a um diretor de arte ou tráfego ou dono da agência (nem todas são hiper-ultra-mega, há agências pequenas) e já tive, em contrapartida, meu preço aumentado por profissionais que avisavam que a verba para foto suportava um preço maior. Se eles viessem a pedir esse tipo de ajuda uma segunda vez, aí se caracterizaria a sacanagem.
E já recusei centenas de vezes pedidos de parcerias que eram apenas sacanagem das agências. Na verdade, acho que nunca aceitei uma “parceria” ou “foto de risco”. Tenho fama de mal humorado e de ter pouco jogo de cintura no mercado.
O importante é fazer a diferença entre um pedido sincero de ajuda e uma tentativa de sacanear, se não vamos ver sempre o pessoal das agências como seres diabólicos que querem apenas chupar nossos ossos. Você foi criado, literalmente, nesse meio e sabe que não é assim.
Perniciosos são os próprios coleguinhas que aceitam essas sacanagens e praticam outras como o único intuito de ferrar com o colega e tomar seu mercado. Já cansei de ver explicações tentando justificar um preço baixo. Preço baixo é preço baixo. Não se justifica, submete-se.
Clício, seu desabafo e o comentário do Sérgio, na minha opinião se complementam perfeitamente. A realidade crua de que, principalmente agora com a democratização da fotografia e profusão de bancos de imagem baratíssimos, o ofício se tornou “um detalhe” nos orçamentos, muitas vezes com verbas (mínimas) determinadas antes do contato com o fotógrafo.
Mas sempre fará parte de qualquer profissão que seguem ligadas à arte, o “conhecer” o cliente, a confiança, o ganha ganha e o jogo de cintura. Reconhecer a hora certa de fazer concessões, é uma arte difícil e não há “nuncas” e nem “sempres”. Há ingenuidade demais de uns e malícia demais de outros. Mas parceria é reconhecimento e só funciona quando não é simples tolerância. Abraço! Mais um belo texto!
Teu comentário deste post no dia 21|03 já valeu todo o texto. “1-) Quando vc abaixa seu preço, nunca mais volta ao patamar anterior, pois o cliente acha que você está ‘roubando’.” e tomo a liberdade de acrescentar: Tanto na fotografia quanto em todos os demais negócios!
Abração
Perfeito, realmente é assim mesmo clicio, uma pena, mas é verdade, nossa profissão é desmerecida e muitas vezes nem considerada na fotografia, e isso que não sou nem fotografo, mas trabalho com fotografia, sou editor.
Realmente é uma pena, pois isso exige estudo, equipamentos, investimentos e tbm amor é claro.
É uma pena que a fotografia é visto com esse descaso, mas isso deve mudar a partir dos proprios fotografos, pois isso já parte desses profissionais prostitutos que denigrem nossa profissão. Pois acrescento mais uma étapa na sua cadeia alimentar citada: cliente>agência>mídia>gráfica>fotógrafo é o… “photoshopista”.
pois da mesma forma que os fotografos são chutados rsrsrs muitos desses voltam a chutar a outra etapa, não sei se por revolta ou conformismo, mas cansei de visitar clientes que enchiam a boca para oferecer R$600,00 a um funcionario que trabalha numa area tão técnica quanto a dele, é claro que minha resposta é igual a sua, NÃO! e complemento sinto muito, contrate um empacotador de super mercado para trabalhar nas suas imagens, nada contra os empacotadores, são ótimos profissionais muitas vezes melhores que os fotografos que sugiro que os contratem, principalmente quando me oferecem duas sacolas para que não arrebente minhas garrafas pets de 2 litros.
Uma pena, um mercado que poderia ser tão artistico, profissional e técnico, sendo levado em massa por picaretas de todos os lados em que os bons profissionais são trocados por alguem menor, menor finaceiramente, menor tecnicamente, menor profissionalmente, menor intelectualmente, uma pena, sinto muito por isso.
Por isso adimiro os poucos e bons profissionais que ainda restam, parabens a todos do nosso mercado pelos NÃOS! Continuem assim.
Gosto de gente assim, com muita opinião e coragem!
Talvez, não tomasse a mesma decisão que vc tomou por ser patife.
Estou aprendendo a não ser…
Obrigada por me fazer pensar…e refletir!
bjo grande
Cacá
Tem gente que só lembra da gente na hora “H”. Não nos valorizam como profissional e tem a cara de pau de exigir o trabalho a preço de banana ou totalmente de graça. Tenho excluído esse tipo gente oportunista como meus clientes. Pois equipamentos, dedicação e aprendizado não se acham numa lata de lixo. A resposta pra essa gente é eternamente não.
É por isso que dei um tchau pras agências de publicidade. Cansei dos diretores de arte “espertos” que adoram ligar pra pedir fotos de graça, pra concorrer em Cannes, mas no dia a dia não têm nenhum respeito pelo fotógrafo. Parabéns pela atitude Clicio, espero que cada vez mais fotógrafos tomem esta atitude.
Grande abraço,
Gilberto Meirelles
(ps: estou me associando a fototech amanhã)
Realmente, achar que fazer trabalho de graça você está ganhando é puro engano.
Quem faz isso está desonrando a classe e acabando com o mercado de trabalho.
Trabalho de graça é pra voluntariado ou pra quem eu decidir que precisa!
Amigos … amigos e negócios sempre estarão a parte.
Sua decisão foi a melhor a ser tomada.
Denuzzo…Adorei a frese, confesso que não a conhecia, mais passarei a usa-la. É sem dúvida muito boa.
Clício,
eu faria e faço o mesmo que você ! Estou aqui penando pra entrar no mercado, você sabe, mas não faço mais nada de graça pra ninguém. Confesso que já fiz muito nos meus tempos de designer gráfica e aprendi que não vale à pena. Não te dão valor e você se sente usado, muito usado, pq na maioria das vezes nem mesmo um obrigado depois você recebe. Infelizmente este mercado fotográfico ainda vai levar tempo pra mudar, mas acho que já está começando com atitudes vindas de fotógrafos experientes como você.
beijo!!!
Só um adendo – foto feita pra mim tem o mesmo valor do que uma foto a fazer. Tenho uma foto que já vendi umas 4 vezes e já perdi as contas de quantas pessoas me ligaram pra pedir pra usar a foto DE GRAÇA.
Eu já estive do outro lado, quer dizer ainda estou. Como sócio de uma agência, nunca sequer passou pela minha cabeça esse tipo de coisa… como fotógrafo, infelizmente já passei por situações semelhantes…
Clicio exelente post do Afonso, do blog AF mesmo, obrigado pela dica. Passarei por lá mais vezes!!!
O Guto tem assinado assim: “Crédito não é moeda, é direito! Respeite o fotógrafo.” (Cláudio Fett).
Faço deles, deles, nossas!
Toda profissão tem essas paradas, Clicio, a fotografia não é a única, e geralmente as profissões nas quais se realiza um esforço criativo são alvos preferenciais desse tipo de ação. Poderiam queixar-se os designers, os arquitetos, etc. Igualzinho.
Legal Clício. Acho que enquanto não tivermos atitudes como você teve (dizer não) esse tipo de situação sempre irá acontecer. Penso que ninguém compra nada sem ver e a publicidade tem a necessidade de imagens. E nós FOTÓGRAFOS fornecemos estas imagens. Portanto, nada mais JUSTO que cobrarmos.
Ps: Aos que não cobram porque pensam nessa “parceria” que um dia poderá lhe render uma futura campanha renumerada, tire o cavalinho da chuva, pode ter certeza que você não será lembrado.
Alias será sim, como o fotografo que cede/faz fotos sem cobrar.
Abraços
Claro que a resposta é não. Fui assistente do Luiz Garrido e aprendi que permuta não paga conta nem renova meu equipamento. Trabalhar de graça então, nem pensar. Comigo é no dinheiro. Adoro fotografar e ver meus clientes satisfeitos mas satisfação pessoal memso eu tenho com meu trabalho autoral e descompromissado.
Trabalhei os últimos 5 anos como editor assistente, investí uma pequena fortuna para me reequipar e voltei a fotografar ano passado. Não preciso nem falar que corto um dobrado para viver de foto nesta nova realidade. Até aula estou dando para complementar minha renda.
Clício, excelente atitude. Eu jurava que isso não acontecia em mercado grande. Até concordo que a parceria funciona para Agência-Fornecedor, mas e o cliente? O que paga a conta? Muitas vezes nem sonham.
Já aconteceu comigo uma solicitação de grego, me solicitaram umas fotos na parceria e não aceitei. Alguns dias depois quando fui tratar outro assunto com o financeiro da mesma agência, descobri por acaso que tinha uma fatura da propria agência para o mesmo cliente de uma produção de fotos por um valor bem aquém do praticado. Eu me pergunto até hoje, quem fez as fotos?
P A R C E R I A . . .
Clício, o seu texto e o do Sérgio Araújo se completam. Considerando o seu caso, eu diria o mesmo “Não”. Chega de sermos usados!
Se menos fotógrafos caíssem nesse ” conto da carochinha” , menos oportunistas teríamos nesse meio. Se houvesse mais união e conscientização dos fotógrafos, isso faria toda uma diferença…
Clicio!!! Você é o máximo! De tanto me lascar com histórias do gênero, atualmente, prefiro ser a minha própria faxineira, cozinheira, lavadeira, arrumadeira e, claro, trabalhar para mim. Melhor, impossível. Abraços, dear! Quando estiver por Perdizes, me ligue, email pra podermos tomar uma café ao vivo! Bjs
Esqueci de acrescentar. Conheço essas agências indecentes que fazem propostas igualmente indecentes. Nessa cadeia produtiva que você citou, faltou mencionar o jornalista/redator. Ele se f… igualmente, dear. Noves fora, também cansei. A última vez que ouvi uma “pataquada” do gênero, like “Você é a pessoa mais indicada para editar essa revista se ganharmos a concorrência. Ela será sua.” Detalhe: eles queriam que eu fizesse um boneco de uma revista para participar da concorrência, sem me pagar NICAS.
Sabe o que respondi, cinicamente? “Olhe, minha cara, você é tão competente quanto eu. Tem tantas qualificações quanto eu. Obrigada pelos elogios, mas estou sem tempo.”
Aliás, minha frase educada para dizer não ultimamente tem sido “Desculpe, mas não posso pegar esse trabalho. Estou sem tempo algum. Agenda lotada.” Prefiro ficar em casa, olhando pro teto, lendo um livro, na internet, no twitter, no facebook, lendo posts. Mas roubadas tais quais “parceria” ou “você tem o melhro perfil para pegar esse trabalho e vai ganhar depois”, TÔ FORA!!!!
bjs
atitude !
tem q bater de frente mesmo.
Clicio, o caminho é esse mesmo, nós temos que educar o mercado. Temos de educar nossos clientes e nós mesmos sobre o devido valor que a fotografia ocupa.
Me desculpe o paralelo, mas é um trabalho de guerrilha, as vezes tem de haver um sacrifício e de grande risco, como o que você fez com este cliente. Mas você não esta sozinho e pouco a pouco, passo a passo, vamos transformar esse conceito.
Abraços…
Clicio, sua resposta (apenas “Não”) foi de uma educação irreprensível… rs…, mas nunca é demais recordar mais uma vez a Grande Cacilda Becker: “Não me peça para dar de graça a única coisa que tenho para vender”
é isso aí, quando escuto algo semelhante tenho que engolir os impropérios que naturalmente brotam aos borbotões na minha mente entediada.
Grande abraço
Vic
Sim, sua resposta foi a única possivel.
http://www.clicio.com.br/blog/2010/chutando-cachorro-morto/
http://afdeautofoco.blogspot.com/2009/10/como-fugir-de-uma-roubada-passos-de-1.html
A resposta curta, não, claro.
Mas vc deu só essa resposta?
Por que se sou obrigado a ouvir tanta abobrinha, vou dar meu troco também.
E por mais que eles saibam, vou fazer ouvir o por que de “vc não vai ter gasto” estar tão errado. Explicaria tintim por tintim os custos do trabalho.
Ayrton, um dia eles respeitam sim. Esse será o dia em que todos agirem assim, e não houverem mais fotógrafos nascendo a cada hora, ou que pelo menos antes de ingressar no mercado estudem um pouco, e tenham alguma ética.
Enfim, acho que isso deve mudar em breve. A proliferação de artigos, blogs, vídeos sobre o assunto tem sido bastante grande. Sim, exatamente, os fotógrafos são os verdadeiros culpados. Cabe a todos nós conscientizar os fotógrafos iniciantes, através da divulgação de artigos como esse. Valeu Clicio!
Se tem uma coisa que nunca entendi é o porque de aceitar pagamento 30 dias depois. Ainda bem que não trabalho com publicidade. E o único trabalho que fiz nesse sentido, recebi antes de começar.
Quanto a minha experiência, é um pouco diferente, pois não trabalho com publicidade. Trabalho com eventos sociais, principalmente aniversário infantil e casamento. Mas recebo muitos pedidos de dicas, de câmera a comprar, de como fazer tal foto, de como corrigir isso…ainda se fosse só dos clientes ainda vai, gentileza gera gentileza, mas de gente que nunca fechou um contrato comigo, e que depois de receber a resposta/dica nem mesmo agradece…é fogo. Consultoria e curso agora só pagando, ou numa relação de troca real.
abraços
Daniel Polly
A resposta curta, não, claro.
Mas vc deu só essa resposta?
Por que se sou obrigado a ouvir tanta abobrinha, vou dar meu troco também.
E por mais que eles saibam, vou fazer ouvir o por que de “vc não vai ter gasto” estar tão errado. Explicaria tintim por
tintim os custos do trabalho.
Ayrton, um dia eles respeitam sim. Esse será o dia em que todos agirem assim, e não houverem mais fotógrafos
nascendo a cada hora, ou que pelo menos antes de ingressar no mercado estudem um pouco, e tenham alguma ética.
Enfim, acho que isso deve mudar em breve. A proliferação de artigos, blogs, vídeos sobre o assunto tem sido bastante
grande. Sim, exatamente, os fotógrafos são os verdadeiros culpados. Cabe a todos nós conscientizar os fotógrafos
iniciantes, através da divulgação de artigos como esse. Valeu Clicio!
Se tem uma coisa que nunca entendi é o porque de aceitar pagamento 30 dias depois. Ainda bem que não trabalho com
publicidade. E o único trabalho que fiz nesse sentido, recebi antes de começar.
Quanto a minha experiência, é um pouco diferente, pois não trabalho com publicidade. Trabalho com eventos sociais,
principalmente aniversário infantil e casamento. Mas recebo muitos pedidos de dicas, de câmera a comprar, de como
fazer tal foto, de como corrigir isso…ainda se fosse só dos clientes ainda vai, gentileza gera gentileza, mas de gente que
nunca fechou um contrato comigo, e que depois de receber a resposta/dica nem mesmo agradece…é fogo. Consultoria e
curso agora só pagando, ou numa relação de troca real.
abraços
Daniel Polly
Pesquisei o caso do empresário-fotógrafo-website. Bem, foi nos Estados Unidos, país onde todos processam a todos indistintamente. Ameaçar alguem com um processo é uma coisa normal. Quero ver é processar.
O Clicio é meu herói cotidiano. Mas me chamou a atenção do que disse a Mari-Jô, por termos em comum o trânsito no mundo editorial (e, no meu caso, também no do design gráfico) e vermos acontecer em TODOS esses três ramos a mesma safadeza. Transcende a atividade específica, revelando subjacente uma questão cultural, educacional, moral, relativa ao caráter coletivo do nosso povo. É um problema muito amplo.
Já tentaram me seduzir para fazer um boneco de revista para entrar em concorrência, também. No limite, é capaz de vencerem a disputa e colocarem um estagiário barato para implementar o projeto que você entregou pronto. Ou, mais normalmente, não vencem coisa alguma e desperdiçam o tempo de todos.
A conversa sobre revista de moda que troca fotos por prestígio puro é bem antiga. Mais do que passou da hora de dar nomes aos bois, não?
Ignorar a prática, resistência passiva, conformar-se, não mais! Isto é coisa para se combater abertamente, falar na cara, bater de frente.
olha, clicio, você está coberto de razão. não nos conhecemos mas eu o admiro há algumas listas atrás. e a sua militância na profissão só serve de grande inspiração ao ofício. congratulações pela teimosia! =)
Clicio,
Concordo em gênero, número e grau. Quantas vezes já não passei por isso também…
Só discordo de você quando escreve: “A década da Internet-Google, onde tudo é de todos e o preço é grátis, abriu as portas da sem-vergonhice explícita, da exploração do trabalho alheio, do império dos sem-talento.”
Acho que o buraco é mais embaixo e mais antigo.
Existe uma lógica no “tudo é de todos e o preço é grátis”. Não podemos simplificar tanto.
Mas estou contigo nesta batalha contra os oportunistas de plantão, que colocam a cenoura à nossa frente na carroça e abusam do seu poder de veto futuro para nos forçar à prostituição barata no presente…
“Em Português claro, o profissional mais pobre de toda essa cadeia produtiva cliente>agência>mídia>gráfica>fotógrafo é o…
Fotógrafo.”
Bem, Clicio, se eu for pegar as aspas do seu desabafo, acabarei pegando todo o seu texto. Minha sentença é não!
Mais: não faltaria gente para dizer sim, ou, cobrar uma merrequinha, só para não ficar de mal com a agência, não se esqueça disso. Vão-se os anéis, mas ficaram todas as mãos e a boa mente. O resto é o resto…
Pergunta para o dono da agência se ele colocaria um stent de graça no AI, para poder continuar a funcionar…
Fazer trabalho de graça, não é o problema, problema é quando o trabalho tem caráter exploratório. Há trabalhos solidários ou mesmo trabalhos que trazem visibilidade a um meio restrito ao qual o fotógrafo/artista não teria acesso direto que podem ser interessantes. Cabe ao fotógrafo discernimento para julgar.
Revistas pagam valores simbólicos, mas funcionam como uma sofisticada vitrine — principalmente as de moda/masculinas— e valorizam enormemente o cachê de um fotógrafo em concorrência publicitária. A diferença de preço é gritante entre um “famoso” e um “não famoso” com o mesmo nível de expertise. Fato.
Claro que no meio publicitário há formas de relações intrínsecas à tribo. Tem muito “rói um osso aqui, que te dou um filé ali”, mas não podemos generalizar. Tem muita gente bacana e honesta também.
No caso de proposta de entrar “no risco” de um trabalho para uma agência tentar ganhar uma concorrência, e “se ganhar a concorrência então a foto será sua”, tem que deixar explícito, por escrito, um acordo de que caso a agência ganhe a concorrência e o “cliente indicar um outro fotógrafo”, que a foto PRODUZIDA apenas para layout na concorrência será cobrada por um valor acordado de produção. “O combinado não sai caro”.
Para todos: sugiro que quando o convite for leviano, decline e use o tempo que faria um trabalho de graça para favorecer somente a terceiros, para fazer um trabalho de expressão pessoal, para você. Burilar seu estilo e reafirmar sua visão pessoal é a melhor forma de tornar-se imprescindível. E quando você torna-se imprescindível, pagam o seu valor.
O mercado esta cheio destas armadilhas, onde muitos iniciantes caem fácil e muitos profissionais ainda se submetem.
O pior é que isso acontece em todas as áreas, da publicidade ao evento social, passando pelo jornalismo (vejam este ex:http://fotocolagem.blogspot.com/2010/02/precisando-de-emprego-empresa-seleciona.html) e em outras profissões.
Parece que nosso país ainda é um país de amadores (no sentido pejorativo da palavra), pois quem faz isto com outro profissional demonstra seu amadorismo.
Todos temos que combater este tipo de pratica, que assim se tornará menos comum com o tempo.
Abraços a todos, e parabéns Clicio!
Clicio,
essa foi direto na espinha!!! abs mhm
“Ayrton, um dia eles respeitam sim. Esse será o dia em que todos agirem assim, e não houverem mais fotógrafos nascendo a cada hora, ou que pelo menos antes de ingressar no mercado estudem um pouco, e tenham alguma ética.”
Estou aprendendo a meditar… Daniel falou o que sempre falo. Imagina se amanhã resolvo fazer operação de coração. Não dá, certo? Certo.
Tenho observado os livros do Clicio, as suas aulas, seus textos; vejo a labuta árdua de inúmeros fotógrafos sérios nos front de guerra; a luta de Thales Trigo, com dedicação ensinando, cheio de cabelos brancos de passar noites em claro; dos colegas que numa hora dessas, não fizeram nenhuma refeição decente; do colega que por ventura tem um membro da família, enfermo; do colega com problema na coluna de tanto carregar quilos e quilos de equipamentos, nos campos de futebol ou no “congresso nacional”;
dos laboratoristas em plena atividade; dos tratadores de imagem em plena atividade com suas bolsas de sono sob os olhos… Enfim, há todo um envolvimento emocional, espiritual, intelectual para se chegar a um determinado nível, e alguém de uma agência rica, pede a foto de graça. Feio, isso, não é?
Eu voltei aqui, para que todos meditem sobre o grau de sacrifício que um fotógrafo do calibre do Clicio enfrenta, para chegar ao ponto em que chegou. Pois se hoje, ele tivesse que voltar a usar um filme agora, ele saberia usar tanto o pb como o diapositivo. Essa é a questão. Ele fez um apanhado geral sobre múltiplas técnicas, filosofias e outros argumentos teóricos para se posicionar de forma exemplar no mercado como um bom cirurgião.
Se Clicio bota a sua cara pra bater no terreiro de açoites das responsabilidades múltiplas que um bom fotógrafo assume no seu dia a dia, inclusive dando aula, é porque ele estudou e estuda cientificamente como um bom cirurgião fez e faz. Porque a fotografia é uma ciência vitalícia. Ler por exemplo os livros de Thales Trigo ou de Clico ou de Rosalind Krauss, requer ajuda de um mestre. Tudo deve ser debatido e redebatido. Não se trata de um passeio.
Então, este espasmo de impaludismo que assola a sociedade levando parte dela a uma loja de material fotográfico ou a uma escola de bom nível, não significa que esta parte agirá da mesma maneira que Clicio, Claudio Versiani, Sebastião Salgado, Nair Benedicto, Meca Assunção, Miro ou outros excelentes e apaixonados fotógrafos, na hora de executar uma responsabilidade de grande monta. A fotografia é um estudo científico, sim; a fotografia deve ser trabalhada com amor, sim; a fotografia é uma linguagem que deve ser repassada com sabedoria para todos entendam e se deliciem com a mesma. A fotografia, assim como a arte de inserir um stent dentro de um coração de um paciente, é mesma coisa, quando a vemos sob a ótica da seriedade máxima, sacerdotal. A fotografia é um culto e não uma curtição de burguês sem ter o que fazer, ou, não sabe como lidar com as obrigações econômicas do ano inteiro. A fotografia é uma atividade sagrada.
Se alguém souber de alguém que desistiu de “ser fotografo profissional”, depois de tudo que foi escrito acima, por favor, aceito doações ou compro a preço de galinha morta. Aproveite, quem sabe você não será um competente arquiteto ou um bom alfaiate. Afinal, todas as profissões nos leva à arte quando às exercitamos com amor e dedicação. As lentes estão caras… Hasta La vista!
Oi Clicio. Adorei o artigo.Em um asituação em que produtora e agência falharam. O mínimo do mínimo seria um certo sacrifício no bolso de ambas para poder abrir uma negociação. Estou começando a fotografar e o que vejo é uma profissão que exige aprimoramento, atualização de conhecimento e equipamento. Tecnologia não é barata. Dinheiro no meu entender é no mínimo um símbolo de valor; uma postura empresarial dessas é uma desvalorização do trabalho fotográfico como um todo. Agora; se com técnica (uma certa garantia de conhecimento) a fotografia já está sendo desvalorizada, imagine então se a fotografia passar a não ter técnica alguma? Eu acho que responderia com toda franqueza como você fez. Não é ofensivo. Aprender a dizer “não” é fundamental. Infelizmente nem sempre podemos nesse mundo cão, mas quando podemos e devemos é um aprendizado para o outro nos conhecer melhor. Um abraço.
N’outro dia me pediram para eu “emprestar a câmera” para uma captura de vídeo (uma 7D) e eu iria como assistente do diretor de fotografia na produção. De graça, é claro. Ora, se a produção tinha grana, por que não ofereceram remuneração? A desculpa era que a grana era curta, e “o próximo” serviço eu estaria dentro.
Obviamente, cobrei e não rolou o convite. Soube depois que conseguiram um empréstimo com um aluno de jornalismo que tinha uma camera. Esse cara, era “o próximo”.
Moral sobre quem é “o próximo fotógrafo” no trato dos art buyers e produtores: Ou você sacaneia “o próximo” ou o próximo é você!
Abs. Afonso.
O mais engraçado de tudo é falarem sobre regular e tratar flanelinhas como profissão, e nós fotógrafos tratados como
se estivéssemos fazendo um ato absurdo quando cobramos pro nosso trabalho. A culpa é nossa ( a categoria ). Hoje eu lí que uma certa comissão de agitadores culturais foi até Brasília, falar sobre a fotografia na cultura. Acredito que lutar pela regulamentação da profissão antes deste tipo de discurso seria mais interessante para um tratamento justo para nós. Afinal somos trabalhadores que tem que ganhar o sustento nosso e de nossas famílias. Será que eles vivem sem receber pelo trabalho?
Nem me fale disso.. Se existe algo pior do que “esse é o primeiro de outros”, “é p/ ganhar o cliente”, “é seu nome lá”, etc, o capeta guardou p/ ele. Não dá. Minha pergunta: É difícil entender que foto tem custo ou é fácil levar fotógrafo no bico????
Clicinho!
Bom de mais o seu artigo, você escreve bem prá caramba. ( É genetico???)
Só uma perguntinha, porque omitir o nome da agencia. deveria ser exposta em negrito para que todos saibam quem é quem no mercado.
Amo o seu trabalho.
Clicio!
Gostaria de publicar este seu artigo no meu novo livreto, (literatura de cordão) você permite? Agora bem baixinho no ouvido – quanto você me cobrará? Sim o titulo que eu darei será o cachorro. Prá não ser cachorrada….
Dizer que seu texto é bom é chover no molhado…
Mas eu vou tentar olhar essa questão por outro lado.
Realmente, eu concordo que o elo mais fraco de toda corrente é o fornecedor que presta um serviço (seja de qualidade ou não, não vem ao caso) mas está sozinho.
Agora, vamos imaginar que os fotógrafos fossem uma classe unida, que lutassem pelos seus direitos como profissionais que são e exigissem assim o mínimo de respeito do mercado.
Será que a coisa não seria um pouco diferente?
Sei que continuaríamos com os fotógrafos “prostitutos”, mas esse tipo de profissional existe em qualquer área de atuação.
Mas na situação em que estamos, o cliente sabe que mesmo que um de nós diga não, haverá outros trocando seu trabalho por cebola.
Respeito, a gente conquista, com união, profissionalismo e muita briga, se for o caso.
Agora o que não adianta, é passar mais uma década chorando porque nossa profissão não é reconhecida, porque os clientes pagam mal, porque agência de propaganda é a casa do capeta…
Vou mandar uma sugestão pros fabricantes de equipamentos fotográficos, lançar lenços com suas logomarcas, assim quando um fotógrafo estiver chorando e lamentando sua infeliz escolha de profissão, estará fazendo também um merchan da empresa.
Po, pensem quantos de vocês fazem parte de fotoclubes, que são talvez a primeira maneira de se unir e trocar idéias e experiências com outros fotógrafos.
Observem que de cima para baixo nessa cadeia de cliente, agência, fornecedor, os que estão sempre por cima são os que tem as classes mais unidas.
É óbvio!
Por favor, não levem a mal o que eu escrevi aqui, não quis ofender ninguém, mas eu acho que um texto como esse do Clicio, é a chance da gente repensar muita coisa.
Obrigado e um grande abraço a todos!
Rique
Oi Clicio,
Parabéns pela coragem e denúncia! Não esperaria outra postura vinda de você. Pois se nem eu que estou em início de carreira faço trabalho de graça, imagino se profissionais experientes como você topassem essas propostas indecentes, estaríamos realmente perdidos! Há pouco tempo, fiz uma brincadeira no meu blog, criando uma tabela de serviço fotografico, foi uma espécie de protesto de abusos que percebo em tão pouco tempo de profissão, veja:
http://luciaadverse.wordpress.com/2010/02/27/tabela-de-“servicos-fotograficos”/
Beijo grande, Lucia
Fico pasmo com a hipocresia….
Quantos dos que reclamam aqui ja nao cederam seu trabalho de graca o inicio de carreira??? Agora que ja tem o seu nome consolidado no restrito e pequeno mundo da fotografia, ficam aqui se colocando como injusticados e ofendidos…
Lamentavel….
Adorei a resposta! A acho que falta muita gente dar respostas como essas para as coisas mudarem.
Acho que são dificuldades inerentes ao setor de serviços no nosso país. As agências também vivem sendo bombardeadas por pedidos de favores pelos clientes. Um loguinho, um folderzinho, um empreguinho para o sobrinho….
Pode ser parte da nossa cultura da cerveja saideira, onde quem paga acha que pode tudo.
“Favorzinhos” sempre existirão. Quem se respeita diz não. Além de que tenho a impressão que as empresas respeitam mais os fornecedores que não se comportam como ovelhinhas.
Contundentemente colocado, entretanto não devemos nos esquecer que num país em que nossa profissão ainda não é regulamentada e a dos motoboys é, o nosso esforço para esses problemas serem sanados será realmente desmedido. O que fazer??? A união e organização da classe é a sáida lógica.
Clício,
Não há mais nada a dizer. O texto resume tudo. Mas, para aliviar o clima, se alguém ainda não viu, vale a pena assistir este divertido “The Vendor Client relationship – in real world …” – http://migre.me/qG6f
Grande e solidário abraço, LC
Jonas,
Lamentável talvez seja a sua postura equivocada, assim como a sua falta de “hipocresia” (sic)
Célio,
C L A R O que pode publicar, para mim uma honra!
Cobro um café mineiro, pode ser?
Isso aí! Agora é torcer, mesmo sabendo que ninguém nunca terá o mesmo olhar, para outros fotógrafos não deixarem esse tipo de situação passar. Trabalho com vídeo e o drama é o mesmo.
Crédito não paga conta.
Sergio Araujo e Andréa Câmara;
Sim, não sou homem de generalizar nada; claro que estou falando das exceções, e não do mainstream; meu pai foi um publicitário muito honrado, por exemplo, assim como meus irmãos.
Mas tenho tempo bastante de estrada para já ter visto quase tudo neste nosso ofício; e muita, muita maracutaia rola, com muita, muita gente se dando bem e incompetentes assumidos ficando muito, muito ricos.
Eu não fiquei nem rico nem feliz…
Clicio
Qtos comentários! Que lindo isso!
VAMOS CRIAR UM MOVIMENTO “#créditonaopagaconta” RESPEITO AO PROFISSIONAL DA FOTOGRAFIA
COQUETÉIS MOLOTOV EM MÃOS!!! rumo à revolução e avante!
hahahahahah
DEVEMOS SER A MUDANÇA QUE QUEREMOS VER!!!
Agora colocando a brincadeira de lado, temos q nos unir msmo, senão nunca seremos respeitados. As agências sempre vão fazer esse tipo de pedido indecente. Nós temos q valorizar nosso trabalho. Esses dias uma Assessoria de imprensa me pediu pra umas fotos do escritório (arquitetura) e do pessoal (institucional) e disse q podia pagar até 100 reais. Nem preciso falar mais nada.
#creditonaopagaconta
ps: O jonas ta de fora. rsrs
Boa tarde Clicio, entendo e concordo com a sua decisão e sua opinião. Sou publicitário e moro no interior de sp. Na minha opinião o problema é geral, por exemplo, como publicitário além de um salário mínimo e ter que conviver com o fato de disputar vaga com garotos que “sabem mexer” com “corel e photoshop” nem registro em carteira de trabalho temos por aqui, e mais, em 3 de 4 agências onde trabalhei era o único com formação. Voltando ao assunto, diariamente recebo telefonemas e emails com pedidos para realizar trabalhos de clientes que tem a cara de pau de pedir um preço camarada, pois “confiam no meu trabalho e estão me ajudando , dando uma força”, já fiz alguns trabalhos com fotos e cobrei um valor intermediário, pois não me sinto apto e nem capacitado (equipamento e técnica) para cobrar um preço “justo” por fazer este tipo de trabalho. Mas como proceder? Se não arriscar e pegar um trabalho como poderei um dia melhorar e me profissionalizar? No interior, informações, equipamentos e a falta de ética das agências e profissionais tanto de propaganda quanto de fotografia são um grande problema, polêmico e de difícil solução.
Um abraço.
Poxa..Pensei que isso só acontecia com quem está começando…Se Clicio Barroso recebe uma proposta “safada” dessas imagina nós que ainda estamos nos aventurando, acreditando em algo que muitas vezes nossos familiares tocem o naris… Que temos que provar todos os dias que podemos viver dessa profissão…gostei assim que tem que ser!!!
Clicio, está mas que na hora de os fotógrafos se unirem e criarem uma Ordem dos Fotografos do Brasil ( O.F.B ), para que pelo menos possamos nos organizar contra agências e clientes que querem no fazer de tolos na nossa própria Profissão.
Algo como acontece na Europa que para serem fotografos tem de passar por testes e seguirem regras, parecido com o que acontece na ( OAB ).
Belíssima reflexão. Faz pensar! Faz agir! Faz defender os esforços! Acima de tudo mostra coragem! Parabéns!!!!!!!
Sobreviver em qualquer profissão não é fácil, tem que ser muito bom no que faz. Se você não é bom, não se garante, acaba cedendo a esses argumentos e trabalhando de graça em busca de um reconhecimento que não virá.
A resposta é NÃO TAXATIVO.
Resposta muito bem colocada…. Não!
Estou engatinhando no mercado fotográfico e já percebi que infelizmente esse tipo de atitude é uma constante. Venho de outra área. Onde me formei, estagiei, ralei, comi o pão que o diabo amassou e as pessoas também na maioria das vezes solicitava orçamentos absurdos ou dispares como esse.
Mudei pra fotografia, pelo amor, pela disposição de trabalhar com imagem e quem sabe deixar um legado (Como você está fazendo, Clicio… Sem perceber, talvez) Tudo isso é lindo, é romântico… Mas é caro manter, é uma troca constante, uma busca constante… e lógico tem o seu valor.
O glamour e o status da fotografia, está somente nas pessoas que não trabalham com ela, que não sobrevivem dela. Infelizmente é triste saber que além de muitas vezes o trabalho não ser reconhecido, ele também não é valorizado ($$$$).
Abraços,
Excelente post.
Estou aqui de metida,realmente nao sou do métier,mas achei super válido o seu post.
Parabens!!
Tomara que ajude quanto ao simancol dos pidões..rsrsrs
Tatiana.
Fala Clicio… a verdade é q ta uma merda! rs. Ao menos 1 vez por semana recebo propostas com promessas de notório reconhecimento e gratidão eterna! Muitos inclusive discursam de uma maneira que, sem pensar, soam tentadoramente atraentes!!!! A resposta é sempre um NÃO tão enfático qnto a cara de pau do ser. Com relação aos pagamentos/prazos adotei a filosofia “stand center” depois de um calote de uma agencia de publicidade ALEMÃ prestadora de serviços pra Siemens : “Leva a mecadolia se pagá em dinheilo na hola. Se nao pagá nao leva pla casa. Sem o dinheilo non tlabalho”
Realmente é revoltante e ofensivo esse tipo de pedido.
Pedia para eles fazerem uma campanha inteira para você, que está precisando para algum curso, mas que esqueceu de colocar os custos da campanha no ar. rs
O meu erro de portugues – hipocresia – nao invalida meu pensamento e nao faz eu mudar de opiniao…
Eu nao estou aqui para concordar com tudo que e postado …continuo com a mesma opiniao, muitos renomados fotografos ja cederam muitas fotos e fizeram trabalhos sem remuneracao…e agora ficam aqui chorando….
Me faz lembrar aquelas atrizes que ja fizeram trabalhos eroticos no inicio de carreira e que agora que carregam um nome…tentam esconder esse passado…
LAMENTALVEL….
concordo com o jonas, por isso minha duvida quanto ao inicio de carreira.
É foda trabalhar de graca, eh mancada com quem já esta no mercado, eh horrivel nao se sentir valorizado e etc, mas pelo jeito sempre foi esse o caminho dos q nao estao “apadrinhados”
acho q a revolta tem q se manter apenas contra quem já esta no mercado e aceita fazer isso!
Conheço muito fotografo de casamento que faz isso, em troca de reconhecimento fazem trabalhos de graça. E alguns são bem famosos em nosso meio, e até acho que estão entre nos agora.
Você fez muito bem. É importante aprender a dizer não, aaahh se eu tivesse aprendido mais cedo nestes anos trabalhando como webdesigner. Parabéns pelo site, adoro seu trabalho.
Gosto de lembrar que os crédito não pagam a minha conta. Ninguém me dá desconto quando digo que sou o fotógrafo de tal produtora ou banda ou do que quer que seja.
Sensacional esse texto….
Clicio, Meus parabéns pela atitude.
Neste mercado muita gente ainda não sabe dizer não.
Excelente texto.
uma coisa que eu tbm “adoro” ouvir é: “Faz um ensaio de risco…se a gente gostar eu pago $X reais” ok…. e se não gostar!? quem paga modelo, make e tudo mais?
Cara, nunca passei por isso, salvo antes que não sou profissional, mas como um pai alertando seu filho esse post me deu uma noção do que pode vir a ser. Fico indignado com esse tipo de postura capitalista do tirar proveito. Isso é total menosprezo pelo talento, exacerbação da mais-valia.
Parabéns pela sua atitude… tenho aprendido muito com isso, pois, passei por uma situação semelhante, porém, aprendi por ser o bom “samaritano”.
Estou torcendo pra que em uma próxima situação semelhante você fique rico e bem feliz, rs, rs…
DEUS te abençoe e muito…
Grande abraço!
vamo botar pra funcionar “o movimento #creditonaopagacontas!” que nosso amigo “flavio melgarejo” citou..
sou muito iniciante ainda.. assim como “Fosk” que esta comecando ..
e apesar de nao ter colocado marketing em ativa ainda .. ja fiz alguns eventos e cobrei..um “cobrei” bem bonito .. por admira trabalhos como o seu Clicio .. vinicius matos .. entre outros que admiro e estou sempre olhando .. estudando e me dedicando a fazer o melhor .. tive bons resultados .. estou comecando a fotografar casamentos .. equipamento pequeno .. novo no mercado por conta disso .. coloco tudo em pauta na apresentacao do trabalho aos clientes e ali lhe passo os valores ja ouvi .. muito .. ” mais isso vai te dar bagagem para novos trabalhos” hehe
“mas nao vai pagar as contas e os gastos” eu ja logo respondo rsrs
parabens mais uma vez pelo post como sempre explendido
de aluno para mestre parabens
abraco
Tato Alves
Caramba… não sei se dá alívio em saber que ilustrador não é o único que se estrepa, ou se dá uma raiva tremenda em ver que a galera acha que todo fornecedor, independente do que fornece, é trouxa. Você fez CERTÍSSIMO. Eu também digo não sem titubear. Se o cara nunca mais voltar, problema dele: sou eu quem não quer trabalhar com gente que não respeita e valoriza meu trabalho…
Ótimo post!
Abraços!
Uma vez ao preencher “fotógrafa” no campo num cadastro de loja, o rapaz me indagou: “Que estranho! Vc ganha dinheiro “tirando” foto?”. E riu.
Só a experiência faz o profissional formar um valor de custo de trabalho digno. Com o tempo, querendo aprimorar a qualidade, ampliar o conhecimento e investir em estruturas que otimizam o trabalho, o profissional monta seu orçamento corretamente.
Nunca fiz de graça. Quando comecei, e não sabia como cobrar – por pura inexperiência – cobrava em material fotógrafico, como filmes, pacotes de revelação, material de laboratório, equipamento… E quando não me pagaram nada, foi porque tomei uma volta. E foi em agência.
Uma vez vi alguém pedindo um curso pra aprender a cobrar. Ofereceram o curso e, óbvio, cobraram por ele. Aí, quem disse que a pessoa que pediu o curso quis pagar?
Antes de ser fotógrafo, o “profissional” tem um caráter, uma índole e uma atitude. Um ser humano que tem escolhas. Assim como em qualquer outra área/profissão. Sempre haverá o que pede de graça e o que diz sim. E nessa via de mão única farão um nicho no mercado onde tudo é na parceria. E outros os seguirão. Uns pra se dar bem, outros pra entrar no mercado, e muitos por acharem que aquilo é o melhor a seguir.
Textos como o seu mostram a quem está começando, que os problemas são os mesmos, independente da sua posição no mercado. E que se precisa tomar uma postura correta desde cedo, independente da necessidade. E deve-se mantê-la. Sempre. Assim que se ganha respeito.
Beijinhos,
isso acontece muito na profissão de Design gráfico também.
Fantástico texto… e eu que pensava que somente iniciantes passavam por este tipo de desrespeito…eu tb já disse não! É falando não que educamos “pseudo-clientes” folgados… showww!!!
Clicio essa foi uma otima resposta !!! tomara que os fotografos pensem da mesma forma
Clicio, você é a luz no meu caminho, risos. Ao ler este post lembrei das inúmeras vezes que fiz e faço até hoje trabalhos deste tipo de “Graça” achando que terei algo em troca com isso ou se serei lembrado no próximo trabalho, mas nunca sou, a não ser se for para fazer de graça mais uma vez.
E aproveitando o momento, vou contar uma histórinha que aconteceu no carnaval 2010 aqui em Salvador, onde consegui um bom flagra de globais nas ruas de Salvador fazendo (algumas coisas que não vem a caso mencionar aqui) e graças a Deus era o único fotógrafo no momento do clique. Feliz da vida, fui a uma redação de um grande portal de internet do nosso planeta Terra, tentar vendar a foto.
Em uma rápida conversa com a editora chefe da redação, a mesma falou que não teria interesse algum em comprar a foto pois tinha uma agência de fotografia contratada fazendo imagens para eles e bla bla bla. Até ai tudo bem, entendo. O que achei estranho foi o pedido dela: “Mas se você quiser nos dar de graça a foto, nós colocamos o seu nome nos créditos e será exibida na página inicial do portal e etc” Eu cordialmente respondi: “Se a foto não serve para ser comprada não serve para ser dada de graça, boa tarde e passar bem”
Incrível como os fotógrafos são sempre assim, aqueles que podem fazer o serviço de graça ou que nunca estão no orçamento.
E declaro publicamente aqui para todos os colegas que “Foto de graça Não!!!” Risos e boa tarde para todos.
Clicio, sempre dou uma olhada no seu blog e a.d.o.r.o. Sou jornalista e entusiasta em fotografia. Na revista onde trabalho so escrevo mesmo, mas posso afirmar que a história que você conta nesse texto é reflexo do que anda ocorrendo no mercado mesmo. Aqui na editora chovem emails de fotográfos oferecendo “parcerias” apenas para ter o nome citado na matéria. Temos os nossos próprios fotógrafos atualmente, mas na época que nao tinha ninguém fixo aqui, a diretoria nao pensava duas vezes em aceitar tais serviços onde o custo era zero, e isso incluía trabalho de capa, editoriais e onde mais pudesse constar um trabalho parceiro…rs. Certamente sso é ruim, pois acostuma mal os empresários. Ele pensa: para que vou pagar se tem outro que me faz de graça. Infelizmente ja vi isso acontecer e, sinceramente, acho que vou continuar vendo, pois muitos empresário, seja pela falta de interesse ou pela pressa em fechar uma revista ou jornal, nao prezam pela qualidade e sequer sabem quanto custa um equipamento, o aprendizado, etc. Realmente o empresário desvaloriza o trabalho, pois o proprio profissional de fotografia desvaloriza a categoria. Claro, sem generalizar….mas q acontece aos montes, isso acontece
Não me sinto a vontade para ser chamada de fotógrafa, não me considero assim e tenho consciencia do minha longa caminhada aprendizado pela frente, talvez sinta isso por ser designer e ver entitulados “designers” a rodo por aí. Enfim, passamos pelas mesmas coisas. Assim como vc diz ali, a cadeia produtiva cliente>agência>mídia>gráfica>fotógrafo>designer (sou autonoma, nao faço parte de agencia)… e para reforçar o time das cotadas para “faz um favorzinhopra mim?” tenho amigos jornalistas que tbm passam por isso. Escrever? mas q.q um escreve. O que mais me pergunto, ainda que tenha vontade de perguntar aos mal intencionados de plantão é que se é tão facil, se é tão rapidinho, se é tão…sem custos pq vc mesmo não faz e para de me alugar e me bajular com esse papinho cheio de eufemismos que já conhecemos. Bendita educação que as vezes ainda insisto em ter…rs
Passei por uma ótima outro dia, me ligaram para fazer umas fotos pra revista. Fui, fiz e deixei pra negociar depois quando fosse entregar. Mas só depois descobri que é por “colaboração”. Bacana né? Pq não me deram essa opção de escolha de ser colaboradora ou não antes de eu fazer ou antes de entregar o cd com as fotos? Acho que não preciso dizer o nome disso né. Bom, da minha parte sei que foi tolice pra nao dizer outra coisa. Da outra parte…
Olá Mestre e Pessoal !
Estava justamente falando desse assunto com um amigo fotógrafo, ele
acabou falando desse vídeo que é a cara do que a gente vive !
http://www.youtube.com/watch?v=XRsc6CR_y3o
[]‘s a todos !
Boa…
Já que “Só você pode fazer como queremos” que paguem pelo trabalho!
Tua atitude foi elogiável, tal qual seria a minha. Esse tipo de foto se faz para campanhas sociais de alguma entidade que realmente presta um serviço comunitário sem fins lucrativos e que a nossa assinatura pesa como apoiador de peso. Acredito que estamos passando por uma certa crise profissional e de valores. O cliente da ponta não consegue mais atribuir valor a uma idéia ou a uma imagem e a responsabilidade disto tu bem falaste é daqueles que abrem mão do seu valor em busca da aprendizagem.
Professor! fazia tempo que nao lia seus textos. Cada dia aprendo mais contigo, a querer ser melhor nao só como profissa mas em tudo. Seus textos me ajudam muito, ajudam a todos (vc sabe disso). Lendo o texto achei fantastico e realista, mas sinto um melindre, uma mágua tao grande por parte de quem faz os comentarios, como se todos estivessem sendo vilipendiados pelas agencias,(e estão mesmo, em parte) Mas vc sabia, e sabe que o “layout” da fotografia publicitaria esta desfigurada e prostituida por conta de qualquer um que pode comprar equipamento, em 18x pelo pague seguro. Todo mundo pode ser fotografo sim,(é o que a Canon e a NIkon dizem rs,), é uma realidade imutavel e pode-se tornar um fotografo “fodao” se estudar o minimo, exitem muitos padroes do “belo”.
O que eu quero dizer é que, quem é fotografo hoje e quer viver dessa arte, precisa “engolir seco” que a fotografia mudou e quem nao se reinventar imediatamente em sentido ao novo e se fazer ser cobiçado, esta fadado a ser vilipendiado não só pelas agencias, mas por todos que em algum momento vao precisar de “alguem” como uma hassel na mão, ou estudio, enfim… ainda continuo afirmando, se a Patricia carta em pessoa pedir foto na faixa pro BOb, ele vai fazer, mas ele nao vai fazer pro NIzan, mesmo se ele pedir. Assim como o Nizan pedir pessoalmente pra fazer “degratis” eu vou fazer, mas nao vou fazer pro TRANSITO da agencia X que quer ser o oportunista com mais um.
MOral: Todos arriam as calças (todos mesmo) só depende de quem os corteja.
Abs Prof. Clicio.
Olá!
Pois é né! Feliz estou por não sentir sozinha em “tais” pensamentos que as vezes desenvolvo na minha mente por passar por exepriências quase que parecidas.
Me julgo “pacas” em fazer estas análises. Faz coisa de um ano para cá que comecei a dizer muitos Não! Assim o trabalho caiu, mas pelo menos não tenho stress e as vezes decepção.
Pensei – “Poxa, se você anda tão decepcionada a culpa é sua que aceita fazer tais Job´s”. Então decidi e redescobri a palavra Não!
Percebi justamente isto, pensam em toda a produção disto, daquilo e por último colocam a verba para o fotógrafo e como neste momento a verba já está altíssima…”Ahh, lança aí uma verbinha”
E neste processo todo voltei meus olhos e canalizei minha energia para projetos próprios e estou satisfeita!
E vamos a luta!!!
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This post was mentioned on Twitter by clicio: RT @clicio “Chutando cachorro morto” :: http://bit.ly/9fiqdq...
[...] Não se deixe cair em papo furado de cliente, o Clicio escreveu um texto ótimo em seu Blog http://www.clicio.com.br/blog/2010/chutando-cachorro-morto/ que vale a pena ser lido pois fala exatamente disto. Não perca o seu valioso tempo com clientes [...]