por clicio em 4 de abril, 2010
Choramingos e Nhén-nhén-nhéns

©2010 Clicio Barroso
Nesta semana tive duas experiências reveladoras, ambas com fotógrafos de casamentos; na segunda-feira fui fazer uma consultoria de workflow para um casal de profissionais em Brasília, e no sábado fui ministrar um workshop (Lightroom) de um dia para profissionais que já chegam a São Paulo para o Wedding Brasil.
O workshop, em um estúdio de locação com três grandes salas, foi simultâneo com dois outros treinamentos, e as salas estavam lotadas; dentre os participantes de todas as partes do Brasil (uns setenta, segundo minhas contas extra-oficiais), profissionais já conhecidos, donos de empresas gigantes de fotografia, fotógrafos iniciantes, e wannabes.
Um elo porém os unia; a vontade não só de aprender, mas também de serem reconhecidos como mais um integrante daquela tribo, procurando o que os americanos chamam de “sense of belonging”. Apesar da patente discrepância de níveis de conhecimento, havia uma harmonia que se manifestava nas relações interpessoais que animaram os coffee-breaks.
A consultoria, por outro lado, foi no elegante home-office/estúdio do casal, e apesar de ser primordialmente técnica acabou permitindo uma troca bastante rica de informações, análises do mercado e da psicologia nas relações cliente/fotógrafos, incluindo o detalhe mais curioso; apesar do evidente sucesso financeiro e profissional de que desfrutam, o jovem casal, com apenas quatro anos de mercado e sem possibilidades de aumentar o número de clientes por já estarem absolutamente afogados em compromissos pré-agendados, não tem a menor idéia de como isso aconteceu. O porquê do sucesso, sem planejamento, sem grandes inovações técnicas, sem um investimento consciente em marketing de massa.
O que as duas experiências me mostraram com clareza, foi exatamente o que Seth Godin explica em seu livro “Linchpin”; a era da revolução industrial definitivamente acabou. Porém parece que a ficha ainda não caiu para os fotógrafos; não conheço tribo que reclame mais do “mercado” que o fotógrafo profissional, seja ele de que categoria for:
O marqueteiro procura fazer barulho online e offline, gastando seu tempo na obsessiva e autista ciranda: “Checar e-mail, responder e-mail, checar Twitter, postar um Twitt, checar o blog, ler os comentários, responder aos comentários, checar Google analytics, se desesperar pois o gráfico caiu dois pontos em relação a duas horas atrás, reclamar disso no Facebook, aproveitar para dar parabéns aos doze “amigos de Orkut” (friendlies) que nunca viu mais gordos mas que fazem aniversário hoje, checar e-mail, etc, etc, etc..” Um infinito círculo espiralado ascendente, desesperador, improdutivo. E ele só encontra tempo para se queixar.
O conformado faz o que “o mercado pede”, ou seja, nada de criativo, nada de novo, nada de interessante. Trabalha o tempo todo, não tem trégua, e por isso não precisa pensar. Pensar costuma ser doloroso… E ele reclama que não tem espaço para ser criativo.
O revoltado odeia o sistema, é talentoso, procura sempre fazer um trabalho diferente do que todos os outros estão fazendo, mas não consegue vendê-lo; acaba levando o trabalho para o patrão do conformado, que claro, é um dos que fazem o sistema, não entende nada de vanguarda, e não o compra. O revoltado fica sempre choramingando que o seu trabalho é bom, mas ninguém reconhece.
O moderninho faz faculdade, faz especialização, cita de Kant a Flusser sem pestanejar, indica curadores, frequenta todas as platéias de simpósios, seminários, palestras e encontros, acha que o seu trabalho vai mudar o mundo. Mas depois de alguns anos de estrada o seu trabalho revolucionário está nas agências de publicidade, nas grandes editoras nacionais e internacionais, nas revistas que acabam nos consultórios dentários. Digeridos. Assimilados. E não entendem como deixaram que sua fotografia chegasse aí.
A choradeira, o desespero, tem endereço certo:
1-) O fotógrafo antigo que encarou erradamente sua profissão como sendo um ofício, almejando a perfeição, em pleno auge do “pensamento fábrica”, que é: ter produtos bons o suficiente (mas não perfeitos!) para serem consumidos, ao menor custo possível, na maior quantidade possível, e usando os trabalhadores como autômatos acéfalos e baratos, substituíveis como peças de engrenagem; o ofício artesanal é que passou a ser dispensável…
2-) O fotógrafo novo, automatizado, consciente da necessidade de ainda ser aceito como peça nesta moribunda grande fábrica em que se tornou o mundo industrializado, não se aprimora o suficiente (pois a fábrica não exige isso), se vende para o sistem estabelecido (pois desta forma se encaixa em uma das engrenagens sem chamar muita atenção, para assim se perpetuar na mediocridade) e tem consciência que o produto de seu trabalho é uma commodity, onde preço e aparência são suficientes para manter a máquina funcionando; o lucro e a felicidade são privilégios apenas dos industriais. O trabalhador versus o capital, como tem sido nos últimos dois séculos.
3-) O fotógrafo-acadêmico, instruído, teórico, dogmático, que chega ao mercado com a arrogância dos pretensiosos, imaginando que o mundo é uma sala de aula e que os clientes são os amigos, com os quais pode resolver o mais cabeludo dos problemas tomando um porre no bar da esquina, e que tudo vai ficar bem na ressaca do dia seguinte. Acaba geralmente engolido pela “mentalidade operário”, e frustrado se torna crítico, professor ou curador, deixando o mercado da fotografia para os conformados. Costuma ser uma decisão sábia.
O fato é que, como Godin afirma, estamos na era pós-industrial, e esta mentalidade patrão-operário, capital-trabalho, mercado-academia, simplesmente morreu. Não existe mais espaço. A cauda agora é longa demais, como demonstra Chris Anderson. Os preços das commodities estão tão baixos (obrigado, China!) e tão equilibrados, que não faz mais diferença comprar desta ou daquela marca.
O que nos leva ao fotógrafo; a única forma possível de se adaptar à morte do sistema-fábrica, onde jornais simplesmente não podem mais contratar fotógrafos pois estão afundando, onde fotografar casamentos e eventos sociais para “ter o registro” é se condenar à guerra suicida de preços, onde fotografar de graça para agências de propaganda parece ter se tornado uma constante, é com arte.
Fazer arte, ter paciência artesanal, ser honesto, se relacionar positivamente com as pessoas sem segundas intenções, e dar presentes.
O presente de ser alegre.
O presente de ensinar sem querer nada em troca.
O presente de fotografar sem pensar em lucro, só por gostar de fotografar, e dar as fotos de presente para quem as aprecia ou vai ficar mais feliz ao exibi-las.
Ajudar a quem precisa, informar com honestidade, pesquisar para resolver problemas. Dos outros.
Só pelo prazer.
A arte de ser diferente. De se tornar indispensável.
Quem se destaca hoje é quem produz muito, sem distrações, cumprindo os seus prazos, dentro dos seus orçamentos, dando o melhor de si e sem esperar retribuição. Mostrando sua arte, se entusiasmando com ela, sendo fiel a ela.
Foi isso que o casal de Brasília não conseguiu explicar:
Por que fazem tanto sucesso?
Porque são o futuro. Porque não pensam nem como patrões, nem como operários.
Por que simplesmente fazem o que amam, se entregam sem restrições, ficam até o final da festa com os noivos, não mandam assistentes para o casamento “só porque está no contrato”, são artistas.
O mundo não precisa mais de fábricas, nem de operários autômatos, nem de patrões gananciosos.
O mundo precisa de pessoas indispensáveis.
Update 01: O casal ao qual me refiro em meu texto, Lorena e Rafael, gentilmente postou um breve artigo em seu blog, relacionado com o que falo acima.



96 Comentários
Olá! Conheços eu trabalho atravé sda Drika. Adorie o texto, parabéns! Sou fotógrafa também. Ainda fotografo casamentos com meu sócio e namorado, como o tal casal, mas aos poucos estamos deixando de fazer. Queremos focar em outras áreas que mais gostamos, como Moda e Institucional.
nosso site http://www.barkstudio.net
Já te sigo no twitter. Beijo grande
Clicio!!!! AMEIIIIIIIIIIIIIIIIIIII seu post, poderia traduzir lo para o ingles para divulgar ele aqui no forum do Dane Sanders?
valeu!
amei mesmo
Nossa! Lindo artigo!
Meus parabéns. Seus post’s são “indispensáveis”.
Adorei! Nada a acrescentar. Apenas espero que, por ser acadêmico, não seja pré conceituado de arrogante.
Abraços,
Marcão
Clicio, simplesmente emocionante. Uma radiografia exata da mentalidade vigente e um diagnóstico preciso.
Grande abraço.
Clicio,
Parabéns pelo post!
Sucinto, claro e muito verdadeiro. Como você disse, o mundo precisa de pessoas que trazem ensinamentos sem esperar nada em troca. Que fazem pelo prazer de ajudar, como você, o Pepe e tantos outros fotógrafos que tenho “seguido” nessa vida digital.
Abraços e boa páscoa!
Denis
Sr. Clicio,
Parabéns por mais um texto muito bem estruturado e escrito. A leitura que você possui do mercado e a síntese com que consegue descrever é genial.
Abraços,
Excelente!
Caro Clício,
Minha admiração e meu respeito por você crescem a cada dia. Parabéns pela agudeza da sua análise, pela precisão com que você ataca a ferida, não como quem enfia o dedo para doer, mas como quem está comprometido com sua cura.
O post já seria perfeito só pelo último parágrafo!!
Perfeito!
Clício, ótimo texto. Uma análise simples e clara do momento atual. Parabéns
Absolutamente preciso! Estou a tempos tentando, sem sucesso, entender o porquê de vivermos a correr atrás do próprio rabo, onde está o erro, onde a espiral é cada vez menos eficiente em sua trajetória. Sua análise foi exata!
Abraço
Clicio; A razão é o fim do modelo industrial, isso não há como discordar. Mas a saída… sei lá, penso estarmoss em um vórtice onde tudo está em dissolução. Não se se há fórmulas virtuosas ou tão somente adaptações momentâneas.
Muito bom Clício! Sua análise foi precisa.
Clicio,
Mais um EXCELENTE texo como sempre…
Obrigado por dividir suas experiencias.
Um grande abraço e SUCESSO sempre.
Todas as áreas estão hoje saturadas de profissionais. Anualmente saem dos bancos das universidades infinidades de jornalistas, publicitários, engenheiros e advogados. Diz-se que na era da informação tem o poder quem detém o conhecimento. Pois eu compartilho da sua opinião. Acho que se destaca em qualquer mercado quem além do conhecimento tem atitude. Atitude para se posicionar no mercado, para se relacionar com o cliente, atitude para seguir aquilo que gosta e acredita estar certo. Acho que o casal que vc cita tem é tamente isso. Atitude de quem ama o que faz. Sempre cabe mais um em qualquer mercado. A grande questão é o tamanho que essa pessoa vai ocupar nele.
Parabéns pelo post.
“O mundo precisa de pessoas indispensáveis.”Clicio vc me fez chorar de alegria agora! Já fui taxada de utópica porque digo há anos que fotografo por paixão!!! Mas acredito nisto com todo o meu ser!!! E minha agenda ta super lotada entra ano e a sai ano. Será que este é realmente um sinal dos novos tempos? Pra mim cada cliente, cada pessoa é única e os trato como gosto de ser tratada. Acho que esse é o segredo !!! Obrigada por mais este post incrível!!!!
Te sigo há mais de 10 anos e me orgulho disso. Porque vc mantém sua hombridade, caráter, humildade e profissionalismo, independente do sucesso que faz. Outro dia mesmo comentei com um colega, que enquanto vc se estruturava com os novos Macs, muitos criticavam achando que vc estava apenas querendo se mostrar… aff… vai entender, né?
E os cães ladram…
Sobre o mercado, mantenho o que eu disse antes aqui: há clientes pra todos os prestadores de serviços. Independente de ter revolução industrial ou não. O sucesso tb é relativo.
Mas ser REALMENTE feliz no que se produz, ter paz no trabalho e viver em harmonia… aí é q está o segredo! É um privilégio de poucos. Os indispensáveis!
Beijinhos,
Muito bom Clicio. ADOREI. O mundo realmente precisa de pessoas que AMAM o que fazem. Thanks for sharing with us!
Uau! Quanta paixão depois de tanto tempo fotografando!!
Você é o cara!
Mudou nossa vida de um jeito incrível!
Mal podemos esperar pela próxima vez.
Um abraço ao nosso Gordon Ramsey da fotografia..
Grande Clicio! Sem palavras! Perfeito texto! Nem tenho nada a acrescentar. Estou no wedding…nos vemos por aqui. abraço
Maravilhoso o texto. E como disseram, o parágrafo final diz muito. Só uma consideração, talvez seja bom lembrar que as categorias não são estanques. Creio que todos tem um pouco de tudo, mas com ênfase maior em um ou outro aspecto. E o interessante é que ninguém aprende a trabalhar com amor, ter desprendimento. A pessoa é assim de “natureza” ou “criação” ou não é. E o mais interessante ainda é que o cliente percebe isso nos olhos da pessoa!
Parabéns mais uma vez!
Abraços e quem sabe nos vemos na WB.
Como professor de Engenharia de Produção e fotógrafo amador gostaria de falar que seu post é muito pertinente. Parabéns.
Que tudo!!!! Fiquei inspirada… acredito que sucesso é muito relativo e que não existe fórmula mágica! Mas quando a pessoa ama o que faz, acho que fica mais fácil…
….lol …mestre vc foi fantástico… perfect post… abs
Ah, cara, esse papo de auto ajuda é chato pra caramba. Precisa mesmo escrever um final poético desses?
O mundo não precisa de pessoas de tipo nenhum, né. Existiu sem a gente e vai continuar existindo quando todo mundo morrer.
Eu concordo com quase tudo o que você escreveu, é óbvio. E é tão óbvio que acabei achando o post totalmente dispensável.
Essa coisa das pessoas precisarem ler o óbvio para se sentirem estimuladas, sei não, mas me lembra aquele vídeo do Pedro Bial (http://www.youtube.com/watch?v=GI4oxOljwsc)
Sua fotografias são lindas, Clício. Suas fotografias e sua iniciativa em levantar discussões relevantes; mas esses últimos textos me trouxeram um gostinho de rancor velado e auto ajuda que não combina com o resto do site.
Enfim…
Um abraço.
Renan Henrique.
Não existe mais a relação dialética patrão-operário, capital-trabalho? Até onde eu saiba o Brasil é um país capitalista sim e os fotógrafos, quando não são autônomos e têm a abençoada chance de viver da arte, são submetidos SIM à uma relação exploratória. Não entendo sua contradição, uma vez que apontou que “fotografar de graça para agências de publicidade parece ter se tornado uma constante”. Se isso não é um reflexo EXPLÍCITO da contradição capital-trabalho, não sei o que seria.
O mundo precisa sim, dos indispensáveis. Contribuo com um desses caras que, mesmo morto continua indispensável: Bertolt Brecht
“Há os que lutam um dia. Estes são bons.
Há os que lutam por anos. Estes são melhores.
Há os que lutam por toda a vida. Estes são indispensáveis”.
Hasta.
Sen-sa-ci-o-nal!
Perfeito o texto!
Impressionante. O post acabou de aparecer no meu reader e olha a quantidade de comentários e tweets. Isso é que é audiência, Clício. Parabéns pelo trabalho, pelo olhar crítico sobre o olhar otimista e crítico sobre o mercado e sobretudo sobre os posts técnicos. Tem ajudado muito.
Clicio, parabéns, belo texto, reflexão indispensável.
Nossa!!!
Que paulada na testa.
Apesar de muito consciente de tudo isto, ando cansado e um pouco deprimido.
Sou entregue de corpo, alma, muita paixão e amor pela minha profissão. São 28 anos de conquistas como autônomo, que não posso reclamar.
O mercado está mais concorrido, mais difícil. A forma de relacionamento e conquistas mudaram, não posso ficar passivo com resultados positivos e elogios dos clientes. Tenho que continuar crescendo muito e sempre e rápido. Nada é estável, tudo é muito frágil e as contas não acabam.
Hoje me encontro sem estratégias, esta passividade dos resultados positivos me deixou frágil e sem objetivos definidos.
Amanhã tenho foto, como sempre serão as horas mais felizes da minha vida de trabalho, mas isto não basta, depois terei que fazer sei lá o que? Marqueteiro, conformado, revoltado, moderninho, desprendido?
Amigos, tomem cuidado! Pelo que tenho visto, isto é fácil de acontecer.
Meu primeiro passo é parar com “Choramingos e Nhén-nhén-nhéns”.
Clício, muito muito muito obrigado e desculpe pelo meu desabafo e introspecção.
Depois de ter lido seu texto, amanhã terei um dia diferente.
Parabéns e durma em paz!!!
Não sou fotógrafo, passo longe de me considerar um, apesar de me arriscar a registrar momentos interessantes de quando em vez.
Posto aqui para parabenizar seu texto, sua sensibilidade.
Sua visão explanada no seu texto se aplica não só à fotografia, mas a tudo que diga respeito a serviços.
Sou advogado e procuro fazer exatamente o que você apregoa no meu dia-a-dia, no trato com meus clientes, parceiros, etc.
O casal de Brasília, além de meu cliente, se compõe de duas pessoas que fazem parte do meu círculo de amizade (estreito, diga-se de passagem). Acompanho seu trabalho desde o início, nessa fase de fotografar casamentos, e é exatamente o cuidado que eles tem com os clientes que é o motor do sucesso que alcançaram, somado – por óbvio – à qualidade do trabalho e sensibilidade que ambos tem, cada um com sua particularidade.
Parabéns, mais uma vez, pelo seu texto.
paguei um pau
Bonito texto, romântico, filosófico e com uma visão muito particular.
A conclusão é bonita, espiritual, mas não vejo a solução por aí. Pode ser um dos muitos caminho que estão surgindo agora e pode valer somente agora, tanto para a fotografia, como para a vida. Está tudo muito confuso. Teorias “definitivas” surgem a cada 5 minutos.
Gostaria que a realidade fosse fácil e clara assim.
Sorry…
Sérgio,
Olha como você pode se deixar contaminar pelo ceticismo: fala de meu texto romântico e poético.
Porém, caro amigo, seu trabalho demonstra exatamente o contrário de suas palavras.
Não me interesso por suas fotografias de produtos publicitários, nem um pouco; uma embalagem de pasta de dentes, por mais perfeitamente iluminada que seja, será sempre… pasta de dentes. Who cares? Compro a que for mais barata.
Commodity.
Por outro lado, quando vejo o trabalho de intensa sinergia interpessoal que você mantém em seus livros de arte, interpretando e construindo um mundo imaginado junto aos artistas plásticos e escultores, me encanto. Viajo. Me teletransporto.
Quando vejo o seu livro de orquídeas, de uma delicadeza ímpar, apaixonado, apaixonante, me emociono.
Quando me deixo levar pelas abstratas águas de seu ensaio/sinfonia, sem pensar, me inspiro.
Sorry, friend, mas o seu real trabalho é a poesia fotográfica.
O sistema, a publicidade, paga as contas. Não é o seu trabalho. Felizmente.
Luiza,
Oba!
Obrigado por levantar a lebre (Páscoa, não?)!
Claro que o sistema ainda está de pé, funcionando e massacrando; claro que não some só porque eu quero que desapareça!
Mas não há contradição; enquanto a relação capital X trabalho vai implodindo, por ser inviável, todos ainda se agarram a ela, já que é o conhecido, o “seguro”; isso acaba adiando a mudança de paradigma necessária e inevitável.
É a zona de conforto em ação, o medo do desconhecido, o instinto de preservação.
Vai acabar. É uma questão de tempo.
Obrigado por comentar!
Renan,
Também acho o papo de auto ajuda chato pra caramba.
Por isso não digo em meu texto “faça isso, faça aquilo”; também não falo “eu faço asim, eu faço assado”. O que parece óbvio para você, não é tão óbvio assim para mim; aqui no blog, que é meu espaço de reflexão, preciso colocar meus pensamentos em ordem, no papel (virtual), para entender o que acontece em minha volta .
O Thales Trigo sabiamente diz: “olhe para os lados, e não para frente”.
Não tenho a clareza de pensamento que talvez você tenha, Renan, por isso preciso escrever o óbvio; apenas depois de escrito é que se torna óbvio para mim, antes não era.
De qualquer forma não há absolutamente nenhum rancor, velado ou explícito, Renan. Minha vida está muito boa, e estou tentando observar como o movimento em torno da fotografia se encaixa nesse mundo em eterna mudança.
Obrigado por comentar e por discordar; sem discórdia não há conversa.
Abraços,
Felipe,
Tem outro jeito?
Fazer qualquer coisa sem paixão é morrer aos pouquinhos.
Joelma,
Que bom que você é utópica.
Sem pessoas assim, nada de novo poderia ser criado, né?
Beijo
Ivan,
Claro está que não há soluções instantâneas; mas me parece que atitudes positivas e corajosas, mesmo que momentâneas, fazem parte da fuidez da mudança.
Como disse anteriormente, a alternativa é a paralização, a defesa da zona de conforto.
E aí, nada muda…
Vou tomar seu trabalho de fotografia como exemplo; tem técnica, tem poesia, tem cuidado, tem pensamento.
Por que não está na rua? na parede? o que falta para que você “ship the work”? Deliver it?
Nada.
Não falta nada, só depende da sua vontade. É confortável e seguro não mostrar, não se expor; é arriscado e incerto o mostrar.
Hehehe, não é pressão, é só para você refletir…
Lorena, rafael,
Eu não mudei nada; quem está mudando são vocês.
Obrigado pela visita e pelo link em seu blog!
Abraços aos dois.
Muito 10, essa realidade extrapola a fotografia e atinge todas áreas profissionais.
Seu artigo é uma radiografia admirável do que acontece!! Em Minas, o mercado de casamentos é extremamente competitivo e me atrevo a traçar um breve paralelo com a realidade local, onde encontramos os famosos tradicionais, que inovaram há algum tempo e vivem dos seus nomes que ainda ecoam. Os briguentos, anunciam promoções em comunidades de noiva, brigam por preços e insistem em vender álbuns de casamento. Vanguardistas de coisa nenhuma: acham que uma composições exóticas são suficientes para conferir um tom “artístico” as suas fotos. Há os consagrados reis do marketing com trabalhos excelentes e estrutura invejável. Mas vem surgindo aí um pessoal que trabalha com uma sinceridade incrível, que transparece nas fotos.. e que a cada casamento consegue trazer algo novo!! Se eu não puder fazer parte dessa última leva, simplesmente jogo a toalha!!!
Abraço e obrigado por compartilhar!!
Clício, foi muito bom acordar e ver que nem tudo está perdido. Sempre acreditei que fazer o correto é fazer de corpo e alma. Os meus 10 anos como fotógrafo profissional aqui em Campo Grande MS foram pautados por uma dedicação incrível e total. Oferecer o melhor sem restrições, dedicação, ir além, muito além do combinado, fazer por paixão, por amor. Obrigado, hoje o dia começa com um brilho diferente.
Alívio, felicidade.
Eu creio!
Prefiro os poucos e bons do que os milhares iguais…
É incrível ver a tradução de um monte de entrelinhas e algumas poucas linhas escritas olhando através do que se vê. Gostei muito. Como a Beta Bernardo disso, o último parágrafo dá um chacoalhão na psikè do pessoal. Muito bom mesmo!
Clício. pra variar mais um excelente post.
Um abraço
Putz , Clicio , gostei ! Realmente o mercado é isso mesmo .Fotografia no meu entender não é uma profissão como a maioria , ela só se mantem se tivermos amor , pelo que estamos fazendo , sinto isso na pele de uma forma muito forte .Por isso não podemos deixar de praticar a fotografia autoral , ela nos mantem ligados a paixão de fotografar , se não deixamos o trabalho se acomodar e fazemos de qualquer maneira .Mas o melhor poucos percebem , a fotografia é infinita sempre estaremos aprendendo .Se tivermos interesse .Abs…
Concordo, as “fábricas de fotógrafos” e os gananciosos estão perto do fim. Como sou fotógrafo de casamento, tenho a leitura de que em breve os noivos vão comprar o olhar do artista.
Pelo menos é o que espero, eu e muitos amigos fotógrafos.
Abraços e sempre ótimos posts.
Nossa, Clício!
Uma reflexão de tirar o fôlego.
Penso que “marqueteiros”, “conformados”, “revoltados” e “moderninhos” não atingiram (muitos provavelmente nunca atingirão) a maturidade da profissão, que é esta consciência do prazer.
Clicio,
excelente texto!
parabéns pela análise perfeita.
abs,
Marcus V
“Ensinar sem querer nada em troca”
Obrigado pelo presente (mais um).
Belíssimo post!
Me emocionei no final…
FOTOGRAFAR POR AMOR! acredito nisso….
vivo isso…
não é pelo dinheiro,
não é pela fama,
é por amor que fotografo…
o resto é consequência… e um dia vem…
Para me sentir realizada qdo vejo aquela imagem…
Tem coisa mais bacana que congelar momentos que não voltam?
Tem coisa mais mágica que isso?
ADOREI seu texto!
mais uma vez arrasou Clicio!
beijo super
Cacá
Sei que não sabes nem quem sou, mas putz, preciso te dizer…sou tua fã!
Clicio,
muito bom, prá variar, seu texto. Reflexões são sempre bem vindas.
Vale mais ainda quando lemos os comentários e nos aprofundamos na realidade do que se chama mercado!
Particularmente a mistura entre a fotografia com paixão somada a fotografia por dinheiro é o que me mantém. Seria difícil viver apenas por uma delas…
De resto, vamos levando.
um abraço.
Mais uma vez foi certeiro!
o texto todo é válido e nos faz parar e pensar…e pensar.
Onde estou? Onde quero chegar?Como estou e como quero chegar.
Concordo com quem disse que só último parágrafo já teria valido a pena.
Fotografar sem paixão é ser apenas mais um.
“O mundo precisa de pessoas indispensáveis”
Muitos passam despercebidos, alguns tentam ser indispensáveis com “receitas” do mercado editorial e poucos, mas felizmente presentes, se tornam indispensáveis sem saber que assim o são, porque dão sentido e acreditam em seus ofícios. É o reconhecimento da sociedade.
Gostei muito Clicio, p/ variar, como sempre que faço uma visita por aqui.
Você é sensacional. Sem mais para o momento!
Clicio magnifico texto …
acredito sim que com a Paixão,Amor pelo que se faz independente da Profissão é que faz a diferença ……..
O cliente nota quando o trabalho é feito com Prazer ….e isso se torna satisfatório para os dois lados ……Não tenho uma experiência fotografica tão grande fiz poucos trabalhos mais os que eu fiz me dei totalmente , me desliguei do resto do mundo o resultado foi muito mais do que satisfatorio e vi ali nos olhos de meus clientes que foi satisfatório pra eles tbém …
e por isso acho que o amor pelo que se faz é excencial independente da profissão
acho incrível como as pessoas se defendem do medo de mudar críticando quem muda, quem tem coração, quem não tem medo de se arriscar e fazer simplesmente pq ama…
a paixão sempre foi sinonimo de bons resultados, o amor pelo que se faz torna tudo mais prazeroso e verdadeiro, trabalho rodeado de todos os tipos de fotógrafos (trabalho numa loja de revelação) e vc ve as diferenças entre quem está lá para tirar o máximo de fotos que puder e vender pelo menor preço da concorrencia (esses são os que mais reclamam do mercado da região) e dos que pq ama fotógrafar, quem ama estar no meio de pessoas felicizes comemorando a vida e o amor, as vezes falo pros caras, “casamento é o que mais gosto de fotografar, tem mais ambientes, mais situações, mas principalmente mais emoções” e os caras dizem ta doido casamento é a maior bucha…eu não entendo o que esses estão fazendo lá então…
bom é isso ai clicio cada um corre com a perna…grande abraço e tudo de bom.
Realmente é mais fácil encontrarmos profissionais que não se dedicam o suficiente e não confiam no seu trabalho que reclamam mais do que produzem. Ótimo texto! “Se você construir, ele virá.”
vc falou e disse.
sou amigo do casal, amo eles, sao pessoas fantasticas e sao artistas de verdade,
abracao
leo
O amor pelo que se faz mais a busca pela perfeição com muito estudo se encarregam de ajudar a fazer a “seleção das espécies” num bom mercado. Se o mercado não for bom, adeus; se o mercado e nem a “espécie” prestam, é sinal de que tudo não passa de um inferno bem terrestre… Com a palavra, a conta bancária ou o estresse.
Que maravilha Clicio… com sempre vc faz pensar e de uma forma ou outra incentiva muita gente, faz sair do lugar comum…
E se tornar indispensável é o que vc consegue através do blog e do seu trabalho, que apesar de acompanhar há tão pouco tempo, já admiro imensamente.
Abraços
Caramba, Lindo mesmo. É isso que sinto e era esse o impulso que me faltava para todos. Parabens
Aqui está se formando uma nova geração de fotógrafos apaixonados pelo que fazem, e um dos “LIDERES” é você Clicio !!!
Ainda escreveremos sobre esse tempo, onde fotógrafos se tornaram amigos e não mais INIMIGOS.
Olá Clício,
Belo post, na medida certa para alertar as pessoas do sucesso que pode chegar a todos aqueles que amam o que fazem.
Forte abraço.
Muito legal Clicio!
O caminho é por aí mesmo, quem arregaça as mangas e trabalha, onde quer que seja, de corpo e alma, chega no resultado.
A vítima é que não evolui.
abs.
Realmente para viver de arte o combustível é o amor pelo que faz e a dedicação de como é feito… o que vem após “$ ” é a compensação pela forma que se faz. Os rotulados ou entusiastas o mercado “dá conta”… e “como dá”… rapidinho. Excelente post. Pouco tempo de seguidor e já sou fã deste Blog. Valeu Clicio
Para começar queria dizer duas coisas:
Primeiro: Fiquei muito lisonjeado com suas considerações pelo meu trabalho pessoal. Sua opinião é de um valor imenso para mim. Docemente constrangido, agradeço.
Segundo :elogiar seus textos, independente de concordar com as idéias expressadas. Você está ocupando um espaço de pensamento e reflexão que é pouco ocupado e que é fundamental para a discussão e compreensão da fotografia e seu papel social.
Respondendo à sua resposta e estendendo um pouco o comentário sobre o texto original.
Cético? Sim por todas as situações e equívocos que já vi e continuo vendo.
Tem jeito de não sê-lo?
A menos que você seja um otimista empedernido, quase fora da realidade, só nos resta o ceticismo nesse panorama que aí está.
O que você propõe ou deseja é uma situação que vai além da discussão de mercado de trabalho (era essa a discussão inicial, não era?). Você fala de uma atitude de vida.
O tornar-se indispensável. O tornar-se uma pessoa melhor.
Claro que desejo isso. Claro que todo mundo viveria melhor se as coisas fossem assim.
Mas são? Estão se tornando?
Sinto muito, mas não vejo assim. Vejo pessoas cada vez mais egoístas, mais voltadas para seus próprios umbigos e não poupando esforço para monopolizarem as atenções a não importa qual o preço, numa competição louca por espaço.
Você, que se encontra agora numa posição de educador e orientador tem (tem?) talvez a obrigação de ser otimista e de orientar as pessoas para esse caminho do aperfeiçoamento pessoal e de postura, antes de tudo humana, nas relações de trabalho.
Eu te parabenizo e admiro por isso, mas eu, velho cético, cansado de guerra, já perdi a esperança e vejo nas atitudes, freqüentemente arrogantes de parte das pessoas, um desconhecimento de como a máquina ainda funciona e um consequente atropelo nas relações, antes cordiais. Me dá medo quando começo a ver que o discurso humanista sério, começa a ser desvirtuado e virar um discurso de justificativa de comportamento profissional – “Não ficou tão bom, mas foi feito com muito amor ” (Brrr!!!). Esse é o perigo que vejo. As pessoas começarem a achar que bastar fazer com amor para que o sucesso esteja assegurado. Não é assim. A trilha é árdua e longa.
Se eu contrato alguém, eu prefiro um serviço bem feito, mesmo que com indiferença do que um serviço meia bomba cheio de amor.
Eu confesso que estou perdido nesse novo mercado. Vejo comportamentos elogiados como modernos e inseridos nessa nova realidade, que me dão uma tremenda vergonha alheia.
Vejo o anúncio de novos tempos, onde a saída para a profissão é o surgimento de um novo homem, um ser melhor. A saída seria, como você escreveu: ” Fazer arte, ter paciência artesanal, ser honesto, se relacionar positivamente com as pessoas sem segundas intenções, e dar presentes.
O presente de ser alegre.
O presente de ensinar sem querer nada em troca.
O presente de fotografar sem pensar em lucro, só por gostar de fotografar, e dar as fotos de presente para quem as aprecia ou vai ficar mais feliz ao exibi-las.
Ajudar a quem precisa, informar com honestidade, pesquisar para resolver problemas. Dos outros.
Só pelo prazer.
A arte de ser diferente. De se tornar indispensável. ”
Eu acho isso lindo (sério) e como gostaria de poder enxergar as coisas assim, sob essa ótica Na’vi, mas não consigo.
Repito: se a nova ordem é essa, estou perdido, deslocado, perplexo, sem entender qual seria o meu novo papel nas relações de trabalho.
Clicio, como disse no e-mail, esse assunto rende muito e minhas dúvidas são muito maiores do que as já aqui descritas e não sei se aqui seria o espaço adequado para expor dúvidas e incertezas que são minhas. Acho que já começo a ser inconveniente no uso desse seu espaço.
Respondendo ao que você comentou sobre meu trabalho, eu já estou investindo, pouco a pouco nesse mercado de arte. Não só como reprodutor e intérprete do trabalho artístico dos outros , mas como autor. Tenho algumas exposições prontas e aí volto ao velho problema para o qual não encontro resposta fácil. Como patrocinar essa entrada nesse mercado sofisticado? Tenho uma exposição que já estava com local acertado, data, tudo pronto. Resolvi chamar uma produtora profissional para botar a exposição de pé. Sabe em quanto ficaria? Em torno de 80 mil reais.
Impossível para mim. O patrocinador, ao saber desse valor, pulou fora e não rolou nada.
Tenho outros trabalhos pessoais prontos, nas gavetas, e não tenho grana para mostrá-los como eu acho que eles devam ser mostrados. Mas a coisa está caminhando.
Ao lado disso, tenho a questão maior da sobrevivência. Não tenho poupança, não tenho suporte financeiro de ninguém e nenhuma fonte de renda além de meu próprio trabalho.
Gostaria que meu trabalho fosse realmente a poesia fotográfica, mas infelizmente meu real trabalho são as fotos comerciais.
As outras são para evitar o suicídio.
abs
Uma FUNCIONÁRIA da Erickson me ligou pedindo para fazer uma foto do PRESIDENTE da EMPRESA aquí no Brasil para comunicação interna deles. Seria veiculação munidal e por tempo indeterminado. Queriam me pagar R$ 400,00. Um retrato destes não faço por menos de R$1.500,00. A funcionária deu uma engasgada quando ouviu o meu preço e insistiu dizendo que o trabalho era de mais ou menos uma hora.
Tenho mais de 20 anos de carreira, um retrato destes faço em 20 miutos. Não sou operário e não cobro por hora.
Pena que serotonina e amor não pagam as contas no fim do mês.
Para quem como eu está almejando deixar a zonade conforto patroa burocratica e se dedicar a arte e paixão fotográfica é maravilhoso ler um texto como esse!
Oi Clicio, já li duas vezes esse seu texto, muito bom viu?
voce conseguiu colocar em palavras, exatamente o que eu também sinto as vezes; e olha que estamos nesta estrada faz tempo…mas é por isso mesmo que continuo aqui, fotografando com paixão e muita ralação.
querido, estou com saudades e vamos marcar aquela aula de lightroom aqui no estudio, com a minha filha? como estão seus horarios?
olham estou com um blog no ar, bem recente, bem despretencioso, da uma olhada. fifitong.blogspot.com
bjs fifi
Gostei muito do texto!!! Mas quem dera que todas esses verdades fosem aplicadas como meio de solução pra problemas tão complexos….De qualquer forma dá pra tirar muita coisa reflexiva do texto…Bom pra pensar com certeza ele serve!!!
Caro Sérgio,
Obrigado por seu honesto depoimento; não esperava outro, vindo de quem vem.
Sou bastante otimista, cada vez mais, e acredito firmemente que a situação vai ficar mais clara e que as nossas vidas vão melhorar.
Incluindo, é claro, a sua e da Delfina.
Obrigado por refletir e por comentar, e por ser honesto.
Abração do amigo,
clicio
Querido Clício,
Não sou fotógrafa, sou apenas uma apaixonada por esta arte. Sou arquiteta e posso dizer que nossas profissões são muito semelhantes, tanto nos bons como nos maus momentos. Li seu texto duas vezes para ter a certeza da minha opinião e posso dizer que concordo plenamente com você. Muitas vezes sou apontada como uma eterna otimista e até mesmo ingênua, mas acredito fielmente que só se consegue algo fazendo por amor. Não importa qual a sua profissão, mas seja ela qual for, “tornar-se indispensável” é fazer do seu trabalho um meio de disseminar o bem e a gentileza. É ter a certeza de que o seu trabalho fez diferença na vida da outra pessoa, para melhor e isso, só se consegue com dedicação, preparo e muito carinho por você mesmo e pelo outro. Precisa saber quem você é e quais são seus pontos fortes e precisa também, saber ouvir e observar para compreender o que o outro necessita.
Você é uma destas pessoas…sabe bem quem é e sabe o que pode oferecer e oferece, sem pestanejar e com muita generosidade. Não é só esse casal, que você citou, que é o futuro…você é o futuro, justamente por estar falando sobre valores, que ainda os profissionais e o mercado, não assimilaram por completo.
Parabéns pelo texto e pela iniciativa por tocar em assunto tão polêmico.
Grande abraço
Clicio,
Gostaria de agradecer a existência do seu Blog, tutoriais e o Lightroom2 .
Na verdade sou Arquiteta apaixonada pelo mundo da fotografia, já fiz curso e pratico bastante mas nada profissionalmente, apenas um hobby que me faz muito feliz.
Desculpe se estiver sendo petulante, mas gostaria de uma dica sua!!! Qual a melhor objetiva para fotos de arquitetura de interiores? Possuo uma Nikon D60 e estou querendo investir numa objetiva para fotografar meus trabalhos, entao pesquisei a Nikkor 50mm f/1.4 e a Nikkor 35mm f/ 1.8, mas estou numa dúvida horrível será que vc poderia me ajudar? Criei coragem e perguntei!!!!
abçs,
Recife-PE
Paula,
Para arquitetura, eu compraria a 35mm 1.8, mais versátil.
Abraços e obrigado por visitar!
Muito bom seu texto Clicio, como sempre!
Todos devemos pensar nestas questões, mas o mercado anda bem problemático não só no Brasil, veja um texto do NY Times no portal Terra.
Como disse nosso amigo Carlos Hansen,
“..serotonina e amor não pagam as contas no fim do mês.”
Abraços.
Absolutamente brilhante. Lúcido. E adorei a rotina descrita dos afazeres do marqueteiro.
Thanks for sharing.
Olá, Clicio
Assistindo os podcasts fiquei com uma dúvida: qual a melhor maneira no LR de encontrar fotos que não estão no HD do meu computador (que estão em um DVD de backup, por exemplo)?
Aguardo tua resposta,
obrigada,Thais
“é com arte.
Fazer arte, ter paciência artesanal, ser honesto, se relacionar positivamente com as pessoas sem segundas intenções, e dar presentes.
O presente de ser alegre.
O presente de ensinar sem querer nada em troca.
O presente de fotografar sem pensar em lucro, só por gostar de fotografar, e dar as fotos de presente para quem as aprecia ou vai ficar mais feliz ao exibi-las.
Ajudar a quem precisa, informar com honestidade, pesquisar para resolver problemas. Dos outros.
Só pelo prazer.
A arte de ser diferente. De se tornar indispensável.
Quem se destaca hoje é quem produz muito, sem distrações, cumprindo os seus prazos, dentro dos seus orçamentos, dando o melhor de si e sem esperar retribuição. Mostrando sua arte, se entusiasmando com ela, sendo fiel a ela.
Foi isso que o casal de Brasília não conseguiu explicar:
Por que fazem tanto sucesso?”
DE LONGE O MELHOR DO BLOG!
é nisso que reside toda a felicidade, não apenas profissional, mas espiritual, física, material, enfim… tudo que felicidade puder traduzir tá ai.
PARABÉNS PELO POST!
Clicio, você poderia fazer uma ofinica intensiva sobre mercado para fotojornalistas, retratistas, fotógrafos de eventos, etc. Oooouuuu, fazer uma oficina intensiva por área. Fotojornalismo por exemplo, você poderia reunir, Dida Sampaio, Claudio Versiani, Hélio Campos Melo, Egberto Nogueira e Nair Benedicto. Pauta: como vou conseguir vender minhas fotografias a partir de agora; ou o que tenho que fazer para vender minhas fotografias – se forem boas é claro?
Por que sugiro isso? Porque quem está me campo, muitas vezes não vê a jogada que leva ao gol.
Você acha que não tem um monte de gente com bons trabalhos e não vende porque a praia dele é clicar e não sabe vender bem, nada, absolutamente, nada? Eu confio na sua capacidade de dirimir essas dúvidas. Gd abs Wank Carmo
Em tempo: mercado de arte…!!! Tái, uma boa oficina de negócio$$$$
Clicio,
Bárbara a sugestão do Wank…bárbara!!
Uma das maiores dificuldades dos profissionais que trabalham com dedicação e amor à profissão é justamente, vender o “seu” produto de forma eficaz e eficiente.
Normalmente se tem a idéia do “artista” fantástico, mas sem nenhum tostão no bolso. Esse lance de falar sobre mercado, planejamento estratégico, elaboração de um projeto e captação de recursos, marketing e principalmente, como lidar com o “consumidor pós moderno” é muito pertinente.
Se tem uma pessoa que pode juntar tudo isso em uma oficina (ou várias) é você!!
Mercado de arte? Tô dentro…onde eu faço minha inscrição?
Abraços
Graça, obirgado! Clicio, cadê você? Organiza lá pra outubro. Tá? Garanto que estarei aí. Gd abs
Depois dessa deu vontade de não trabalhar mais… rsrs é que eu não vivo de fotografia mas ganho um troco de vez em quando… mas sempre fico na vontade de abandonar o barco e cair de vez na paixão pela fotografia, mas sei que não sou tão bom (quanto alguns leigos pensam que sou) e também não engano meus clientes, mas visto a carapuça e me apresento como profissional (afinal ouvi uma vez que a diferença entre um pro e um não, é que o pro recebe pelo que faz e o não, não)…
tô divagando…
Clício querido,
lendo seu texto me lembrei de um ótimo livro que tem a mesma dinâmica do seu texto: o livro disseca as agruras do sistema que engedra a arte contemporânea, mas ao mesmo tempo cala a boca dos que reclamam.
Para entender o seu lugar (seja no mercado, seja na arte propriamente dita), é preciso entender o contexto da época. Quem entende, pare de choramingar.
Em tempo: o nome do livro é A Grande Feira, de Luciano Trigo. 90% das pessoas que leram odiaram, mas eu amei. Adivinha por quê?
Talita,
Obrigado pela dica, vou procurar o livro do Luciano Trigo; obrigado também por visitar e comentar; concordo com a necessidade de se entender o contexto dessa contemporaneidade em que vivemos.
Beijos,
Clicio
Há uma coisa que observo quando o assunto é mercado de arte e que me deixa enfurecido: panelinhas de mediocridades! Tenho visto nulidades serem abrigadas e ungidas por segmentos de arte, por motivo que desconheço, nos bastidores. Mas, entendo bem, porque um medíocre afaga a cauda do outro medíocre: a necessidade de se promover, vender e comer. Só isso! Simples!
Arte fotográfica para mim é uma boa fotografia. Exemplos: o trabalho de Cássio Vasconcellos ou as belíssimas obras de Sebastião Salgado, que fotografa o mundo, sem se arrastar no chão, ou, aos pés de galeristas ou organizadores de eventos para mostrar seu leque de mediocridades.
O nhén-nhén-nhéns de Clicio adquire fundamentação, respalda-se, quando o óbvio ululante – não tem nada haver com o “cara”- está na estratégia básica que norteia tanto o artista fotógrafo Cássio, quando Salgado: ambos estudam muito e tem uma vida profissional organizadíssima. E ele não tem tempo para reclamações…
Aconselho, que ninguém mesmo, entre numa galeria, se não tiver dentro da sua pasta, algo fenomenal. Pode até entrar, mas a não ser que já tenha a garantia de que a “panela” o receberá e abrigará seu lixo, sua efemeridade grudada em qualquer suporte, se lixo for. De pelos critérios justos, amadureça para mostrar seu trabalho. É o melhor a fazer.
Lembro-me que numa de minhas passagens por São Paulo, alguém me disse: “este seu momento decisivo, não entra na galeria tal..” Logo depois, vi uma lista de medíocres expondo dentro desta mesma galeria, em nome da febre “fotografia contemporânea”.
Pensei numa rápida reflexão: “não venderei minha alma ao diabo para fazer o gosto de quem quer que seja”. Fazer merda é fácil e tem gente que elogia. Fazer o que? Afinal, este é um mundo transgênico.
Andei vasculhando a rede e observando o trabalho captado por James Nachtwey, no Haiti. Naquele passinho que conhecemos, o cara foi já e fez uma edição primorosa. Um visionário. Um instante decisivo da desgraça alheia com particularidades únicas e primorosas, que só um eterno estudante de seus afazeres, pode executar. Um iluminado! Uma bela aula na arte de transformar o trágico numa harmonia de enquadramento, cor, luz e mensagem. Ele não necessitou de enquadramentos mirabolantes para parecer ser “contemporâneo”.
Hasta la vista!
Clício é matador. Só e simples.
Obrigado
Clicio te sigo a pouco tempo no blog etc. mas só tenho a falar mais um Parabéns pelo excelente texto o mais ja foi dito acima.ou abaixo.
Clicio esta matéria é fantástica, a mim a carapuça serviu direitinho eu me enquadrava em um desses exemplos diria que o mais reclamão, mas você me abriu os olhos e estou realmente mudando todos os meus processo e muito otimista e detalhe colocando muito mais amor nesse trabalha como nunca antes coloquei muito obrigado por você ter me ajudado e tantos outros com esse post
Grande Clicio,
Em primeiro lugar o nome desse post deveria ser: “Coloquem o capacete que lá vem pedrada”.
Texto, rápido, objetivo e direto ao ponto!!! PARABÉNS!!!
Bom, participo de uma lista de email de Vitoria-ES, onde são discutidos vários assuntos, organizamos passeios fotográficos… Gostaria de enviar seu brilhante texto para a lista.
Aguardo Resposta!!
Grabde Abraço
Marcelo Borborema
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[...] um fotógrafo que admiro muito pelo olhar afiado e pelas belas imagens que produz. Assim como o Clício falou em um ótimo texto em seu blog, o segredo é trabalhar com amor pelo que se está fazendo. E isso o Danilo tem de [...]