por clicio em 26 de abril, 2009
Phase One. Sem tratamento.
OK, só pra não dizer que não falei de flores… Quem precisa mesmo de tratamento?
Esta foi com o back Phase One, aquele mesmo que andava me pregando peças. Me lembra bastante o resultado do Kodak EPP 120, filme tÃpico de editorial de revistas. O assunto deste post é o mesmo daquele post abaixo, só mudam a luz, makeup e a câmera.
Quando a foto é mais aberta, uma luz decente já traz o que é necessário, não?
Zero de tratamento.
E quando a foto é mais “comportadinha”, com o make certinho, os publicitários reclamam menos!…
Para ver a imagem em detalhes, clique aqui!




17 Comentários
Bom, está rendendo! O Danilo, do Let’s Blogar, postou uma matéria sobre a “tendência” do não-tratamento, e agradeço a citação!
Visitem o blog dele, que é show: http://tinyurl.com/cubsec
Olá ClÃcio,
Curto fotografia, estou começando a trabalhar profissionalmente a pouco tempo e gostando muito da área! sempre ouvia falar seu nome nas aulas de foto e muito bom ter encontrado teu blog pelo twitter!
Gostei do post sobre photoshop! realmente é um assunto que está na pauta de muitos coletivos e rodas de fotógrafos!
Abraço pela iniciativa!
Acompanharei o blog!
Igo Bione
Ai, ai, Deus é Pai!
Eu que passei o fds “fotoxopando” clientes cheia de espinhas, cravos e brotoejas fiquei sonhando com um retorno ao passado vendo este Post…
Mas modelo bontinha e de pele boa também ajuda, né?
Valeu!
Clicio,
todos os detalhes preservados! Muito bom. E o Phase One funcionando direitinho ajuda bem!…rs
Como você citou, publicitário gosta mesmo é do comportado: pouca saturação, pouco contraste e o “make certinho”. DifÃcil de agradar.
abs
ClÃcio, tenho batido nesta tecla com vários amigos publicitários.
Muitos achavam que era coisa de maluco: fotógrafo defender a “imagem crua” (RAW heheheheh).
Bem, nada como o tempo para mudar tendências e alterar verdades.
Ainda estamos longe de uma fotografia publicitária mais “verdadeira” ou realista, mas acho que é uma visão que será mais valorizada cada dia que passa.
Parabéns pelos posts sobre o assunto (nem vou parabenizar teu trabalho, pq é chover no molhado).
Grande abcs e sucesso.
Realmente é um retorno (saudável) às metodologias antigas. Se dava pra fazer com cromo, por que diabos não daria pra fazer com a alta tecnologia das câmeras de hoje?
Mas, Clicio, mata uma curiosidade aqui: “Sem Photoshop” significa sem “Lightroom” também? O RAW tem que ser convertido, obviamente. O RAW precisa que se estabeleçam os parâmetros de conversão… Já que tenho que aplicar uma curva, aplico a melhor e mais adequada, certo?
Pergunto porque sei que muitos acham que isso é “Photoshop” e, certamente, estão entendendo que você está fotografando em JPG, o que eu não acho que seja o caso.
Abraços.
Geraldo,
Certamente que não! JPEG nunca!
Não faço apologia a este ou aquele programa, mas sim a uma fotografia menos dependente da pós-produção. Considero o Raw uma imagem latente, a ser revelada; o ACR, o Lightroom, o Capture One são os laboratórios, que substituem o “automático” que é o JPEG da câmera.
Eu jamais fotografo em JPEG.
Mas é claro que uso o Lightroom, o ACR e quando é preciso (e muitas vezes é preciso), o Photoshop, sem dúvida!
Parabéns Clicio pela coragem e ousadia em fazer fotos sem praticamente nenhuma edição.
Não tenho nada contra Photoshop, até uso bastante, mas é sempre bom ver fotos de pessoas como elas realmente são e não aquela coisa “fabricada” com aquela pele de boneca de cera.
Particularmente não gosto daquele estilo “playboy americana” onde as mulheres ficam todas com a mesma textura de pele, parecendo artificiais.
Um grande abraço
Médio formato e nenhuma manipulação… é o paraÃso! Para mim – e eu achava que tinha perdido esse bonde – é um alento ver o ciclo.
Mesmo em um degrau abaixo, num mundo de mentalidades e sensores bem menores, já é possÃvel ver alguns detalhes da pele e até (pasme-se) umas ruguinhas! E isso nos pôsteres das lojas de departamentos.
É bom ter uma boa notÃcia de vez em quando.
LEGAL, sem Photoshop. mas e da� a que leva essa discussão? tirando a bobageira técnica, o que a foto quer passar? que história ela conta?
francamente…
Há poucos dias, Leo Caobelli me mostrou uma imagem dele (em RAW) antes do tratamento e falei: “Tá legal, tá parecendo aqueles negativos coloridos…”
E tava legal mesmo. A tratada (bem pouco, só o básico) estava muito melhor, é claro.
Achei engraçado você citar a coisa do filme. Lembrei na hora.
Com falaram aà em cima uma modelo bonita com pele boa realmente ajuda, mas uma coisa que eu sempre defendi é fotografar corretamente, pensando em ter a exposição correta, o brilho no lugar que deve estar e tudo o mais. Não suportoa fotografia preguiçosa de quem quer resolver tudo no Photoshop.
No meu trabalho muitas vezes me deparo com prazos curtos, acabo fraquejando na luz e resolvendo na pós.
Médio formato digital é o paraiso. Trabalho diariamente com uma Hasselblad H3DII e acho fenomenal, mas o workflow…
Parabéns pelo trabalho ClÃcio.
Só eu que achei a calcinha destoante de todo o conjunto? Biker-grandma style? Muita atitude pra pouca lingerie! Fora o detalhe, curti todo o resto. congrats! [ ]s ig
Mas Ig,
a foto é *exatamente* a lingerie!
O projeto é fotografar as meninas do jeito que elas chegam no estúdio, ou do jeito que saem. As vezes sem maquiagem, as vezes com a maquiagem já borrada, as vezes com alguma peça de produçao que acabam ganhando. Neste caso, a Ellen chegou e a roupa (dela) forma um conjunto dissonante com a lingerie (dela), o que torna tudo mais interessante.
Abraços, e obrigado pela visita!
Pergunto: ela escolheu a pose?
Essa questão da pose penso ser bem interessante, porque ao escolherem suas poses as pessoas encenam a idéia que têm de si mesmas.
Ivan,
Sim, ela “interpretou” a si mesma.
Estou entrando em uma fase de “não-direção”, onde as pessoas tentam ser elas mesmas (ou melhor, mostrando para a câmera uma imagem que querem projetar, ou que “pensam” ser elas mesmas; como se isso fosse possÃvel…).
De qualquer forma, ela literalmente “vestiu a roupa” que estava usando…
Abraços!
Clicio.
Ressucitei o assunto, porque as vezes bato de frente comigo mesmo por achar que nada deve ter direção, não só as fotos de estúdio, mas sempre vejo cada vez mais as pessoas produzindo as fotos, o ambiente, as pessoas… Enfim, será que eu estou certo ou isso (o não-dirigir) é somente uma forma alternativa de se sair do lugar comum?
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