por clicio em 19 de novembro, 2009
Para onde caminha a Fotografia?
“Para onde caminha” foi originalmente publicado na revista Photo Magazine.
O surgimento da tecnologia digital consolidou definitivamente a inevitável popularização da fotografia, hoje presente em aparelhos multifuncionais como os smartphones, permitindo que virtualmente qualquer um possa se tornar fotógrafo. E aí nasce o problema; como qualquer um pode, todos acham que o são.Por outro lado, para muitos a fotografia massificada não é problema, e sim solução. Explico; a indústria fotográfica global continua se expandindo, as vendas não param de crescer, novos grandes negócios relacionados a fotografia surgem todos os dias, como softwares específicos, impressoras e data-centers; os serviços também vão muito bem, obrigado; é só ver o que está acontecendo com os fotolivros, scrapbooks e fotoprodutos, por exemplo. A tecnologia permite câmeras cada vez mais espertas, com o reconhecimento de faces ou de sorrisos; errar a exposição de uma foto é hoje praticamente impossível. A chamada “banalização” da fotografia pode ter sido fator de dificuldade para o fotógrafo profissional, mas de modo algum foi ruim para a fotografia.Para o usuário comum, quanto mais gente usando tecnologia fotográfica melhor, pois desta forma a concorrência entre os produtores de equipamentos e insumos faz com que os preços caiam e estes se tornem acessíveis a curto prazo, estimulando a pesquisa de novos produtos e o aprimoramento daqueles já existentes.Isso posto, vamos aos fotógrafos profissionais, que tanto reclamam da massificação das imagens.
A idéia errônea que a fotografia profissional esteja agonizante é apenas fruto da desinformação e falta de estratégia daqueles que inutilmente reclamam. Nunca a fotografia foi tão requisitada quanto agora; as publicações impressas e eletrônicas se multiplicaram, a necessidade de novas imagens é uma demanda constante, o fotógrafo tem hoje uma evidência impensável há alguns anos, muitos com status de verdadeiras celebridades. Sim, admitindo-se que o número de fotógrafos também se multiplicou, parece que a concorrência é maior, mas essa impressão se torna falsa quando confrontada com a verdadeira essência da fotografia profissional, que é a qualidade. Poucos conseguem entregar trabalhos com a qualidade exigida na fotografia comercial simplesmente porque para se alcançar este nível é preciso estrutura, não apenas física (espaço adequado, equipamentos de ponta) mas também comercial (empresa aberta e legalizada, impostos pagos), e pessoal (formação acadêmica e prática, estudo constante, visão de futuro). Quem imagina que vai se destacar nesse mercado cada vez mais competitivo somente com seu “olhar” ou sua “arte”, está fadado ao fracasso.
Segmentando as categorias que mais reclamam, notamos que:
1-) Muitos dos publicitários, que antes eram considerados o topo da pirâmide social da fotografia comercial, apesar de rápidos em migrar para a tecnologia digital, se ressentem da falta de adaptação às novas mídias, e não conseguem a mobilidade necessária para utilizar as novas ferramentas de marketing eletrônico adequadamente. Outros não admitem a perda de status para profissionais que anteriormente eram a base da pirâmide, mas hoje são os que mais faturam e melhor se promovem. E outros, infelizmente, demoraram muito para perceber a radical mudança de paradigmas imposta pelo digital, e foram atropelados por ela.
Paradoxalmente porém, a fotografia publicitária continua pagando clicks com números de seis dígitos àqueles que souberam aproveitar o momentum e se adaptaram mais rapidamente, integrando 3D, ilustração e tratamento de imagens ao seu arsenal digital. Esses estão muito bem, obrigado. Há também os que montaram fábricas de imagem, para atender aos clientes de varejo. Contanto que se garanta uma carteira de clientes razoável (quem tem um, não tem nenhum), é tiro certo, apesar de não exigir criatividade nem possuir glamour. Mas é “big business”.
2-) A maioria dos fotógrafos editoriais de revistas se queixam que as grandes reportagens e viagens simplesmente acabaram. Que o que se paga por página ou por saída é ridículo. Que a concorrência com os bancos de imagens é desleal.
Sim, aquelas viagens subsidiadas pelas editoras, os “trens da alegria” dos anos 80/90 realmente acabaram. Mas tem muita gente boa que continua produzindo e publicando; Ig e Louise do LostArt, o Izan Peterle, o Luciano Candisani. A diferença é que a forma de negociar mudou; ao invés de passivamente esperar ser chamado para a matéria, estes fotógrafos ativamente propõe as pautas das matérias, muitas vezes arriscando ao produzir ensaios durante suas viagens pessoais. Despertam o desejo de compra dos editores. Conseguem preços melhores. Se a matéria não emplaca, enviam o material aos bons bancos de imagens. Fazem exposições. Publicam livros. Não ficam sentados esperando o telefone tocar…
Quanto aos fotógrafos de moda/beleza, a compreensão de que não basta ser bom fotógrafo, mas também entender de moda, psicologia, sociedade, direção, cinema e arte acaba afastando os mais novos de uma área que na verdade dá muito trabalho e quase nenhum glamour; não basta ser fotógrafo de book ou de desfiles para ser fotógrafo de moda editorial. Quando as limitações se tornam aparentes, os menos persistentes desistem, aumentando a legião das vozes descontentes.
3-) Os fotojornalistas e ensaístas documentais de sucesso hoje, ou são ou serão multimídia. A convergência da fotografia estática com a imagem em movimento já é realidade nas novas câmeras fotográficas que também gravam vídeos em FullHD; e como vídeo pressupõe som, roteiro, edição e divulgação on-line, o que é impossível de se fazer sozinho (comercialmente), uma equipe para que se dividam as tarefas é necessária. Quem sai com vantagens, nesse caso, são os coletivos fotográficos como o Garapa e a Cia de Foto; além do domínio da tecnologia aliado à formação acadêmica, as várias cabeças pensantes acabam conseguindo soluções mais inteligentes para problemas fotográficos complicados, e contam as histórias que precisam ser contadas com mais abrangência, muitas vezes transmitindo imagens e vídeos em “real time”, pela Internet.
4-) Por fim, o chamado “fotógrafo social”, que envolve desde o amador que faz um bico no fim de semana até as grandes empresas de fotos de formatura, são 85% dos profissionais de fotografia no Brasil. Dentro deste universo, a fotografia de casamento é a que mais cresceu e se renovou, transformando uma classe antes desprezada em topo da escala. Cobra-se muito bem. Equipes são dirigidas com os mais modernos aparatos tecnológicos. Técnicas de marketing, vendas, fidelização e branding são usadas com maestria. O antigo “casamenteiro” deu lugar a um novo profissional que viaja muito, é internacional, culto e tem visão empresarial dinâmica. Um bom exemplo é do mineiro Vinicius Matos, que já estendeu sua área de atuação para a América Latina, fotografando e ministrando workshops sobre fotografia de casamentos em vários países.
Em todas as categorias, o pressuposto é que o fotógrafo atuante tenha completo domínio de pré e pós produção digital, e que produza regularmente trabalhos pessoais, o que sempre resulta em subsídios importantes para a melhoria do trabalho comercial.
A conclusão é clara.
O romantismo idealizado do fotógrafo solitário, desplugado, artista e senhor das técnicas ocultas está ultrapassado, desmoralizado e foi substituído por quem está disposto a trabalhar colaborativamente, que conhece e utiliza todo o poder imediato de disseminação viral permitido pela Internet, que entende perfeitamente o trinômio técnica+criatividade+marketing e que sabe cobrar o preço justo pelo seu trabalho.
O resto é história.
Update 01: Este artigo está diretamente relacionado ao “Equivocos do aprendizado fotográfico.”
Update 02: Danilo Siqueira também está discutindo o assunto em seu “Let’s Blogar”
Update 03: E o Versiani barcelonamente publicou no seu vital Pictura Pixel...
Update 04: E o Izan generosamente republicou no blog da NatGeo, obrigado!
Update 05: Assim como o Vinicius Matos, citado no post original.









51 Comentários
É essa a nova realidade do mercado, e quem ficar parado está fadado ao fracasso.
Clicio;
Seu artigo é tão correto que é até difícil comentá-lo. Ele diz aquilo que é óbvio, sem isso ser desmerecimento do artigo, ao contrário, porque enxergar o óbvio é a mais difícil das missões da Razão. Eu mesmo procuro desesperadamente ser óbvio, nem sempre conseguindo por me faltar clareza de pensamento. Depois de dito, é fácil concordar, mas alguém tem de dizer.
O fato é que houve, aqui usando um jargão marxista, uma grande transformação nos meios de produção, criando novas relações de produção, novas formas de trabalhar, etc. Não sendo fotógrafo profissional, observo nas listas e fóruns a agonia dos que são profissionais, e a olho como você bem descreve, como uma agonia de inadaptação mais do que de falta de oportunidades.
Nossa sociedade, pós-industrial, é uma sociedade na qual consumidores demandam serviços. O setor de serviços é o mais dinâmico, pois atendidas as demandas dos bens industriais que são internacionalizados (isto é, tanto faz comprar um amplificador aqui ou na China -eu mesmo acabei de comprar um na China), os serviços são específicos, são resultado de uma interação especial entre o prestador e o cliente.
E o homem comum deseja construir sobre si mesmo uma memorabilia, uma história gloriosa de si mesmo, daí a explosão da demanda de registro de eventos. Hoje em dia, diferentemente da época em que fomos crianças, qualquer data é comemorada com festas produzidas, registrada em fotografias, filmes, etc.
Vivemos em um mundo que enriquece em termos de bens e renda, então o fornecimento de serviços é puxado por isso. Fotografia é um serviço exclusivo (nos campos de atendimento pessoal).
Grande abraço,
Ivan
PS: mudou de blog?
Clicio,
Artigo simplesmente indispensável!
Gracias mais uma vez.
Já tinha visto o texto impresso e este vêm se alinhar com meus pensamentos a respeito da fotografia atual. Não podemos ficar aguardando o telefone tocar, devemos provocar o mercado que precisa do que fazemos e devemos faze-lo de forma direta e objetiva para gerar resultado.
Parabéns e obrigado por expressar sua forma de ver.
Abraços
Ivan,
Obrigado por comentar.
Sim, a espetacularização das nossas comemorações, mesmo as mais íntimas, é razão suficiente para um post específico; e a tentativa de inserir-se na história a qualquer custo faz parte do processo (ou é a finalidade do processo, em muitos casos)!
Quanto ao blog, sim, mudei de endereço e peço a todos que ATUALIZEM os bookmarks e o RSS, para continuar recebendo as atualizações.
Abraços,
Clicio
Pepe,
Sei que este também é o seu modo de pensar, e sei que costuma bater nessa tecla em seus artigos no blog; obrigado por comentar!
Blog do Pepe: http://pepemelega.wordpress.com/
.
Hoje não basta mais o profissional ser apenas artista ou marketeiro. Trabalhar os dois lados é requisito obrigatório.
Assim como toda empresa, o fotógrafo dever ser empreendedor, inovador. O fotógrafo deve pensar fora da caixa para ser bem sucedido, e não apenas em relação a fotografia em si, mas ao seu produto.
Os artistas solitários que não pensarem em suas fotos como produto, dificilmente terão sucesso profissional nessa nova realidade.
nossa Clicio, acabei de enviar este artigo para amigos da area!
e, com muita sinceridade, me vejo aí no meio desta confusao!
obrigado, o texto nos faz crescer!
bj
Kika
Grande Clício,
Parabéns pela clareza com que percebe o momento atual da fotografia. Concordo com tudo o que escreveu.
Forte abraço,
Marcos Felice
Como bem disse o Ivan, é até difícil comentar. Não é uma exclusividade da área fotográfica, o mundo acelerou, os espaços diminuíram e o conhecimento das áreas convergiu.
Fotógrafos, precisam se reinventar, e não somente olhar pela objetiva… Caras como o Anderson, Vinícius, enxergam que a fotografia funciona se criarem os meios para propagarem sua arte… a arte sem o público, não funciona, fica vazia. Dentre tantas novidades é necessário ser melhor, não só profissionalmente, mas pessoas melhores… compartilhar mais.
Bom mesmo é ter profissionais como você Clicio, que nos norteia.
Clicio,
muito interessante o texto e fiquei bastante curioso qdo vc fala : “A convergência da fotografia estática com a imagem em movimento já é realidade nas novas câmeras fotográficas”, não tinha observado por este lado (pensava em apenas mais um apelo de venda p as câmeras)… a mudança tá muito rápida .. Abraços
Clicio, meu querido. Faço minhas as belas frases de Ivan, Pepe, Marcos, Primo e demais. Nada como ser óbvio com classe. Fundamental para os dias de hoje. Outro dia ouvi, in loco, de Claudio Versiani o seguinte: “Todos podem ser fotógrafos. Todos podem ser jornalistas. Todos podem produzir notícia. Mas o filtro é que os diferenciará”. That’s it, dear friend.
Beijos digitais,
Mari-Jô Zilveti
P.S. Em breve, te conto uma surpresa que virá por aí. Ah, salve a fotografia e os fotógrafos, em especial, cujas imagens você as colocou neste artigo: Lost Art, Cia de Foto, Garapa, Vinicius Matos. Foto é foto. Parafraseando Versiani, o resto é história.
Caro Clicio,
muito bom o seu artigo e muita boa essa discussão que por sinal é interminável. Para ficar na minha área, acredito que não existe crise no fotojornalismo, a crise é dos veículos de comunicação. A cada dia os jornais e revistas perdem leitores, anunciantes e receita. Parece que no Brasil ainda estamos por descobrir a internet. Os portais brasileiros são extensões dos impressos ou quase sempre são. Assim não irão conseguir muita coisa.
A rede é um mundo sem limites. O Denver Post investiu 27 meses para contar a história de um jovem americano que virou soldado. Essa semana o El País publicou uma matéria sobre “as crianças do mundo”. Foram 6 meses de reportagem. Está na rede para todo o sempre.
A “banalização” da fotografia também trouxe muito lixo fotográfico para as nossas telas. Mas felizmente o contra-ponto existe e fotógrafos de verdade estão a um click, basta navegar um pouquinho.
Compartilhar é o conceito!
Paro por aqui. Mas antes quero dizer que adotei essa sua frase…
E aí nasce o problema; como qualquer um pode, todos acham que o são.
Ab.
Acho que esta reflexão vale não só para a fotografia, mas para várias outras atividades, como o próprio jornalismo. Por um lado é ruim: cada vez é mais difícil se estabilizar. Por outro lado, é bom: cada vez mais os profissionais estão se qualificando. Porque seguem em frente os que buscam se auto aperfeiçoar. É uma nova geração, que precisa ser mais comprometida com sua própria capacidade de trabalho.
Seu artigo é otimista e agradável de ler, mas…
Minha sobrinha, estudante de Comunicação, tem um amigo gerente de uma agência conhecida em BH que a chamou para fazer um catálogo de produtos. Ela recebeu três reais por cada produto fotografado com uma compácta digital. Isso é um fato que está acontecendo em grande escala e em todos os gêneros fotográficos.
Ficou evidente no artigo e é óbvio pra todos nós, que a popularidade e banalização da fotografia, favorece aos profissionais que comercializam produtos fotográficos que se tornaram de grande consumação. Quanto aos artistas, não foi diferente no passado e não está sendo agora, continuam “marginalizados”.
Tudo de bom !
Este se não foi o melhor, é um dos melhores textos já escritos sobre a fotografia nos dias de hoje.
Clicio… Parabéns
JP
Clicio.
Posts como esse são de extrema importância para o crescimento daqueles que estão a pouco tempo nesse mercado, eu sou um deles.
Eu tenho feito de tudo para não sofrer de uma aprendizagem perdida e os seus ensinamentos me ajudam muito. Eu tive a honra também de ter tido algumas aulas com alguns integrantes da Cia e do Garapa. Graças a isso e mais um pouco eu consegui ingressar no mercado fotográfico como fotógrafo e tratador de imagens.
Obrigado por fazer a diferença, isso interfere diretamente no trabalho daqueles que buscam sempe algo a mais.
Abraços
Clício,
Felicidades no novo blog, pelo visto o início foi bom!!!!
Clício, muito bacana o texto. Sempre acreditei que quem “busca” chega lá. Oportunidades sempre existirão, e sempre exigirão criatividade, mobilidade e o mais importante: muito suor, portanto, é pra quem esta disposto a se sacrificar um pouco mais do que o normal.
Clicio,
Essa foi a melhor tradução do que eu pensava e não sabia como falar e você soube escrever perfeitamente. Além de excelente fotógrafo, és excelente mestre da fotografia, escreve tão bem e ainda uma pessoa de qualidades extremamente admiráveis.
Parabens pelo texto e pelo novo blog!
Produzimos conteudo independente há 16 anos como forma de expressão pessoal. Aprendemos cedo que os melhores projetos que fizemos partiram da nossa iniciativa, e desde sempre investimos tudo o que faturamos em nossa produção pessoal. É um estilo de vida para nós. Para outros, apenas uma profissão. Questão de escolha. Respeitamos todas.
[ ]s
iglou
Boa noite Clicio. Excelente artigo. Parabéns pelo novo blog, o visual está moderno e atraente. Desejo muito sucesso nessa nova fase. Um forte abraço, Fernando Rabelo.
Clicio,
Muito Bom ver, ler essas palavras. como disse o Ivan “porque enxergar o óbvio é a mais difícil das missões da Razão”. Estou, como alguns, passando por esse momento de transição e busca de uma nova inserção do meu trabalho. Já li várias vezes o seu artigo.
Obrigado
Lost Art é uma espécie de vitamina quando o assunto é empreendedorismo. Mas é também um bom exemplo de fotografia séria e desprovida de camadas de artificalismos. Clique seco!
Antigamente achava que seria contratado. Ainda bem que essa ilusão se foi, e bem cedo.
Clício
Excelente artigo, traduzindo muito bem a realidade dos dias de hoje. Revisar conceitos faz parte de um mundo em transformação. Coloquei um link lá no blog (www.andrenery.com.br).
Um abraço
André
Clício,
Muito bom este seu artigo, isto vem só a retificar o que penso. Acabei de enviar um link para a lista do Ifoto (Fortaleza) e postei um tópico na comunidade Arte da Fotografia no Ceará.
Querido,
Seu blog ficou ainda melhor!
Parabéns pelo post, assunto bem atual e interessante à todas as áreas da fotografia.
Vou mandar o link para o Izan, com certeza ele vai gostar de ler também!
Beijo grande, Lucia
Como faço para ganhar uma carinha com minha foto? rsrsrsrs….
Boa Clício! Da mesma forma, nem só de divulgação e MKT vive um fotógrafo! Muito bom seu texto.
Abraços
Muito verdadeiro…. realista a atualidade que vivemos!!
Parabéns Clicio pelo grande trabalho que vc realiza para a Fotografia e pelos Profissionais que vivem do Olhar, da Sensibilidade e da Tecnologia. Abraço e Sucesso Sempre!!! Marcos
Ola Clicio!
Parabéns pela matéria!
O acesso à arte amplia a visão e a oportunidade revela talentos.
Gostei!
Clício, parabéns pelo artigo. Pontua a realidade do mercado e demonstra maestria na sua crítica.
Belo visual do Blog, Clicio! É sempre bom mudar, como sempre voce dissecando com bisturi afiado as idiosincrasias da profissão. Este texto funciona como um farol orientando os navegantes neste oceano conturbado de mudanças tecnólogicas que exigem novas e criativas posturas.
Obrigado
Vicente
Acho que vale a pena mencionar também um mercado que está crescendo muito no ramo que é o ensino da fotografia. Sinto que cada vez mais aqueles que não pretendem ser profissionais querem dominar mais a linguagem e não somente a técnica. É um bom mercado para os bons profissionais que possuem didática. E mesmo para quem já trabalha com fotografia sente que o aprendizado tem que ser constante e passa cada vez mais a fazer cursos de especialização e workshops.
Bom artigo, Clício.
Caro amigo Clicio. Agradeço o generoso comentário que faz ao trabalho que realizo. Tuas colocações são precisas, fazes um verdadeiro “retrato” desse novo panorama da fotografia brasileira. Vc sempre foi um apóstolo da tecnologia digital, fostes um dos primeiros a disseminar e democratizar o conhecimento dessas novas práticas. Esse artigo é um guia para aquelas pessoas, são muitas diga-se de passagem, que buscam uma luz a respeito desse admirável mundo novo, especialmente desse aspecto profissional a que vc se refere. Digo isso com conhecimento de causa, tuas palavras respondem a muitas das perguntas formuladas pelos participantes de meus cursos e workshops, vou recomendar a todos que leiam esse artigo. Grande abraço.
Muito bom este texto. Sinto muita dificuldade em lutar contra este estado de coisas, mesmo os projectos pessoais que faço, embora possam ser finalizados na forma de livro, não sinto que haja interesse suficiente para justificar o esforço e o tempo gasto. Questiono muito se este publicar na net não será o novo “publicar para a gaveta”.
Clício e &,
Este é um retrato perfeito da profissão, incluindo os comentários acima. Uma boa reflexão para todos nós – e especilamente para coleguinhas fotojornalistas, que ainda estão trabalhando sob as velhas regras da CLT, mas estão morrendo e não sabem.
Abraços,
Marcos Issa
Uma análise com a precisão de um bisturi a laser nas mãos de um neurocirurgião. E parabéns pelo visual do blog Clicio, gostei muito!
Grande abraço
Vic
Vic, Mario, Marcos, Izan et al:
Obrigado pelas visitas e pelos comentários. O blog é feitom para isso, para que possamos discutir fotografia.
Parabéns Clício (meio tardio, sorry) dificil acrescentar algo não?
Sugiro aos interessados em aprofundar o assunto, a leitura de “You Press the Button, We Do the Rest”:
WHAT DIGITAL CAMERA MAKERS CAN LEARN FROM GEORGE EASTMAN
BY JOHN STEELE GORDON
Abraços!
Juan,
É um prazer receber sua visita, e ver que sempre, sempre tem algo útil a acrescentar.

Obrigado pela indicação do livro!
Clicio
Parabéns pela matéria Clicio. Como sempre suas dicas são fundamentais para nós que vivemos de fotografia. É sempre bom termos pessoas que compartilham o que sabem, ajudando outros a crescer.
obrigado
O que mais me chama atenção nisso tudo, na discussão, no bojo da questão é: ela caminha!
Já que se falou em marxismo nos comentários, vamos a poesia dele: Em uma apresentação no estádio nacional de beisebol de Havana, um telão foi colocado e nele foi projetada uma animação digital do Che.
Uma criança que nunca tinha visto Ernesto Guevara fora das fotos PB espalhadas pela ilha, olha para o pai e diz: “Mira papa, el che respira!”
Uma foto pode ser movimento, uma foto pode ser coletiva, uma foto pode ser tudo que ela quiser, pois como bem me lembrou um tweet seu hj pela manhã, Mr. Adams já dizia: “Não existem regras para boas fotos, apenas existem boas fotos”.
Que momento esse no qual estamos hein?!!!!
Perceber que nossa produção é viva, plural, interconectada e pensante!
E o melhor disso tudo é poder compartilhar essa vida com tante gente boa nesse caminho.
Obrigado pelo texto, pela citação e por tantas trocas nesses anos de convívio!
Clício e Galera,
Parabéns pelo relato de nossa profissão e arte.
Certa vez, durante uma pauta, ouvi que a grande revolucao da fotografia, nao foi o digital, mas a Internet.
Entrei na fotografia bem nesta transição , e o mercado me obrigou a me “multimidializar”. Estudar programas de edicao, FTP, redigir uma boa legenda, me pautar nas viagens , participar de blogs…
Quanto a questao da banalizao de imagens, é uma coisa seria, estamos banalizando tudo : da morte no haiti a festinha de crianca . Para que tanta foto?
Temos que ensinar os nossos clientes que agora tambem sao fotografos a ler um pouco mais de fotografia, indicando blogs, sites , revistas, etc .
Para que eles nao comentam a gafe de tentar nos ensinar a fotografar o evento que fomos por eles designados a cobrir. Esses dias meu cliente tentou tomar minha maquina para fazer umas fotos mais altas. (Detalhe: eu estava trabalhando com o monopé estendido, em grande-angular). Fotografia é sinonimo de trabalho. trabalho que passa pela arte . Nossos clientes tem que enteder isto. Com educação , faco minha parte.
Um abraço a todos. Boas fotos!
é clicio, tem muita gente no mercado, e muita gente de olhos fechados para a realidade que as cercam. Já falei em outras discussões em foruns no orkut, fotografas não é só ser bom com a camera na mão, é se auto promover, e se auto reciclar, e perguntar, aprender, ensinar, tudo que envolve a cadeia de suprimentos, como diriam meus professores de logística…todos precisam do CHA, conhecimento, habilidade e atitude.
Ontem um “fotografo”(diga-se ganha a vida vendendo foto) que revela na loja onde trabalho, chegou de suas lindas ferias na bahia e comentou com outro fotografo que na loja estava, é voltei pra casa, agora vem os problemas…o outro fotografo perguntou (esse curiosamente também tinha ido pra bahia), mas que problemas meu?…ele respondeu, é os clientes, os serviços atrasados, as contas…O segundo fotografo que tambem chegará de ferias disse:
- Problemas tem vc então, pq fui viajar com meus serviços em dia, meus clientes atendidos e minhas contas pagas…
Agora eu pergunto, o que um camarada desses (o que reclamou dos problemas) pode reclamar do mercado.
É até anti-ético da minha parte, mas o cara é ruim demais, sorte dos clientes dele que nós conseguimos salvar alguma coisa do que ele leva pra loja, com muito custo as vezes….
Como diz um dos blogueiros que vivo seguindo Geraldo Garcia, conhecimento não ocupa espaço, e quem não estuda, não aprendi, quem não aprendi, não tem retorno, pq não sabe fazer.
Clicio parabéns mais uma vez pelo texto, ta salvo aqui, qualquer coloco no meu blog também, sempre com os devidos créditos e link para o texto original, tudo bem?
abraço.
O texto é muito bom. Os comentários também.
Eu já fiz bicos de fotografia, mas gosto muito de fazer fotos de paisagens (Moro em Paraty). Aliás, vi as entrevistas de vários que o Clício menciona, como o Lost Art no Paraty em Foco. É um evento legal.
Belo artigo, Clício. Não faz muito tempo, acho que nem 2 anos, eu achava completamente ridícula a possível existência de uma DSRL que fizesse video. Aí você vê um curta filmado com a 7D e a 5D MKII: http://is.gd/aQKYY e muda de idéia.
abraço!
Adorei seu post Clício, concordo plenamente contigo em tudo e a cereja desse bolo todo é o profissional que além disso tudo ama o que faz e tem o talento correndo nas veias.
Clicio, excelente leitura do momento atual da fotografia. Poderiamos ainda acrescentar que a popularização da fotografia digital deu um grande impulso ao Fotoclubismo, com um número crescente de adeptos. Os fotoclubes poderão ser o berço de novos profissionais, onde a troca de conhecimentos é frequente.
Como é bom ler textos inteligentes, que despertam o olhar para nós mesmos e nos fazem ver os defeitos e claro tbem as nossas qualidades. Assim podemos tentar mudar. Obrigada
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