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	<title>Comentários sobre: Faking Death</title>
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	<description>Fotografia profissional, Photoshop, Lightroom. Dicas, pensamentos, artigos, técnicas, por Clicio Barroso</description>
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		<title>Por: Andre Arruda</title>
		<link>http://www.clicio.com.br/blog/2009/faking-death/comment-page-1/#comment-342</link>
		<dc:creator>Andre Arruda</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 17:14:42 +0000</pubDate>
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		<description>GRANDE Joel Peter!
Sempre pensei que ele traz imagens do Id, lá dos recônditos, do porão que ninguém quer mexer. Sou fã.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>GRANDE Joel Peter!<br />
Sempre pensei que ele traz imagens do Id, lá dos recônditos, do porão que ninguém quer mexer. Sou fã.</p>
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		<title>Por: leonardosousa</title>
		<link>http://www.clicio.com.br/blog/2009/faking-death/comment-page-1/#comment-341</link>
		<dc:creator>leonardosousa</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 20:20:39 +0000</pubDate>
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		<description>O extremo é sempre misterioso, grandioso... Tanto para o positivo &quot;belo&quot;ou negativo&quot;feio&quot;, sendo assim a arte se concentra no polo negativo ou positivo tendo como referencia a interpretação da mente de cada pessoa... o fato é quanto mais extremo melhor, não importa o lado... ls</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O extremo é sempre misterioso, grandioso&#8230; Tanto para o positivo &#8220;belo&#8221;ou negativo&#8221;feio&#8221;, sendo assim a arte se concentra no polo negativo ou positivo tendo como referencia a interpretação da mente de cada pessoa&#8230; o fato é quanto mais extremo melhor, não importa o lado&#8230; ls</p>
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		<title>Por: 123rawfotos</title>
		<link>http://www.clicio.com.br/blog/2009/faking-death/comment-page-1/#comment-340</link>
		<dc:creator>123rawfotos</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2009 13:29:48 +0000</pubDate>
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		<description>Quando estava na faculdade de arquitetura, tinha um professor que era especial, pensamento vivo e pouco convencional. Era o Stélio. Ele era um coroa bem coroa para nossos padrões, próximo da aposentadoria. Dava aula de desenho, ou seja, desenho de observação, e a aula consistia em irmos a algum lugar do Rio de Janeiro desenhar as construções.

Uma vez, estávamos vários sentados no chão de uma calçada desenhando e ele veio olhando os desenhos do pessoal. Parou em frente a um colega que se esmerava em produzir um desenho todo caprichado e disse a ele: &quot;Não queria fazer de todo desenho um quadrinho&quot;.

Ou seja, disse a este colega para não atentar tanto para um resultado final perfeitamente balanceado e caprichado.

De certa forma, Clício, é isto.

Mas, como bem disse a Dulce e como eu mesmo já insinuara, o mundo não perdoará as tentativas. &quot;O Clício pirou!&quot;. &quot;Já não é o Clício dos bons tempos&quot;. Isto seria dito se suas tentativas e garatujas viessem a público ANTES de terem alcançado o resultado que você imagina. E a busca dessa linguagem diferente não é apenas uma decisão, precisa de explorações, de empirismo, de tentativa-e-erro.

Pois a lógica do mundo é bicar o fígado enquanto a montanha é escalada, e depois louvar quem atingiu o topo. Ninguém perdoa ninguém que queria escalar, mas todos adoram quem chega lá (como se não fosse preciso escalar para chegar...).

Então é preciso construir dentro de si mesmo uma oficina secreta, um espaço de permissão que talvez inicialmente não seja visível nem público, no máximo mostrado a um ou outro de muita confiança. Este casulo permitirá a metamorfose, e poderá emergir dele algo maior do que o anterior. Sem esse espaço de permissão no qual serão produzidas obras incompletas, estranhas, ainda não balaceadas, será difícil mudar.

A coisa bacana disso é que ao criarmos em nós uma forma nova de fazer não esquecemos a antiga. É só um &quot;poder&quot; a mais.

Grande abraço,
Ivan</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quando estava na faculdade de arquitetura, tinha um professor que era especial, pensamento vivo e pouco convencional. Era o Stélio. Ele era um coroa bem coroa para nossos padrões, próximo da aposentadoria. Dava aula de desenho, ou seja, desenho de observação, e a aula consistia em irmos a algum lugar do Rio de Janeiro desenhar as construções.</p>
<p>Uma vez, estávamos vários sentados no chão de uma calçada desenhando e ele veio olhando os desenhos do pessoal. Parou em frente a um colega que se esmerava em produzir um desenho todo caprichado e disse a ele: &#8220;Não queria fazer de todo desenho um quadrinho&#8221;.</p>
<p>Ou seja, disse a este colega para não atentar tanto para um resultado final perfeitamente balanceado e caprichado.</p>
<p>De certa forma, Clício, é isto.</p>
<p>Mas, como bem disse a Dulce e como eu mesmo já insinuara, o mundo não perdoará as tentativas. &#8220;O Clício pirou!&#8221;. &#8220;Já não é o Clício dos bons tempos&#8221;. Isto seria dito se suas tentativas e garatujas viessem a público ANTES de terem alcançado o resultado que você imagina. E a busca dessa linguagem diferente não é apenas uma decisão, precisa de explorações, de empirismo, de tentativa-e-erro.</p>
<p>Pois a lógica do mundo é bicar o fígado enquanto a montanha é escalada, e depois louvar quem atingiu o topo. Ninguém perdoa ninguém que queria escalar, mas todos adoram quem chega lá (como se não fosse preciso escalar para chegar&#8230;).</p>
<p>Então é preciso construir dentro de si mesmo uma oficina secreta, um espaço de permissão que talvez inicialmente não seja visível nem público, no máximo mostrado a um ou outro de muita confiança. Este casulo permitirá a metamorfose, e poderá emergir dele algo maior do que o anterior. Sem esse espaço de permissão no qual serão produzidas obras incompletas, estranhas, ainda não balaceadas, será difícil mudar.</p>
<p>A coisa bacana disso é que ao criarmos em nós uma forma nova de fazer não esquecemos a antiga. É só um &#8220;poder&#8221; a mais.</p>
<p>Grande abraço,<br />
Ivan</p>
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	<item>
		<title>Por: Dulce</title>
		<link>http://www.clicio.com.br/blog/2009/faking-death/comment-page-1/#comment-339</link>
		<dc:creator>Dulce</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2009 12:30:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://clicio.wordpress.com/?p=331#comment-339</guid>
		<description>Clício, existem vários públicos, várias audiências, várias tribos.

Se não fosse assim Nan Goldin nunca teria chegado ao lugar que chegou em popularidade. E os meninos do rock&#039;n&#039;roll ficariam brincando de guitarra em suas garagens, sem ir a lugar algum.

Não sei se feliz ou infelizmente (talvez ambos), as pessoas são bastante influenciáveis, com o &#039;papo&#039; certo aceitam praticamente qualquer coisa.

Acho que o problema maior aqui é vc largar uma fonte de renda estável pela incerteza dos caminhos a que podem levar suas inquietações.

Numa nota otimista, começa a despontar o mercado dos prints de arte no Brasil, estava falando com o Ig e a Lou sobre isso outro dia.

Quem sabe não está aí o veículo que te permitirá unir, de um lado, a satisfação pessoal da busca por novas imagens e, de outro, o público que saiba apreciar essa busca.

bom domingo....</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Clício, existem vários públicos, várias audiências, várias tribos.</p>
<p>Se não fosse assim Nan Goldin nunca teria chegado ao lugar que chegou em popularidade. E os meninos do rock&#8217;n'roll ficariam brincando de guitarra em suas garagens, sem ir a lugar algum.</p>
<p>Não sei se feliz ou infelizmente (talvez ambos), as pessoas são bastante influenciáveis, com o &#8216;papo&#8217; certo aceitam praticamente qualquer coisa.</p>
<p>Acho que o problema maior aqui é vc largar uma fonte de renda estável pela incerteza dos caminhos a que podem levar suas inquietações.</p>
<p>Numa nota otimista, começa a despontar o mercado dos prints de arte no Brasil, estava falando com o Ig e a Lou sobre isso outro dia.</p>
<p>Quem sabe não está aí o veículo que te permitirá unir, de um lado, a satisfação pessoal da busca por novas imagens e, de outro, o público que saiba apreciar essa busca.</p>
<p>bom domingo&#8230;.</p>
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	<item>
		<title>Por: ig + lou</title>
		<link>http://www.clicio.com.br/blog/2009/faking-death/comment-page-1/#comment-338</link>
		<dc:creator>ig + lou</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2009 08:12:54 +0000</pubDate>
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		<description>ah, the search for truth and beauty...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ah, the search for truth and beauty&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Leda Senise</title>
		<link>http://www.clicio.com.br/blog/2009/faking-death/comment-page-1/#comment-337</link>
		<dc:creator>Leda Senise</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2009 00:47:39 +0000</pubDate>
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		<description>Do not surrender!
Inquietacao e questionamento e o que mantem the work in progress whatever the course you choose.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Do not surrender!<br />
Inquietacao e questionamento e o que mantem the work in progress whatever the course you choose.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: clicio</title>
		<link>http://www.clicio.com.br/blog/2009/faking-death/comment-page-1/#comment-336</link>
		<dc:creator>clicio</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Apr 2009 23:56:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://clicio.wordpress.com/?p=331#comment-336</guid>
		<description>O maniqueísmo proposto pelo Fett, o otimismo dinâmico demonstrado pelo Pepe, o &quot;ser criança&quot; do Ivan, e o &quot;se livrar da auto-censura&quot; da Dulce são apenas partes do problema; o crucial aqui é o &quot;se livrar da necessidade de sucesso&quot; (Ivan novamente). Depois de 30 anos de trabalho bem aceito, a expectativa do observador é também feita de hábitos, de confortos, de linguagens conhecidas. É isso que tenho sentido, ao afirmar que gosto de trabalhos que &quot;a maioria&quot; detesta, a rejeição (por parte destes) é imediata.
E de que vale uma imagem sem observador?
Não se completa. Não existe.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O maniqueísmo proposto pelo Fett, o otimismo dinâmico demonstrado pelo Pepe, o &#8220;ser criança&#8221; do Ivan, e o &#8220;se livrar da auto-censura&#8221; da Dulce são apenas partes do problema; o crucial aqui é o &#8220;se livrar da necessidade de sucesso&#8221; (Ivan novamente). Depois de 30 anos de trabalho bem aceito, a expectativa do observador é também feita de hábitos, de confortos, de linguagens conhecidas. É isso que tenho sentido, ao afirmar que gosto de trabalhos que &#8220;a maioria&#8221; detesta, a rejeição (por parte destes) é imediata.<br />
E de que vale uma imagem sem observador?<br />
Não se completa. Não existe.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Dulce</title>
		<link>http://www.clicio.com.br/blog/2009/faking-death/comment-page-1/#comment-335</link>
		<dc:creator>Dulce</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Apr 2009 23:12:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://clicio.wordpress.com/?p=331#comment-335</guid>
		<description>a explicação desse fascínio não estará na liberdade de expressão que esses trabalhos implicam, na sua espontaneidade, na presumida ausência de auto-censura?

trabalhos de pessoas que deixam fluir livremente o que passa em seu inconsciente são, quase sempre, bastante instigantes. Mostram uma coragem em assumir desafios estéticos, em lidar com algumas crenças infundadas da &#039;cultura&#039;.
essa contravenção, fugir das regras do chamado bom gosto, unir-se ao fluxo da &#039;contracultura&#039;, pode ser extrema e gostosamente liberador, além de fascinante. Como uma droga. A Nan foi dependente química por um bom tempo. Chegou no fundo do poço e depois deu a volta por cima. Durante a viagem deixou registrados, numa coleção incrível de fotos, os aspectos mais viscerais - e honestos - da convivência humana.

admiro sua busca Clício.  E, sim, como você mesmo já sentiu, esse não é um caminho fácil de trilhar. Mas vale a pena tentar.

grande abraço</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>a explicação desse fascínio não estará na liberdade de expressão que esses trabalhos implicam, na sua espontaneidade, na presumida ausência de auto-censura?</p>
<p>trabalhos de pessoas que deixam fluir livremente o que passa em seu inconsciente são, quase sempre, bastante instigantes. Mostram uma coragem em assumir desafios estéticos, em lidar com algumas crenças infundadas da &#8216;cultura&#8217;.<br />
essa contravenção, fugir das regras do chamado bom gosto, unir-se ao fluxo da &#8216;contracultura&#8217;, pode ser extrema e gostosamente liberador, além de fascinante. Como uma droga. A Nan foi dependente química por um bom tempo. Chegou no fundo do poço e depois deu a volta por cima. Durante a viagem deixou registrados, numa coleção incrível de fotos, os aspectos mais viscerais &#8211; e honestos &#8211; da convivência humana.</p>
<p>admiro sua busca Clício.  E, sim, como você mesmo já sentiu, esse não é um caminho fácil de trilhar. Mas vale a pena tentar.</p>
<p>grande abraço</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: 123rawfotos</title>
		<link>http://www.clicio.com.br/blog/2009/faking-death/comment-page-1/#comment-334</link>
		<dc:creator>123rawfotos</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Apr 2009 23:11:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://clicio.wordpress.com/?p=331#comment-334</guid>
		<description>O grande problema do adulto, aquilo que  tolhe suas mudanças, é ele já conhecer um caminho eficiente. Esse caminho é como um vale cavado na planície -ou, tá legal, não somos planícies, mas, de todo modo, é um vale cavado pelo fluxo no terreno.

Esse fluxo cavou o vale, e o tendo cavado, tende a ele, escorre por ele.

Há uma força da gravidade a atrair o fluxo para o leito cavado. Ou melhor, há duas gravidades. Uma delas é o hábito. Fazemos sempre parecido com o que já fizemos, isso é o chamado &quot;estilo&quot;, podendo ser chamado também de &quot;prisão&quot;. A segunda gravidade é o desejo de sucesso. Ela nos faz manter nossa produção consoante aos desejos dos demais, ela nos faz desejar confirmar para os demais nossa excelência. Hábito e desejo.

Nesse ponto, Clício, mais cavado é o vale quanto maior o sucesso.

Aqui fica e termina uma parte da conversa.

Mas tem mais: A beleza.

A beleza é uma coisa. A comodidade ao olhar algo, outra. A beleza pode ser cômoda ou incômoda, e pode ser incômoda sendo ainda beleza. Penso que a dicotomia insinuada por você no texto não é bem essa, belezaX feiura como você apontou. Aliás, acho impossível alguém dedicar-se à arte, ou à atividade de sentido artístico e perseguir a feiura. O que se faz é, ao contrário, revelar a beleza que não sabemos ver, que não é cômoda, mas em uma dinâmica de trazer ao território do belo aquilo não visto como.

De todo modo, é preciso, e isso é minha fé inabalável, haver um espaço no qual o incompleto, o interessante mas não cabal, o meio mal feito mas cheio de idéias, o croquis, enfim, possa existir. E esta é a dificuldade do adulto, pois ao mesmo tempo seria desejával mostrar o tosco libertador, conversar abertamente sobre os fiapos de interesse dele, as idéias ainda embrionárias, as garatujas, mas nosso mundo não aceita que mostremos o tosco e se o fizermos seremos julgados toscos. Nosso mundo não é um bom espaço criativo, pois só gosta daquilo que está completo, enquanto as oficinas e os ateliers são bagunçados e com manchas de tinta, e eles assim sendo são o espaço da liberdade.

Grande abraço, achei bacanérrima sua inquietação. Desculpe-me o tamanho da resposta.

Ivan</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O grande problema do adulto, aquilo que  tolhe suas mudanças, é ele já conhecer um caminho eficiente. Esse caminho é como um vale cavado na planície -ou, tá legal, não somos planícies, mas, de todo modo, é um vale cavado pelo fluxo no terreno.</p>
<p>Esse fluxo cavou o vale, e o tendo cavado, tende a ele, escorre por ele.</p>
<p>Há uma força da gravidade a atrair o fluxo para o leito cavado. Ou melhor, há duas gravidades. Uma delas é o hábito. Fazemos sempre parecido com o que já fizemos, isso é o chamado &#8220;estilo&#8221;, podendo ser chamado também de &#8220;prisão&#8221;. A segunda gravidade é o desejo de sucesso. Ela nos faz manter nossa produção consoante aos desejos dos demais, ela nos faz desejar confirmar para os demais nossa excelência. Hábito e desejo.</p>
<p>Nesse ponto, Clício, mais cavado é o vale quanto maior o sucesso.</p>
<p>Aqui fica e termina uma parte da conversa.</p>
<p>Mas tem mais: A beleza.</p>
<p>A beleza é uma coisa. A comodidade ao olhar algo, outra. A beleza pode ser cômoda ou incômoda, e pode ser incômoda sendo ainda beleza. Penso que a dicotomia insinuada por você no texto não é bem essa, belezaX feiura como você apontou. Aliás, acho impossível alguém dedicar-se à arte, ou à atividade de sentido artístico e perseguir a feiura. O que se faz é, ao contrário, revelar a beleza que não sabemos ver, que não é cômoda, mas em uma dinâmica de trazer ao território do belo aquilo não visto como.</p>
<p>De todo modo, é preciso, e isso é minha fé inabalável, haver um espaço no qual o incompleto, o interessante mas não cabal, o meio mal feito mas cheio de idéias, o croquis, enfim, possa existir. E esta é a dificuldade do adulto, pois ao mesmo tempo seria desejával mostrar o tosco libertador, conversar abertamente sobre os fiapos de interesse dele, as idéias ainda embrionárias, as garatujas, mas nosso mundo não aceita que mostremos o tosco e se o fizermos seremos julgados toscos. Nosso mundo não é um bom espaço criativo, pois só gosta daquilo que está completo, enquanto as oficinas e os ateliers são bagunçados e com manchas de tinta, e eles assim sendo são o espaço da liberdade.</p>
<p>Grande abraço, achei bacanérrima sua inquietação. Desculpe-me o tamanho da resposta.</p>
<p>Ivan</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Pepe Mélega</title>
		<link>http://www.clicio.com.br/blog/2009/faking-death/comment-page-1/#comment-333</link>
		<dc:creator>Pepe Mélega</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Apr 2009 22:34:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://clicio.wordpress.com/?p=331#comment-333</guid>
		<description>Inquietudes constantes que movem desejos, por experimentações de criar, de inovar, dentro de um universo que bombardeia com velocidade espantosa inúmeras referencias que nos fazem pensar, repensar, e alimentam nosso desejo pelo novo que pode vir do antigo. Abs</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Inquietudes constantes que movem desejos, por experimentações de criar, de inovar, dentro de um universo que bombardeia com velocidade espantosa inúmeras referencias que nos fazem pensar, repensar, e alimentam nosso desejo pelo novo que pode vir do antigo. Abs</p>
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